quinta, 04 de junho, 2026
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Um dia após o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pedir, em reunião tensa, que não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas, o presidente Jair Bolsonaro foi às ruas na manhã deste domingo. Ele visitou vários comércios locais ainda abertos em Brasília e cumprimentou populares. Houve aglomerações para tirar selfies com o presidente. “O povo quer trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, a partir dos 65 fica em casa”, disse Bolsonaro, que completou 65 anos no dia 21.
Na volta ao Palácio da Alvorada, o presidente afirmou, sem dar detalhes, que estava “com vontade” de baixar um decreto hoje liberando que pessoas de todas as profissões possam trabalhar durante a pandemia, e não só as que fazem serviços essenciais. “O vírus tá aí, vamos ter de enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, pô, não como moleque. É a vida, todos nós vamos morrer um dia”, disse a jornalistas. “Tem mulher apanhando em casa. Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. Como é que acaba com isso? Tem que trabalhar.”
Mais tarde, em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente recomendou que “todos os políticos” saiam às ruas para, em sua avaliação, entender a realidade do País. “Estive em Ceilândia e Taguatinga. Fui ver na ponta da linha como está o nosso povo. E em especial os informais, os mais atingidos por essa onda de desemprego. Uma experiência que recomendo a todos os políticos do Brasil”, disse Bolsonaro. Para gravar o vídeo, buscou orientação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
Em uma reunião no sábado, como revelou a colunista do Estado Eliane Cantanhêde, Mandetta fez um alerta ao presidente e aos demais ministros: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas?” Em outro momento, Mandetta deixou claro que, se o presidente insistisse em ir às ruas, seria obrigado a criticá-lo. E Bolsonaro rebateu que, nesse caso, iria demiti-lo. Depois, em entrevista coletiva, o ministro condenou atos pela abertura do comércio e disse que “os mesmos que fazem carreata vão ficar em casa daqui a duas semanas”.
Procurado ontem para se manifestar sobre o tour do presidente, o Ministério da Saúde respondeu que não comentaria.
A primeira parada de Bolsonaro foi em um posto de combustíveis. Desceu do carro para tirar fotos com frentistas e conversou com populares. Também visitou farmácia, padaria e uma mercearia no Sudoeste. No Hospital das Forças Armadas, conversou com médicos e enfermeiras.
O comboio presidencial ainda passou por Ceilândia e Taguatinga, regiões administrativas do Distrito Federal. Em meio a apoiadores, Bolsonaro afirmou que o desemprego também pode ser uma doença. “O povo tem que trabalhar ou a fome vem aí. O Brasil não pode parar”, disse em um açougue.
Bolsonaro defendeu que sejam tomadas medidas de precaução contra a doença, mas principalmente para idosos e pessoas do grupo de risco. Afirmou que estes casos, em que “a gripe” pode ser mais grave, serão tratados com hidroxicloroquina. O medicamento, porém, ainda não tem sua eficácia comprovada contra o coronavírus.
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Apesar de falar em medidas de precaução, Bolsonaro não seguiu todas as recomendações do Ministério da Saúde. O presidente brincou todas as vezes em que populares chegavam para cumprimentar com apertos de mãos, dizendo que “não podia”. Mas ficou em meio a aglomerações para tirar fotos.
Nas redes sociais, o tour de Bolsonaro foi alvo de críticas de deputados. Marcelo Ramos (PL-AM) apontou “clara provocação” a Mandetta. Para Marcelo Freixo (PSOL-RJ), faltou “bom senso”. Paulo Pimenta (PT-RS) chamou Bolsonaro de “Capitão Corona”. Ex-aliado, Alexandre Frota (PSDB-SP) disse que Bolsonaro estaria “espalhando o vírus” por Brasília.
O distanciamento social e o isolamento são medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.