quinta, 04 de junho, 2026
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“ÀS VEZES É MELHOR PERDER A
VIDA DO A LIBERDADE...”
“Às vezes é melhor perder a vida do que a liberdade”, disse o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Mas que liberdade se tem após a morte? Que liberdade se tem dentro de um caixão?
Para quem não sabe, a polêmica da vez, nesse tsunami de polêmicas que vivemos há quase 04 anos, é se o Brasil deve ou não exigir o comprovante de vacina para quem vem nos visitar de outro país.
Desde quase sempre muitos países exigem do turista o certificado internacional de vacinação, que é o documento que comprova a vacinação contra doenças, por exemplo, ninguém consegue adentrar em muitos países sem comprovar que tomou a vacina da febre amarela, isso porque ela é contagiosa, o princípio motriz que rege uma sociedade é de que por causa de um indivíduo não se pode colocar em risco a coletividade.
Apesar da clareza do princípio, no país que ficou discutindo “kit covid” sem nenhuma comprovação científica, que o governo federal fez campanha contra a vacinação, mas que, sobretudo, deu causa a morte de mais de 600 mil pessoas; AGORA quer criar a polêmica de não se exigir o passaporte de vacinação.
O argumento é de que ninguém pode obrigar uma pessoa a tomar uma vacina, estão lutando agora pelo direito de liberdade. Mas onde fica a liberdade da coletividade, da maioria, esta que está sendo colocada em risco quando um pessoa não toma a vacina e passa a ser um agente transmissor e incubador de novas variantes.
Ora, está comprovado cientificamente e empiricamente (realidade), que a vacina é hoje o único meio de evitar mortes, saímos de mais de 3 mil mortes por dia para menos de 300, hospitais de campanhas e ‘tendas da covid’ foram suspensas, ou seja, temos dados reais que comprovam que com a vacinação houve uma queda galopante nas mortes e nas internações.
Entretanto, há ainda quem acredite em teorias de conspirações mirabolantes, mas se esta pessoa tivesse colocando em risco só a sua vida, tudo bem, seria seu direito. O problema é ela estar colocando em risco a vida de todos nós, é através dessa pessoa que o vírus continua sendo transmitido e gerando mutações.
Exigir o passaporte de vacinação para quem vem de fora e para quem está dentro do país é o mínimo que deveria ser feito, pois o Estado precisa proteger a vida da coletividade, é isso que significa viver em sociedade, quem não quer se vacinar não pode circular livremente por aí, a coletividade não pode perder sua liberdade por causa deste indivíduo, quem tomou a vacina tem que ter o direito e a liberdade de sair e viver sem medo, sem medo de ir para um lugar onde alguém ali possa ser um transmissor de um vírus mortal, que já matou mais de 600 mil pessoas.
Mais de 65% dos brasileiros estão completamente imunizados, a liberdade dessas pessoas que não aguentam mais essa crise pandêmica, tanto sob o viés da saúde, quanto o viés econômico, não pode ser preterida. As pessoas precisam trabalhar, deixar de seguir a ciência novamente é insistir em errar, hoje o Brasil não pode mais se dar a esse luxo!
Que empresário aguentará outro lockdown? NENHUM!
Frisa-se, 80% dos mortos e internados por covid agora não estavam vacinados. NÃO PODEMOS IGNORAR ESSES DADOS, o político ou gestor que pensa no povo, na coletividade, deve sim ser a favor do passaporte e do selo anti-covid. Essa questão não tem lado político, pois a vida é do interesse de todos.
opinião
Segundo o dicionário, a definição de aporofobia é repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres ou desfavorecidos. Dito isto, sem nem ao menos sair de casa, da...
29 de maio de 2026
Segundo o dicionário, a definição de aporofobia é repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres ou desfavorecidos. Dito isto, sem nem ao menos sair de casa, da tela do celular ou da televisão podemos observar o Estado, através de seus agentes, enforcar, bater, pisotear, e até matar pessoas “suspeitas” de algum ilícito, ora derrubam uma professora no chão e colocam o pé em seu rosto, ora derrubam uma mulher com duas crianças menores em seu colo e fazem a famosa posição em que o policial americano matou George Floyd, e assim caminha a política ostensiva do Estado.
Mas ultimamente estamos vivenciando alguns membros do Ministério Público denunciarem pessoas que cometeram crimes famélicos, chegando-se ao cúmulo de recorrer de uma absolvição sumária de pessoas que teriam furtado lixo, é, isto mesmo, lixo.
As pessoas vítimas dessa força ostensiva, e, agora, dessa persecução acusatória, têm em comum o fato de serem pobres e negras. Aliás, o retrato da nossa população carcerária, esta que é a 3ª maior população carcerária do mundo, é de pobres, negros, e com até o ensino fundamental completo.
Diante desses fatos e deste resultado, que a criminologia nos mostra tão bem, não é possível conceber que só negros e pobres cometem crimes, parece incontroverso que o sistema é voltado para combater somente uma classe social.
