sábado, 25 de julho, 2026
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O recente caso envolvendo Pedro Henrique Espíndola, participante do BBB26, trouxe à tona um problema que vai muito além da televisão: o assédio sexual e a importunação sexual, crimes que ainda são registrados com frequência em Mato Grosso do Sul. Segundo a Delegada Adjunta da Deam (Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Lacerda Ferraz, práticas como tentar forçar contato físico sem consentimento configuram crime, e não simples “cantadas” ou assédio moral.
“Quando uma mulher não dá o consentimento, o homem não pode forçá-la. A culpa é sempre do agressor. Infelizmente, alguns acreditam que podem tudo, e é por isso que existe a sensação de impunidade. Hoje, não mais: os autores são punidos e devem ser responsabilizados. Assédio não é brincadeira”, explicou a delegada. Ela reforça que, em MS, os casos de importunação sexual são frequentes, mas a conscientização das mulheres sobre seus direitos faz com que denúncias cresçam e que infratores sejam indiciados.
A pedagoga Karina Marque complementa a visão da delegada, destacando o aspecto cultural do problema: “Todo comportamento do homem que acha ter poder sobre a mulher, que acredita que pode tocá-la ou assediá-la, nasce de uma criação equivocada. A mulher sempre foi vista como frágil, mas não é. Situações como a do Pedro mostram como ainda há muitos homens que ignoram limites e direitos”.
Karina também destacou o impacto emocional sobre vítimas: “Quando a mulher se vê coagida, muitas vezes reage com medo, bloqueio ou até culpa. É normal se sentir assim, mas a legislação existe para protegê-la e ela deve procurar ajuda. Atitudes como passar a mão, falar de partes do corpo ou tentar forçar um beijo são crimes, e isso precisa ficar claro na sociedade”.
A delegada Analu Lacerda Ferraz acrescenta que a prevenção também depende da educação dos homens: “É fundamental que os homens entendam desde cedo que qualquer atitude que gere desconforto ou constrangimento é crime. Conversar, ensinar e responsabilizar quem comete importunação sexual é tão importante quanto proteger quem sofre. A mudança cultural só vai acontecer se houver conscientização e punição eficaz”.
O caso de Pedro, que desistiu do programa na noite deste domingo (18), está agora sob investigação da Justiça, com inquérito aberto pela Delegacia da Mulher de Jacarepaguá. O episódio reforça que mesmo em contextos de exposição pública e entretenimento, comportamentos abusivos são crimes e têm consequências legais, servindo de alerta para todo o país e para Mato Grosso do Sul, onde casos de assédio e importunação sexual ainda são recorrentes.
Imposto de renda 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...
24 de julho de 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.
A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.
Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.
O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.
Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.
A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.
Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.
Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.
A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.
Mulher
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova...
24 de julho de 2026
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma mudança na legislação sobre o acesso a aerossóis de extratos vegetais destinados à proteção individual.
A nova norma busca ampliar as alternativas de defesa para mulheres em situações de risco, estabelecendo regras claras para a utilização do equipamento. A publicação da lei no Diário Oficial da União marca o início da vigência da medida em todo o país.
De acordo com a legislação, o spray de pimenta poderá ser utilizado exclusivamente para afastar uma agressão considerada injusta, atual ou iminente. A norma determina que o uso seja proporcional à ameaça enfrentada e interrompido imediatamente após a neutralização do risco.
O objetivo é garantir que o equipamento seja empregado apenas como instrumento de defesa pessoal, evitando seu uso indevido em outras circunstâncias.
Embora o projeto aprovado pelo Congresso previsse que adolescentes a partir de 16 anos também pudessem adquirir o spray com autorização dos pais ou responsáveis, esse dispositivo foi vetado durante a sanção presidencial. Com isso, a autorização ficou restrita às mulheres com 18 anos ou mais.
Outro ponto retirado do texto foi a obrigação de comunicar às autoridades policiais casos de perda, furto ou roubo do spray de pimenta, exigência que também deixou de fazer parte da versão final da lei.
A sanção ocorre em um momento em que o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo tema de discussão em todo o Brasil. A possibilidade de acesso ao spray de pimenta é vista como mais um mecanismo de proteção individual, sem substituir a atuação das forças de segurança pública e as políticas de prevenção e combate à violência de gênero.
Especialistas reforçam que, apesar da liberação, o equipamento deve ser utilizado com responsabilidade, apenas em situações reais de perigo e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.