sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Automoveis
Os híbridos plug-in (PHEVs) estão em alta no mercado brasileiro. Em 2024, o segmento cresceu 77%, e modelos como o BYD Song Plus DM-i, o Caoa Chery Tiggo 8 Pro e o GWM Haval H6 GT lideram as vendas. Mas será que esses veículos são ideais para todos?
30 de dezembro de 2024
Paula GamaColunista do UOL.
A resposta é: depende. Vamos explorar por que os PHEVs podem ser uma excelente escolha para alguns e uma decepção para outros.
Para quem são um paraíso.
Se você usa o carro predominantemente na cidade, os híbridos plug-in são praticamente perfeitos. Com uma autonomia elétrica de 50 a 70 km, é possível realizar trajetos diários sem gastar gasolina, desde que o veículo seja recarregado regularmente - ao menos duas vezes por semana.
Além disso, a potência combinada dos motores elétrico e a combustão é suficiente para uma condução divertida na cidade.
BYD Song Plus DM-i: 235 cv
Caoa Chery Tiggo 8 Pro: 317 cv
GWM Haval H6 GT: 326 cv
Esses números garantem arrancadas rápidas, dirigibilidade ágil e conforto em ambientes urbanos. Para completar, esses modelos são recheados de tecnologias de conectividade e segurança, tornando a experiência ao volante mais satisfatória.
Quando podem ser uma furada
Na estrada, no entanto, o cenário muda. Quando a bateria elétrica se esgota, o desempenho fica limitado ao motor a combustão, e a relação peso/potência evidencia as limitações.
BYD Song Plus DM-i: motor a combustão de 105 cv; peso de 1.790 kg; relação peso/potência de 17,05 kg/cv.
Caoa Chery Tiggo 8 Pro: motor a combustão de 147 cv; peso de 1.860 kg; relação peso/potência de 12,65 kg/cv.
GWM Haval H6 GT: motor a combustão de 154 cv; peso de 1.720 kg; relação peso/potência de 11,16 kg/cv.
Para comparação, o clássico Uno Mille 2006, com o seus tímidos 66 cv, porém leves 810 kg, tem uma relação de 12,27 kg/cv. Isso significa que, sem a assistência elétrica, um híbrido plug-in tem desempenho inferior.
Esse comportamento afeta diretamente a segurança em ultrapassagens e retomadas. Imagine subir uma serra como a da Imigrantes com o motor a combustão de 105 cv.
O motor a combustão, agora responsável por mover sozinho um carro de quase 2 toneladas, parecia insuficiente. Nas subidas e retomadas, a sensação era de dirigir um veículo sobrecarregado, como se o desempenho tivesse ficado pelo caminho junto com a bateria. Em ultrapassagens, era preciso calcular com cuidado cada movimento, pois a resposta do carro não vinha na velocidade esperada.
Foi um aprendizado na prática: sem a carga elétrica, esses carros podem perder muito de seu apelo. Isso reforça a importância de entender bem suas limitações antes de investir em um modelo híbrido plug-in.
Escolha com cautela
Os híbridos plug-in são uma excelente escolha para quem utiliza o carro majoritariamente na cidade e possui acesso fácil a carregadores. Eles entregam economia de combustível, potência e conforto em cenários urbanos.
Entretanto, para quem percorre longas distâncias frequentemente ou mora em locais com pouca infraestrutura de suporte para veículos híbridos, o custo-benefício pode não compensar, pois você estará carregando o peso das baterias sem o benefício da economia.
Antes de decidir, avalie como o carro será usado no dia a dia. Afinal, o veículo dos sonhos deve se adaptar à sua rotina, sem comprometer o desempenho ou o conforto, independentemente do trajeto.
Rodovias
A implantação das primeiras obras previstas no novo contrato de concessão da BR-163 foi apresentada na última quinta-feira (23) durante uma reunião entre...
24 de julho de 2026
A implantação das primeiras obras previstas no novo contrato de concessão da BR-163 foi apresentada na última quinta-feira (23) durante uma reunião entre representantes da Motiva Pantanal, empresários, vereadores, lideranças locais e o prefeito de Coxim, Edilson Magro. O encontro, realizado no auditório José Guedes de Melo, teve como principal objetivo esclarecer dúvidas sobre as notificações enviadas a comerciantes instalados às margens da rodovia e detalhar as melhorias que estão em execução no trecho urbano do município.
Um dos assuntos que mais despertou a atenção foi o envio de notificações aos proprietários de imóveis localizados na faixa de domínio da BR-163. A concessionária explicou que o procedimento integra as obrigações previstas no primeiro ano do contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e faz parte de um amplo levantamento técnico realizado ao longo da rodovia.
Segundo a empresa, aproximadamente 2.200 acessos estão sendo cadastrados em todo o trecho sob concessão.
Durante a reunião, a Motiva Pantanal buscou tranquilizar comerciantes e empresários ao afirmar que as notificações possuem caráter exclusivamente cadastral e administrativo.
De acordo com a concessionária, o objetivo é identificar quem ocupa a faixa de domínio da BR-163 área que varia entre 50 e 70 metros a partir do eixo da pista para regularizar informações e planejar futuras intervenções na rodovia.
Representando a empresa, Marcelo Tezani destacou que a política adotada é preservar os empreendimentos existentes sempre que possível.
