sábado, 25 de julho, 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a dar início a estudos científicos envolvendo o cultivo de cannabis no Brasil. A medida foi aprovada em caráter excepcional e permite apenas o uso da planta para fins de pesquisa, sem qualquer autorização para comercialização.
Com a decisão, a Embrapa poderá aprofundar estudos sobre cultivo, conservação genética e aplicações medicinais e industriais da cannabis. A iniciativa busca ampliar o conhecimento científico nacional sobre a planta e reduzir a dependência do país em relação à importação de insumos utilizados em medicamentos derivados da substância.
As pesquisas serão realizadas sob rígido controle e fiscalização, em ambientes monitorados e seguindo normas específicas estabelecidas pelos órgãos reguladores. Segundo a autorização, nenhum produto desenvolvido durante os estudos poderá ser vendido nesta fase.
O avanço das pesquisas ocorre em um momento de crescimento do interesse científico em torno do canabidiol (CBD), um dos compostos presentes na cannabis e utilizado em tratamentos médicos. Recentemente, mais de R$ 13 milhões foram destinados a estudos relacionados ao CBD, empregado em terapias para doenças como epilepsia refratária, dores crônicas, ansiedade, Alzheimer e Parkinson.
A cannabis pertence ao gênero de plantas que inclui a espécie Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha. No Brasil, a Anvisa já permite desde 2014 a importação de medicamentos à base da planta para uso medicinal, desde que atendidos critérios específicos definidos pela agência.
Apesar da autorização concedida à Embrapa, o cultivo da cannabis continua proibido para fins comerciais no país. A liberação atual é exclusiva para pesquisas científicas e não representa uma autorização ampla para plantio.
O debate sobre o tema ganhou força após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2024, que reconheceu a possibilidade de empresas obterem autorização sanitária para importar sementes e cultivar cannabis com objetivos medicinais, farmacêuticos e industriais, desde que cumpram as regras estabelecidas pelos órgãos competentes.
Imposto de renda 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...
24 de julho de 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.
A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.
Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.
O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.
Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.
A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.
Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.
Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.
A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.
Mulher
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova...
24 de julho de 2026
As mulheres brasileiras maiores de 18 anos agora podem adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (24), com a sanção da nova lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma mudança na legislação sobre o acesso a aerossóis de extratos vegetais destinados à proteção individual.
A nova norma busca ampliar as alternativas de defesa para mulheres em situações de risco, estabelecendo regras claras para a utilização do equipamento. A publicação da lei no Diário Oficial da União marca o início da vigência da medida em todo o país.
De acordo com a legislação, o spray de pimenta poderá ser utilizado exclusivamente para afastar uma agressão considerada injusta, atual ou iminente. A norma determina que o uso seja proporcional à ameaça enfrentada e interrompido imediatamente após a neutralização do risco.
O objetivo é garantir que o equipamento seja empregado apenas como instrumento de defesa pessoal, evitando seu uso indevido em outras circunstâncias.
Embora o projeto aprovado pelo Congresso previsse que adolescentes a partir de 16 anos também pudessem adquirir o spray com autorização dos pais ou responsáveis, esse dispositivo foi vetado durante a sanção presidencial. Com isso, a autorização ficou restrita às mulheres com 18 anos ou mais.
Outro ponto retirado do texto foi a obrigação de comunicar às autoridades policiais casos de perda, furto ou roubo do spray de pimenta, exigência que também deixou de fazer parte da versão final da lei.
A sanção ocorre em um momento em que o enfrentamento à violência contra a mulher continua sendo tema de discussão em todo o Brasil. A possibilidade de acesso ao spray de pimenta é vista como mais um mecanismo de proteção individual, sem substituir a atuação das forças de segurança pública e as políticas de prevenção e combate à violência de gênero.
Especialistas reforçam que, apesar da liberação, o equipamento deve ser utilizado com responsabilidade, apenas em situações reais de perigo e dentro dos limites estabelecidos pela legislação.