quinta, 04 de junho, 2026
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Assim como o Hemossul tem grande importância para milhares de sul-mato-grossenses, no universo mundo animal a doação de sangue também salva vidas e depende da solidariedade de uma rede de voluntários. Em Campo Grande, dois bancos de sangue veterinários atendem todo o Estado com laboratórios especializados na coleta, preparo e distribuição do sangue de gatos e cachorros.
Foi graças a essa rede que o rotwailer Thor, de apenas dois meses, conseguiu vencer a doença do carrapato, que chegou de repente e de maneira silenciosa. "Ele era bem agitado e começou a ficar quietinho, teve diarreia e parou de comer. Também percebi que a boca dele tinha perdido a cor vermelha e ficou esbranquiçada", conta a Gabrielly Alves da Silva, de 19 anos, tutora do Thor.
Após avaliação veterinária, Gabrielle foi informada sobre a suspeita da doença, mais tarde confirmada por exames. Para salvar a vida do pet que já era a alegria da casa, um dos tratamentos indicados com urgência foi uma transfusão de sangue. "Eu entrei em desespero e tive medo de perder ele. Mesmo novinho, a gente pegou muito amor", desabafa.
No mesmo dia em que foi internado, Thor recebeu uma bolsa de sangue, conseguida às pressas em um dos bancos da cidade. Segundo o médico veterinário Rafael Rodrigues, o filhote de rotwailer recebeu cerca de 150 ml de sangue em um processo que demorou quatro horas.
"Ele chegou na clínica muito tristinho, sem comer e apático. Nos exames, identifiquei a indicação de uma transfusão. Logo após o procedimento o Thor estabilizou e começou a melhorar. Para ele, receber o sangue foi imprescindível e se não fosse isso, ele teria grandes chances de piorar", avalia o especialista.
Rafael afirma que no dia a dia das clínicas veterinárias são rotineiros casos como o do Thor, em que a transfusão de sangue é tratamento determinante para manter a vida de um animalzinho. Por isso, o especialista deixa o apelo. "É muito importante que os tutores de animais procurem os bancos de sangue e se informem como funciona. Esse gesto nos ajuda a salvar vidas dentro da clínica. É muito importante", finaliza.
Banco de sangue veterinário
Se encontrar doadores de sangue para pessoas já é tarefa difícil, entre os pets a missão também é complicada. Nessa hora, além de apelar para consciência e solidariedade, vale até insistir na busca ativa, abordando tutores e levando informações sobre o processo ainda pouco conhecido no Estado.
Inaugurado em 2009, há 3 anos, o Laboratório Labdoc incorporou o BSA (Banco de Sangue Animal) na estrutura de atendimento veterinário. Responsável pela empresa, Leizinara Gonçalves, explica que, assim como no Hemossul, o banco de sangue segue rígidos protocolos que vão desde a triagem dos pets doadores até a distribuição do sangue.
"A diferença é que o Hemossul é público e nós somos uma empresa privada, mas aqui, os doadores assinam termo de doação da mesma maneira como eles fazem lá. É uma responsabilidade do tutor e nossa", afirma.
Para a doação, o animal voluntário deve ter de 1 a 8 anos, estar saudável e ter vermífugos e vacinas em dia. A quantidade de sangue retirada é proporcional ao peso, com média de coleta de até 20 ml por quilo do pet. Cada animal só pode fazer a doação três vezes durante a vida.
"Antes de tudo nós fazemos uma série de análises laboratoriais para fazer da doação um componente seguro. Todos esses exames são gratuitos, o tutor não paga nada", explica Leizinara.
Sangue retirado dos pets é colocado em bolsas, testado, e distribuído para clínicas. (Foto: Clayton Neves)
A coleta dura em média 10 minutos. Em gatos, geralmente mais ariscos, o procedimento é feito com o animal sedado. Já em cachorros, o pet fica acordado e deitado em uma maca, por isso, a preferência é por animais mansos.
"A gente faz a coleta na sede do banco de sangue ou vai até a residência do animal. Tem que ser onde ele se sente mais confortável. Tentamos fazer a retirada três vezes, se na terceira vez o animal se mexe ou não deixa, é a forma como a gente e tende que ele não quer é não está disponível ", pontua a veterinária.
Vanessa Mendes, veterinária que também trabalha no banco de sangue, lembra que quando há necessidade de transfusão, exames laboratoriais são feitos para apontar se há compatibilidade entre o animal receptor e o sangue do pet doador.
Além do tratamento da doença do carrapato, como no caso do Thor, a transfusão de sangue é indicada em casos de acidentes, hemorragias cirúrgicas, acidentes com animais como cobras e escorpiões, por exemplo, e até auxiliam no tratamento da leishmaniose. “Ainda bem que que existem dois bancos de sangue em Campo Grande porque não conseguiríamos atender toda a demanda das clínicas sozinhos”, finaliza Leizinara.
Quem tiver dúvidas ou até mesmo cadastrar o pet como doador, o telefone para contato do Banco de Sangue Animal é o (67) 98402-3320.
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal...
3 de junho de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de um lote específico de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a detecção de contaminação microbiológica durante análises realizadas por órgãos de vigilância sanitária.
A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo dos produtos pertencentes ao lote identificado como LZ1 VAL200127 3 P 200126. A decisão foi adotada depois que exames laboratoriais confirmaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
O lote foi produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás, e corresponde a mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros fabricadas em janeiro deste ano. A validade dos produtos se estende até janeiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, a maior parte das unidades foi distribuída para o Distrito Federal. O restante foi encaminhado para municípios de Goiás, São Paulo e Tocantins.
A contaminação foi descoberta durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação do resultado, o lote foi interditado preventivamente e o caso comunicado à Anvisa, que acompanhou a adoção das medidas de recolhimento.
Até o momento, não foram registrados relatos de consumidores sobre problemas relacionados ao consumo da água pertencente ao lote afetado. Mesmo assim, as autoridades sanitárias orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido o produto verifique atentamente as informações impressas no rótulo.
A recomendação é que as unidades identificadas com o lote recolhido não sejam consumidas. Os consumidores devem aguardar as orientações da fabricante para realizar a devolução do produto e solicitar eventual ressarcimento.
A Anvisa reforça que o monitoramento constante da qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no país é fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos à saúde pública.
Documento
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como...
2 de junho de 2026
Os brasileiros que possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) passaram a contar com mais praticidade para viajar pela América do Sul. O documento já pode ser utilizado como identificação oficial para ingresso em diversos países da região, dispensando a apresentação de passaporte em viagens de turismo de curta duração.
A medida reforça os acordos de integração firmados entre os países do Mercosul e nações associadas, que permitem a circulação de cidadãos mediante a apresentação de um documento de identidade válido e reconhecido pelas autoridades migratórias.
A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e traz como principal inovação a utilização do CPF como número único de identificação em todo o território nacional. O documento também possui recursos modernos de segurança, incluindo versão digital e mecanismos que dificultam fraudes.
Com a adoção da nova carteira, os viajantes brasileiros podem utilizar o documento para entrar em países sul-americanos que aceitam a identificação civil em substituição ao passaporte, tornando os deslocamentos mais simples e acessíveis.
Especialistas orientam que os viajantes verifiquem previamente as exigências específicas do país de destino, além de conferir se o documento está em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade estabelecido para a faixa etária do titular.
A expectativa do governo federal é ampliar gradativamente a emissão da Carteira de Identidade Nacional, promovendo a unificação dos cadastros e facilitando o acesso dos cidadãos a serviços públicos e viagens internacionais dentro dos países que mantêm acordos com o Brasil.