"A filosofia é não deslocar ninguém se não for estritamente necessário para a execução de uma obra. As notificações servem para conhecer as ocupações e regularizar documentações. Se houver necessidade de remoção no futuro para ampliação da via, tudo será tratado caso a caso, com o devido processo e as indenizações previstas em lei", afirmou.
A concessionária reforçou que não existe previsão de fechamento indiscriminado de acessos nem de remoções imediatas de estabelecimentos consolidados.
Além dos esclarecimentos, a empresa apresentou o andamento das obras que estão sendo executadas no quilômetro 732 da BR-163, um dos principais acessos urbanos de Coxim.
O coordenador de engenharia da Motiva Pantanal, Samir Mendonça, explicou que os serviços já entraram na fase de pavimentação, sinalização horizontal e implantação da iluminação pública.
Entre as principais intervenções estão a construção de um retorno em "U", projetado para facilitar a conversão de veículos no sentido norte-sul e melhorar o acesso aos bairros localizados próximos à subestação de energia.
Também está em execução uma via marginal com aproximadamente 1,1 quilômetro de extensão, composta por pista dupla e faixas de quatro metros de largura. A estrutura foi planejada para organizar o tráfego local e reduzir o fluxo de veículos na rotatória principal de entrada da cidade.
Durante o encontro, empresários que atuam às margens da rodovia apresentaram preocupações relacionadas ao acesso de caminhões aos estabelecimentos comerciais.
Segundo eles, em alguns pontos, o atual desenho das calçadas e das entradas dificulta a realização de manobras por veículos de grande porte, comprometendo a logística das empresas.
Em resposta, a Motiva Pantanal informou que as equipes de engenharia analisarão individualmente cada acesso comercial para verificar a possibilidade de realizar adequações geométricas e rebaixamentos antes da conclusão das obras.
Conforme o cronograma apresentado pela concessionária, a conclusão da nova via marginal e do dispositivo de retorno no quilômetro 732 está prevista para ocorrer até o dia 15 de agosto.
Já as futuras intervenções de maior porte previstas para a travessia urbana de Coxim permanecem em fase de estudos técnicos, ambientais e de engenharia. Segundo a empresa, esses projetos serão desenvolvidos gradativamente ao longo dos próximos anos da concessão e deverão passar por novas discussões com a comunidade e os setores diretamente envolvidos.
A reunião permitiu esclarecer dúvidas dos empresários e reforçou o diálogo entre a concessionária, o poder público e a iniciativa privada sobre as mudanças que começam a transformar a infraestrutura da BR-163 no município.
vai ficar mais caro
Os motoristas que utilizam a BR-163 em Mato Grosso do Sul, incluindo quem passa pelo trecho de Coxim, terão um aumento significativo no custo das viagens a partir do dia 5 de agosto. A...
22 de julho de 2026
Os motoristas que utilizam a BR-163 em Mato Grosso do Sul, incluindo quem passa pelo trecho de Coxim, terão um aumento significativo no custo das viagens a partir do dia 5 de agosto. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o reajuste das tarifas de pedágio administradas pela concessionária Motiva Pantanal, elevando os valores em média 40,5% nas nove praças existentes ao longo da rodovia.
O reajuste foi publicado no Diário Oficial da União e faz parte das regras estabelecidas no contrato de repactuação da concessão, firmado no ano passado entre a empresa e o Governo Federal.
O novo valor das tarifas resulta da soma de dois fatores. O principal é o reajuste previsto no contrato de repactuação, que corresponde a 33,64%, além da atualização anual pela inflação, calculada em 5,16%.
Na prática, quem percorre toda a extensão da BR-163 em Mato Grosso do Sul, entre Sonora e Mundo Novo, passará a gastar aproximadamente R$ 107 em pedágios com veículo de passeio. Atualmente, esse custo é de pouco mais de R$ 76.
Para os moradores de Coxim e da região Norte do Estado, que utilizam frequentemente a rodovia para deslocamentos até Campo Grande ou outras cidades, o aumento representa um impacto direto nas despesas com transporte.
Novos aumentos estão previstos
Este não será o único reajuste previsto para os próximos anos. O contrato estabelece novas atualizações tarifárias conforme a concessionária cumprir o cronograma de investimentos na BR-163.
Entre as principais obras previstas estão:
Ao final do cronograma, o valor cobrado por quilômetro percorrido praticamente dobrará em relação ao praticado antes da repactuação, além das correções anuais pela inflação.
Desde o início da nova fase da concessão, a Motiva Pantanal afirma ter retomado investimentos em diferentes trechos da BR-163, incluindo regiões próximas de Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Coxim, Naviraí e Itaquiraí.
Também foram retomados serviços de recuperação do pavimento. Apesar disso, muitos usuários ainda relatam trechos com irregularidades, trepidações e desgaste da pista, enquanto as obras de ampliação seguem em andamento.
A concessionária administra a BR-163 desde 2013, quando ainda operava sob o nome de CCR MSVia. Pelo contrato original, a empresa deveria duplicar toda a rodovia em Mato Grosso do Sul, mas parte das obras foi interrompida anos depois.
Com a repactuação assinada em 2025, as obrigações foram redefinidas. Em vez da duplicação integral dos 845 quilômetros, o novo contrato concentra os investimentos em segmentos considerados prioritários para a segurança e o fluxo de veículos.
As intervenções incluem duplicações, terceiras faixas e melhorias estruturais que deverão ser executadas ao longo dos próximos anos, condicionando também os futuros reajustes das tarifas de pedágio.