Por isso, se está constatando esta aporofobia no campo da política criminal brasileira, ou seja, existe uma aversão aos pobres, é por isso que o sistema é voltado para combater somente esta classe social, seus agentes se tornaram autômatos, característica que George Orwell definiu muito bem no livro 1984, que significa dizer que o ser não é mais racional, age de forma mecanizada, automática, não é mais humano, é uma máquina.
Talvez foi essa automatização do pensar que sustentou a insanidade de mover o Poder Judiciário, este que é tão caro e tão abarrotado, para cuidar de furto de lixo. Afinal, sabendo-se que o custo mensal de um preso é de R$ 2.400,00, qual a lógica do direito penal intervir em algo que se quer tem valor?
Não posso terminar sem citar Vitor Hugo, autor que tão bem narrou as questões da miséria humana em “Os Miseráveis”:
“Certa vez, numa reunião, ouviu dizer que se fazia a instrução de um processo criminal já próximo do julgamento. Um pobre homem, falto de recursos, por amor de uma mulher e de uma criança, cunhou moedas falsas. Nessa época, tal crime era punido com a morte. A mulher foi detida quando gastava a primeira moeda. Prenderam-na como a única culpada. Somente ela poderia delatar seu amante e condená-lo. Apesar da insistência, continuou obstinadamente a negar que ele tivesse qualquer participação no caso. O Procurador do Rei teve, então, uma ideia. Inventou uma infidelidade do amante e chegou mesmo, com trechos de cartas jeitosamente apresentadas, a persuadir a coitada da existência de uma rival com quem tal homem a enganava. Então, louca de ciúme, ela denunciou o amante, confessando e provando o crime. O homem estava perdido. Naqueles dia em Aix, ele seria julgado com sua cúmplice. Contava-se o acontecido e todos se admiravam da habilidade do Magistrado. Pondo em jogo o ciúme, pelo ódio fizera brilhar a verdade, fizera surgir a vingança, a Justiça.
O Bispo ouviu tudo em silêncio. Quando terminaram, perguntou:
– Onde vão ser julgados esses dois?
– No fórum.
– E onde vai ser julgado o procurador do Rei?
Opinião
O discurso de que o fim da escala 6x1 “vai acabar com o Brasil” ignora uma realidade elementar: o trabalhador brasileiro já vive no limite. A Consolidação das...
22 de maio de 2026
O discurso de que o fim da escala 6x1 “vai acabar com o Brasil” ignora uma realidade elementar: o trabalhador brasileiro já vive no limite.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Embora a legislação determine, preferencialmente, o descanso aos domingos, a escala 6x1 permite, na prática, a rotatividade das folgas, fazendo com que muitos trabalhadores tenham apenas um domingo de descanso a cada sete semanas, a depender da convenção coletiva da categoria. A distribuição das horas, como jornadas de 8 horas de segunda a sexta e 4 horas aos sábados, também varia conforme acordos sindicais.
O resultado é um cenário em que milhões de brasileiros trabalham até 44 horas semanais para receber um salário mínimo de R$ 1.621, equivalente a aproximadamente US$ 244. Trata-se de uma das menores remunerações da América do Sul. O trabalhador brasileiro recebe menos que trabalhadores do Uruguai (US$ 626), Chile (US$ 597), Equador (US$ 482), Colômbia (US$ 446), Bolívia (US$ 362), Paraguai (US$ 350) e Peru (US$ 275).
Mesmo ocupando posição inferior em remuneração, o Brasil figura entre os países com maiores índices de esgotamento profissional. Em 2021, levantamento da International Stress Management Association (Isma-BR) apontou o Brasil como o segundo país com mais casos de burnout no mundo. Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, marcada pelo esgotamento físico, emocional e mental decorrente de condições excessivamente desgastantes de trabalho.
Nesse contexto, a deputada federal Erika Hilton apresentou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição para revisar a jornada de trabalho no Brasil. A iniciativa surgiu em parceria com o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado por Rick Azevedo, e busca ampliar o debate sobre qualidade de vida, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e modernização das relações de trabalho.
O Movimento Vida Além do Trabalho defende a substituição gradual da escala 6x1 por modelos mais equilibrados, como a escala 4x3, além de medidas de proteção ao trabalhador, incluindo limitação de horas extras, ampliação de pausas e fortalecimento da fiscalização sobre abusos trabalhistas.
Por outro lado, a Emenda nº 1 à PEC 221/19, apresentada pelo deputado Sérgio Turra e assinada por outros 175 parlamentares, propõe um prazo de até 10 anos para implementação das mudanças, além de ampliar mecanismos de flexibilização das jornadas. O texto prevê expansão do banco de horas, alterações em intervalos de descanso, fortalecimento de acordos individuais e manutenção de jornadas maiores em determinadas atividades consideradas essenciais.
Críticos da proposta afirmam que a emenda esvazia o objetivo original da PEC, ao permitir ampla flexibilização das regras trabalhistas sem enfrentar diretamente a sobrecarga enfrentada pelo trabalhador brasileiro.
O debate, portanto, não se resume à redução da jornada. Trata-se de discutir qual modelo de país o Brasil deseja construir: um país sustentado pelo esgotamento permanente de sua força de trabalho ou uma sociedade que compreenda que desenvolvimento econômico e dignidade humana não são ideias incompatíveis.