quarta, 03 de junho, 2026
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O CRIMINALISTA ALEX VIANA É O MAIS NOVO COLUNISTA DO PORTAL JURÍDICO “O GARANTISTA”.
O site “O GARANTISTA”, portal jurídico da advocacia do Estado de Mato Grosso do Sul, que tem ênfase no Direito Penal, acabou de bater o martelo, o Criminalista ALEX VIANA é o mais novo colunista do portal. O Portal Jurídico tem como sócios grandes nomes da Advocacia Criminal do País, como o Dr. José Roberto Rosa, Marcos Maksoud e Fabio Ricardo Trad. A criminalista Herika Ratto, o juiz Carlos Alberto Garcete e o Desembargador Ruy Celso Barbosa Florence também são colunistas do Portal.
Apesar de muitos acharem que a ascensão do criminalista Dr. Alex Viana ter sido muito rápida, a verdade é que não foi. Ele foi o primeiro da sua família, de pai e de mãe, a conseguir finalizar um curso superior. Vem de família muito pobre, passou em um concurso na prefeitura de Coxim/MS, iniciou a faculdade em 2006, na faculdade foi líder de turma, foi Presidente do Diretório Acadêmico de Direito, Presidente do Diretório Central dos Estudantes, Vice-Presidente da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso do Sul e fundou e foi presidente da Associação do Transporte Universitário de Coxim/MS.
Trabalhou na Assessoria Jurídica do Município de Coxim/MS, na Defensoria Pública do Estado, trabalhou na Procuradoria Geral do Estado, e, aos 21 anos foi promovido a Chefe da Gerência de Tributos do Município, o terceiro cargo mais importante da época, nessa época revolucionou o setor e estancou a crise na receita do município. Também estagiou e foi advogado no Escritório Edilson Magro e Associados, onde assumiu a pasta criminal do escritório, fazendo júris com o Dr. Edilson Magro (Prefeito de Coxim/MS), Dr. Rafael Garcia Lemos (Presidente da OAB/Coxim/MS) e com o Dr. Irajá Pereira Messias (Grande Criminalista da Região Norte do Estado).
Após pedir exoneração da prefeitura, em 2013 fundou seu próprio escritório, na época com seu sócio e amigo Alencar Schio. Hoje é o único proprietário do Escritório ALEX VIANA ADVOCACIA E CONSULTORIA. Atualmente é o grande nome da advocacia criminal da Região Norte do Estado, e, está figurando entre os grandes nomes da advocacia criminal do Estado de Mato Grosso do Sul.
Isso se deve ao grande êxito nos Tribunais, sendo muito elogiado pelos desembargadores, juízes e ministros. Viana vem conseguindo grandes feitos no STF e STJ que são Tribunais cuja obtenção de resultado positivo é menor que 5%. Tem atuado em grandes casos nacionais como o do “Rei do Ecstasy”, estaduais como a “Operação Omertà” (tendo sido o único a ganhar a absolvição do seu cliente), “Operação Traquetos”, “Operação Árdea Alba”, e etc.
Mas ele não se destaca somente na área criminal, também é um grande advogado eleitoralista e constitucionalista, foi o advogado que cassou o ex-prefeito de Coxim, que cassou o ex-vice-presidente da Câmara de Coxim.
Todo esse destaque e ascensão profissional se deve muito a sua determinação, empenho e dedicação. O dr. Alex Viana é um estudante voraz. É pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal (UCDB), pós-graduado em Direto Eleitoral e Constitucional (Damásio), e, está finalizando seu Mestrado em Direito Penal e Processo Penal na Facultad de Derecho na Universidade de Buenos Aires (UBA), esta que tem 6 Prêmios Nobel, e, é considerada a melhor faculdade de direito da América Latina e uma das melhores do mundo.
Assim, não há dúvida, que a ascensão e essa nova etapa da sua carreira é mais do que merecida. Agora além de colunista do Jornal Diário do Estado de Mato Grosso do Sul, também será colunista do Portal Jurídico “O Garantista”.
opinião
Segundo o dicionário, a definição de aporofobia é repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres ou desfavorecidos. Dito isto, sem nem ao menos sair de casa, da...
29 de maio de 2026
Segundo o dicionário, a definição de aporofobia é repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres ou desfavorecidos. Dito isto, sem nem ao menos sair de casa, da tela do celular ou da televisão podemos observar o Estado, através de seus agentes, enforcar, bater, pisotear, e até matar pessoas “suspeitas” de algum ilícito, ora derrubam uma professora no chão e colocam o pé em seu rosto, ora derrubam uma mulher com duas crianças menores em seu colo e fazem a famosa posição em que o policial americano matou George Floyd, e assim caminha a política ostensiva do Estado.
Mas ultimamente estamos vivenciando alguns membros do Ministério Público denunciarem pessoas que cometeram crimes famélicos, chegando-se ao cúmulo de recorrer de uma absolvição sumária de pessoas que teriam furtado lixo, é, isto mesmo, lixo.
As pessoas vítimas dessa força ostensiva, e, agora, dessa persecução acusatória, têm em comum o fato de serem pobres e negras. Aliás, o retrato da nossa população carcerária, esta que é a 3ª maior população carcerária do mundo, é de pobres, negros, e com até o ensino fundamental completo.
Diante desses fatos e deste resultado, que a criminologia nos mostra tão bem, não é possível conceber que só negros e pobres cometem crimes, parece incontroverso que o sistema é voltado para combater somente uma classe social.
