quarta, 15 de julho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Saúde

A+ A-

Nova insulina começa a chegar ao SUS e promete mais praticidade no tratamento do diabetes

Icone Calendário

15 de julho de 2026

Icone Autor

Glenda Melo

Continue Lendo...

Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começarão a contar, de forma gradual, com uma nova opção para o tratamento do diabetes. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da insulina glargina, que substituirá progressivamente a insulina NPH para grupos específicos da população, com o objetivo de oferecer maior segurança e melhorar o controle da doença.

A nova estratégia contempla crianças e adolescentes entre 2 e 18 anos diagnosticados com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A mudança será implementada de forma escalonada em todo o país, conforme o abastecimento das redes estaduais e municipais de saúde.

De acordo com o governo federal, os primeiros lotes do medicamento já começaram a ser enviados aos estados. Milhares de canetas reutilizáveis e tubetes de insulina glargina estão sendo distribuídos, e a expectativa é de que todas as unidades da Federação recebam os insumos até o fim deste mês.

A oferta da insulina glargina ocorrerá nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mas o acesso dependerá de avaliação médica. Caberá ao profissional de saúde verificar se o paciente atende aos critérios clínicos estabelecidos e emitir a prescrição para o novo tratamento.

Uma das principais vantagens da insulina glargina é sua ação prolongada. Diferentemente da insulina NPH, que geralmente exige duas ou mais aplicações diárias, a nova medicação costuma ser administrada apenas uma vez ao dia.

Além da praticidade, especialistas apontam que a glargina proporciona níveis mais estáveis de glicose no sangue ao longo das 24 horas, reduzindo oscilações e diminuindo as chances de episódios de hipoglicemia, condição caracterizada pela queda acentuada da glicose, que pode provocar tontura, desmaios e outras complicações.

Apesar da chegada da nova insulina, o Ministério da Saúde reforça que o sucesso do tratamento depende do acompanhamento regular nas unidades de saúde. A alimentação equilibrada, a prática de atividades físicas, o monitoramento da glicemia e o uso correto da medicação continuam sendo fundamentais para evitar complicações do diabetes.

Os pacientes que fazem uso de insulina não devem interromper ou alterar o tratamento por conta própria. A substituição será realizada somente após avaliação médica, respeitando as necessidades individuais de cada pessoa.

Saúde

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

Fiocruz conclui transferência de tecnologia para produzir dolutegravir e aguarda aval da Anvisa para fornecer ao SUS.

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

15 de julho de 2026

SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

 

Continue Lendo...

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o antirretroviral dolutegravir, principal medicamento usado no tratamento do HIV no Brasil, e aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar o fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15).

Transferência concluída e etapa regulatória

O dolutegravir é distribuído gratuitamente pelo SUS e é utilizado por mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no país, segundo a Fiocruz.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa ligada à biofarmacêutica GSK. Em 2020, as instituições assinaram contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) para nacionalizar progressivamente a produção e destiná-la ao SUS.

Investimentos e preparação da fábrica

Desde a assinatura do acordo, o Farmanguinhos realizou investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir equipamentos, capacitar profissionais e estruturar processos técnicos, regulatórios e operacionais para internalizar a produção.

De acordo com a Fiocruz, o processo foi concluído e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Anvisa.

Distribuição anterior e controle de qualidade

Desde 2022, o Farmanguinhos já distribui ao SUS o dolutegravir produzido em fábricas da GSK. Segundo a Fiocruz, mais de 739 milhões de cápsulas foram fornecidas à saúde pública nesse formato.

Em 2025, o instituto passou a assumir as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.

Lotes prontos e próxima etapa do acordo

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo Farmanguinhos e, conforme a Fiocruz, poderão ser distribuídos ao SUS após a liberação da Anvisa.

Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.

O acordo de transferência de tecnologia prevê ainda a internalização da produção do dolutegravir em combinação com lamivudina, formato também distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece no ano que vem, segundo a Fiocruz.

Recomendação internacional

O dolutegravir é utilizado no tratamento do HIV em diversos países e atua inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendá-lo como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

Cassems

Ayache sofre derrota: Ministério Público pede suspensão de reajuste de 1.185% na Cassems

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, sofreu um importante revés jurídico após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestar favoravelmente...

Ayache sofre derrota: Ministério Público pede suspensão de reajuste de 1.185% na Cassems

14 de julho de 2026

Ayache sofre derrota: Ministério Público pede suspensão de reajuste de 1.185% na Cassems

 

Continue Lendo...

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, sofreu um importante revés jurídico após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se manifestar favoravelmente à suspensão do reajuste de 1.185% aplicado na contribuição dos cônjuges e conviventes dos beneficiários do plano de saúde dos servidores estaduais.

O parecer, apresentado pelo promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Júnior na ação movida pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), representa um duro questionamento à forma como a Cassems conduziu a aprovação do aumento, que elevou a mensalidade de R$ 35 para R$ 450.

Na manifestação encaminhada à Justiça, o Ministério Público aponta que existem elementos capazes de colocar em xeque a legalidade da decisão administrativa adotada pela entidade. O principal argumento é que os estudos técnicos apresentados pela Cassems para justificar o reajuste teriam sido produzidos somente depois da reunião do Conselho de Administração que autorizou o aumento.

Na avaliação do MPMS, a sequência dos acontecimentos levanta dúvidas sobre a existência de embasamento técnico no momento em que a medida foi aprovada. Para o promotor, uma decisão com impacto financeiro tão expressivo sobre milhares de famílias deveria estar respaldada por análises previamente concluídas, garantindo transparência, segurança jurídica e respeito aos princípios da administração.

O parecer ressalta que os documentos técnicos anexados pela defesa da Cassems possuem datas posteriores à deliberação do Conselho de Administração. Enquanto o reajuste foi aprovado em 12 de maio de 2026, os laudos externos utilizados para fundamentar a decisão foram elaborados apenas em 1º e 16 de junho, circunstância que, segundo o Ministério Público, enfraquece a justificativa apresentada pela entidade.

Além da questão cronológica, o promotor demonstrou preocupação com os efeitos sociais da medida. O aumento de 1.185% é considerado de elevado impacto financeiro e pode resultar na exclusão de cônjuges e dependentes que não consigam arcar com o novo valor da contribuição, comprometendo o acesso dessas pessoas à assistência médica.

Diante desse cenário, o Ministério Público pediu que a Justiça conceda tutela de urgência para suspender imediatamente a cobrança do novo valor até que o mérito da ação seja analisado. Na prática, caso o pedido seja acolhido, a Cassems deverá manter a cobrança anterior enquanto o processo segue em tramitação.

A manifestação do MP fortalece a ação proposta pelo Sinpol-MS e representa um novo capítulo na disputa judicial envolvendo um dos reajustes mais polêmicos já anunciados pela Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul.

Agora, caberá ao Poder Judiciário decidir se acompanha o entendimento do Ministério Público e determina a suspensão do aumento ou se mantém a decisão administrativa da Cassems até o julgamento definitivo do processo. Enquanto isso, a posição do MPMS amplia a pressão sobre a gestão de Ricardo Ayache, cuja decisão passa a enfrentar um questionamento formal sobre a legalidade e a falta de estudos técnicos prévios para justificar um reajuste de impacto sem precedentes.