quinta, 04 de junho, 2026
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Em sua defesa em processo cível a que responde em decorrência do maior acidente da aviação brasileira, a explosão do Airbus da TAM que deixou 199 mortos em julho de 2007, a fabricante europeia Airbus culpa a TAM, os dois pilotos da aeronave e as condições do aeroporto de Congonhas pelo acidente. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
A Airbus foi processada pela Itaú Seguros, seguradora da TAM, responsável por pagar as indenizações decorrentes da tragédia. Na ação, alega que o acidente se deu por causa de uma falha no projeto da aeronave. A empresa europeia nega e defende-se afirmando, segundo a reportagem, que o comandante Kleyber Aguiar Lima e o copiloto Henrique Stefanini Di Sacco, ambos mortos no acidente, foram os principais culpados.
Segundo relatório da Airbus, os pilotos não usaram o procedimento que deveria ser adotado em uma aeronave com reversor inoperante. Nesse caso, os dois manetes teriam de ser puxados para trás logo após a aterrisagem. A Airbus, afirma o jornal, alega que o piloto Lima colocou um deles em posição de aceleração. Já sobre a TAM, a fabricante europeia afirma que ofereceu à companhia um software que alertava os pilotos sobre assimetria nos manetes de potência. A aérea brasileira teria recusado a proposta. A Airbus afirma ainda que a TAM permitiu que um copiloto inexperiente participasse do voo - e sabia dos riscos de operar em Congonhas. Dessa maneira, poderia ter redirecionado o voo para outro aeroporto. Em relação a Congonhas, operado pela Infraero, a Airbus alega que a pista é muito curta e o asfalto estava fora das condições ideais.
Investigações - Relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a tragédia, divulgado em 2009, não aponta culpados pelo acidente. O documento diz que os peritos não encontraram evidências de falha nas engrenagens dos manetes (aceleradores) do avião. Como o equipamento se encontrava muito destruído pelo fogo e pelo impacto da queda, não foi possível determinar com 100% de certeza em que posição as alavancas de potência estavam no momento em que o Airbus A320 varou a pista do Aeroporto de Congonhas e caiu logo depois.
Como o único indicativo de que os pilotos deixaram os manetes fora da posição recomendada - um na posição de aceleração e outro em frenagem - veio da caixa-preta, o Cenipa resolveu estudar as duas hipóteses mais prováveis: falha no sistema de controle de potência do jato, que teria transmitido ao motor informação diferente da que indicava o manete, ou um erro dos pilotos Kleyber Lima e Henrique Stefanini di Sacco. A segunda hipótese, diz o Cenipa, é a mais provável, "uma vez que é elevada a improbabilidade estatística de falha no sistema de acionamento" dos manetes.
A investigação da Aeronáutica encontrou diversas irregularidades em Congonhas na época do acidente: 1) O aeroporto não era certificado nos termos do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica 139, que baliza o funcionamento de todos os aeroportos do país. 2) As obras no terminal de passageiros e no pátio de estacionamento, concluídas em 2007, não foram homologadas. 3) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial durante nenhuma das obras realizadas em Congonhas e concluídas em 2007. 4) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial pós-acidente. 5) Até a data do acidente, o aeroporto não dispunha de aérea de escape.
A tragédia - No dia 17 de julho de 2007 o voo JJ 3054 da TAM decolou do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em direção a São Paulo. A aeronave pousou por volta das 18h40 no aeroporto de Congonhas, na capital, mas não desacelerou durante o percurso da pista, atravessou a avenida Washington Luís e se chocou contra um prédio da própria empresa e pegou fogo. No avião estavam 187 pessoas e, nas proximidades do local do acidente, 12. Todas morreram. A pista do aeroporto havia sido reformada e liberada havia vinte dias sem o grooving – ranhuras na pista feitas para ajudar a frear os aviões.
Processo criminal - Em julho de 2011, a Justiça Federal de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, o ex-diretor de segurança de voo da TAM Marco Aurélio dos Santos, e o ex-vice-presidente de operações da empresa Alberto Fajerman. O julgamento teve início em agosto de 2013. Até hoje, ninguém foi punido.
Acidente
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir...
3 de junho de 2026
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir à delegacia registrar o desaparecimento do filho.
O menino estava com o veículo estacionado em um posto de combustível no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. O adolescente estava desaparecido desde as 12h30 de terça-feira (2).
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do adolescente procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do menino. Além disso, relatou também um possível furto do veículo. Segundo o pai do adolescente, essa não foi a primeira vez que o adolescente desapareceu com o veículo.
Contudo, na ocasião, não foi feito registro policial, visto que o adolescente foi encontrado. O menino pegou o veículo que pertence ao pai no bairro Monte Castelo e conduziu o veículo até o bairro Santo Antônio.
De acordo com o registro policial, o adolescente foi encontrado por volta das 4h desta quarta-feira. O adolescente estava dormindo no veículo que estava estacionado em um posto de combustível em frente à Base Aérea de Campo Grande.
Ao ser questionado pela equipe policial, o adolescente afirmou que o veículo era do pai e que saiu para passear.
O pai do menino foi acionado e compareceu ao local. Em seguida, pai, filho e a caminhonete foram levados para a Depac-Cepol.
Midiamax
Acidente
Condutor de 38 anos recebeu voz de prisão no hospital após colisão que deixou duas vítimas fatais no km 753 da rodovia.
29 de maio de 2026
O motorista do caminhão envolvido no grave acidente que matou o casal Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva Maggioni, de 59 anos, recebeu voz de prisão após atendimento médico no Hospital Regional de Coxim.
Conforme o boletim de ocorrência, Cristiano da Silva, de 38 anos, conduzia um caminhão trator Scania/R500 no sentido Sonora-Coxim quando colidiu na traseira da caminhonete Chevrolet S-10 ocupada pelo casal. O acidente aconteceu no trecho da BR-163 onde havia operação de trânsito controlado pelo sistema "pare e siga", em razão de obras de manutenção na pista.
Com a força do impacto, a caminhonete ficou prensada entre veículos de carga e os dois ocupantes morreram ainda no local.

Casal morto no engavetamento. (Foto: Reprodução)
Segundo o registro policial, durante o trabalho de desencarceramento realizado pelo Corpo de Bombeiros, foram encontradas com o motorista duas cartelas de Nobésio "Extra Forte", contendo 15 comprimidos cada. Conforme o boletim, cinco comprimidos já haviam sido consumidos, restando 25 unidades.
O medicamento é popularmente conhecido como "rebite", substância estimulante utilizada para inibir o sono e prolongar o tempo acordado.
Ainda de acordo com a ocorrência, diante das informações levantadas inicialmente, foram constatados, em tese, os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e porte de droga para consumo.
O motorista ficou ferido no acidente e foi socorrido pela equipe de resgate da Motiva Pantanal, sendo encaminhado ao Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, em Coxim, onde posteriormente passou por procedimento cirúrgico.
Em razão da necessidade de atendimento médico de urgência, não foi possível realizar o teste de alcoolemia.
Após receber atendimento hospitalar, Cristiano da Silva recebeu voz de prisão por uma equipe da Polícia Civil.

(Foto: Reprodução)
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e da concessionária responsável pela administração da rodovia atuaram na ocorrência.
As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades competentes, que irão apurar as causas da colisão e a eventual responsabilidade dos envolvidos.