Por isso, se está constatando esta aporofobia no campo da política criminal brasileira, ou seja, existe uma aversão aos pobres, é por isso que o sistema é voltado para combater somente esta classe social, seus agentes se tornaram autômatos, característica que George Orwell definiu muito bem no livro 1984, que significa dizer que o ser não é mais racional, age de forma mecanizada, automática, não é mais humano, é uma máquina.
Talvez foi essa automatização do pensar que sustentou a insanidade de mover o Poder Judiciário, este que é tão caro e tão abarrotado, para cuidar de furto de lixo. Afinal, sabendo-se que o custo mensal de um preso é de R$ 2.400,00, qual a lógica do direito penal intervir em algo que se quer tem valor?
Não posso terminar sem citar Vitor Hugo, autor que tão bem narrou as questões da miséria humana em “Os Miseráveis”:
“Certa vez, numa reunião, ouviu dizer que se fazia a instrução de um processo criminal já próximo do julgamento. Um pobre homem, falto de recursos, por amor de uma mulher e de uma criança, cunhou moedas falsas. Nessa época, tal crime era punido com a morte. A mulher foi detida quando gastava a primeira moeda. Prenderam-na como a única culpada. Somente ela poderia delatar seu amante e condená-lo. Apesar da insistência, continuou obstinadamente a negar que ele tivesse qualquer participação no caso. O Procurador do Rei teve, então, uma ideia. Inventou uma infidelidade do amante e chegou mesmo, com trechos de cartas jeitosamente apresentadas, a persuadir a coitada da existência de uma rival com quem tal homem a enganava. Então, louca de ciúme, ela denunciou o amante, confessando e provando o crime. O homem estava perdido. Naqueles dia em Aix, ele seria julgado com sua cúmplice. Contava-se o acontecido e todos se admiravam da habilidade do Magistrado. Pondo em jogo o ciúme, pelo ódio fizera brilhar a verdade, fizera surgir a vingança, a Justiça.
O Bispo ouviu tudo em silêncio. Quando terminaram, perguntou:
– Onde vão ser julgados esses dois?
– No fórum.
– E onde vai ser julgado o procurador do Rei?
Opinião
O discurso de que o fim da escala 6x1 “vai acabar com o Brasil” ignora uma realidade elementar: o trabalhador brasileiro já vive no limite. A Consolidação das...
22 de maio de 2026
O discurso de que o fim da escala 6x1 “vai acabar com o Brasil” ignora uma realidade elementar: o trabalhador brasileiro já vive no limite.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Embora a legislação determine, preferencialmente, o descanso aos domingos, a escala 6x1 permite, na prática, a rotatividade das folgas, fazendo com que muitos trabalhadores tenham apenas um domingo de descanso a cada sete semanas, a depender da convenção coletiva da categoria. A distribuição das horas, como jornadas de 8 horas de segunda a sexta e 4 horas aos sábados, também varia conforme acordos sindicais.
O resultado é um cenário em que milhões de brasileiros trabalham até 44 horas semanais para receber um salário mínimo de R$ 1.621, equivalente a aproximadamente US$ 244. Trata-se de uma das menores remunerações da América do Sul. O trabalhador brasileiro recebe menos que trabalhadores do Uruguai (US$ 626), Chile (US$ 597), Equador (US$ 482), Colômbia (US$ 446), Bolívia (US$ 362), Paraguai (US$ 350) e Peru (US$ 275).
Mesmo ocupando posição inferior em remuneração, o Brasil figura entre os países com maiores índices de esgotamento profissional. Em 2021, levantamento da International Stress Management Association (Isma-BR) apontou o Brasil como o segundo país com mais casos de burnout no mundo. Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, marcada pelo esgotamento físico, emocional e mental decorrente de condições excessivamente desgastantes de trabalho.
Nesse contexto, a deputada federal Erika Hilton apresentou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição para revisar a jornada de trabalho no Brasil. A iniciativa surgiu em parceria com o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado por Rick Azevedo, e busca ampliar o debate sobre qualidade de vida, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e modernização das relações de trabalho.
O Movimento Vida Além do Trabalho defende a substituição gradual da escala 6x1 por modelos mais equilibrados, como a escala 4x3, além de medidas de proteção ao trabalhador, incluindo limitação de horas extras, ampliação de pausas e fortalecimento da fiscalização sobre abusos trabalhistas.
Por outro lado, a Emenda nº 1 à PEC 221/19, apresentada pelo deputado Sérgio Turra e assinada por outros 175 parlamentares, propõe um prazo de até 10 anos para implementação das mudanças, além de ampliar mecanismos de flexibilização das jornadas. O texto prevê expansão do banco de horas, alterações em intervalos de descanso, fortalecimento de acordos individuais e manutenção de jornadas maiores em determinadas atividades consideradas essenciais.
Críticos da proposta afirmam que a emenda esvazia o objetivo original da PEC, ao permitir ampla flexibilização das regras trabalhistas sem enfrentar diretamente a sobrecarga enfrentada pelo trabalhador brasileiro.
O debate, portanto, não se resume à redução da jornada. Trata-se de discutir qual modelo de país o Brasil deseja construir: um país sustentado pelo esgotamento permanente de sua força de trabalho ou uma sociedade que compreenda que desenvolvimento econômico e dignidade humana não são ideias incompatíveis.