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Alerta em Mato Grosso do Sul: casos de síndrome respiratória grave seguem em alta

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26 de junho de 2026

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Glenda Melo

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Mato Grosso do Sul continua entre os estados brasileiros que inspiram atenção diante do avanço das doenças respiratórias. O mais recente levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o Estado permanece em situação de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mantendo níveis elevados de circulação de vírus respiratórios e tendência de crescimento nas últimas semanas.

O cenário acompanha o período de inverno, quando as baixas temperaturas favorecem a propagação de vírus e aumentam a procura por atendimento médico, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Segundo o monitoramento, Mato Grosso do Sul está entre os estados que apresentam crescimento sustentado dos casos de SRAG em análises de longo prazo. Entre os vírus que mais preocupam está o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças pequenas, além da Influenza B, que também registra aumento nos casos graves em diversas regiões do país.

Enquanto alguns estados já começam a apresentar sinais de estabilização ou redução em determinados vírus respiratórios, Mato Grosso do Sul ainda integra o grupo onde a circulação continua intensa, exigindo atenção das autoridades de saúde e da população.

Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir o número de internações. A orientação é manter a vacinação contra a gripe em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais e utilizar máscara em ambientes de saúde ou quando houver sintomas respiratórios.

Outro ponto de atenção é a procura por atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente, dificuldade para respirar ou queda no estado geral, principalmente em crianças pequenas, idosos e pacientes com doenças preexistentes.

Com a continuidade do inverno e a previsão de novas frentes frias nas próximas semanas, a expectativa é de que os casos de doenças respiratórias permaneçam elevados, tornando indispensável a adoção de medidas preventivas para reduzir a transmissão e evitar complicações.

Saúde

Anvisa proíbe suplemento em cápsulas e suspende lotes de creatina por irregularidades

Decisões publicadas no Diário Oficial da União atingem produto em cápsulas da marca Artro100 e três lotes de creatina em gomas sabor uva verde.

Anvisa proíbe suplemento em cápsulas e suspende lotes de creatina por irregularidades

25 de junho de 2026

Anvisa proíbe suplemento em cápsulas e suspende lotes de creatina por irregularidades

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do suplemento alimentar em cápsulas da marca Artro100, produzido por empresa desconhecida. A medida, publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União, também proíbe a venda, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o uso do produto.

Produto apresentou irregularidades

Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada porque o suplemento possui origem e composição indeterminadas, além de ser divulgado com alegações terapêuticas não permitidas para alimentos.

Entre as promessas atribuídas ao produto estão o combate a inflamações, fortalecimento das articulações, alívio de desconfortos e melhora da mobilidade, características que não podem ser atribuídas a suplementos alimentares.

Creatina em gomas também é alvo de medida

Em outra resolução publicada nesta quinta-feira, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição, divulgação e consumo dos lotes 0061.02.2026, 0367.11.2025 e 0012.01.2026 do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde, fabricado pela empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.

De acordo com a agência, o recolhimento foi comunicado voluntariamente pela própria empresa após a identificação de teor de creatina fora dos limites estabelecidos.

Além disso, os produtos apresentavam irregularidades de rotulagem, incluindo alegações não autorizadas, divergências sobre o fabricante e outras inconformidades que, segundo a Anvisa, comprometem a segurança e a conformidade regulatória do suplemento.

Saúde

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

Entre janeiro e maio deste ano, canal recebeu 16.725 denúncias; governo também treinou atendentes e atualizou formulário de atendimento.

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

23 de junho de 2026

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

 

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As denúncias de violência contra mulheres no ambiente digital cresceram 188,6% em um ano, segundo dados divulgados na segunda-feira (22) pelo Ministério das Mulheres. Entre janeiro e maio deste ano, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 recebeu 16.725 registros desse tipo, ante 5.795 no mesmo período de 2025.

Ambiente digital concentra novas formas de agressão

O levantamento aponta que redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online e outros espaços virtuais têm sido usados para controlar, ameaçar, humilhar, expor indevidamente, perseguir, intimidar, chantagear ou ferir a dignidade e o corpo de meninas e mulheres.

Em entrevista à imprensa, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a alta pode refletir redução das subnotificações. Segundo ela, a maior confiança no serviço e o aprimoramento do acolhimento podem estimular as denúncias.

Capacitação e novo protocolo no atendimento

Para adaptar o atendimento do Ligue 180 à violência digital, o Ministério das Mulheres, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), qualificou cerca de 350 atendentes entre 9 de junho e esta segunda-feira.

A coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen Costa, disse que a central já recebia denúncias desse tipo, mas que a atualização do protocolo busca orientar melhor as vítimas sobre o que fazer em casos de crimes praticados em ambientes digitais.

Além da capacitação, o ministério atualizou o formulário de atendimento, com a inclusão dos tipos de violência digital. Segundo Ellen Costa, a mudança amplia o alcance do serviço para além das orientações sobre a Lei Maria da Penha.

Perfil das denúncias e das vítimas

Em média, os canais da Central de Atendimento à Mulher registram quase 3 mil ocorrências por dia. Cerca de 30% dos atendimentos são denúncias; o restante corresponde a pedidos de informação e orientação.

Os dados mostram ainda que as denúncias de violência no espaço digital passaram da sétima posição, em 2025, para a quinta, em 2026. Entre as vítimas registradas no ano passado, quase metade era de mulheres negras, seguidas por mulheres brancas.

A faixa etária com mais denúncias foi a de 35 a 44 anos, com 21,6% dos casos. Quando ampliada para 25 a 49 anos, essa faixa reúne metade do total. Em 2025, 25,7% das vítimas tinham ensino médio completo e quase metade não tinha rendimentos ou ganhava até um salário-mínimo.

Decreto presidencial orienta novas medidas

A qualificação das atendentes e a atualização do protocolo seguem o decreto presidencial nº 12.976/2026, que entrou em vigor na última sexta-feira, 60 dias após a assinatura. A norma trata da proteção de mulheres na internet, define deveres das plataformas digitais e estabelece mecanismos de prevenção e combate à violência.

A diretora na Secretaria de Políticas Digitais da Secom, Marina Pita, afirmou que o decreto busca criar um ambiente seguro para garantir a liberdade de expressão e a permanência das mulheres na internet.

Segundo ela, o texto estabelece obrigações, diretrizes e prazos de resposta para empresas de tecnologia. Entre as medidas, o decreto fixa prazo de duas horas para a remoção de imagens não consentidas de nudez ou de ato sexual privado e equipara deep nudes a imagens reais.

Márcia Lopes afirmou que o alinhamento da central ao novo decreto e os avanços da legislação integram o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, lançado em fevereiro. A ministra também defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 896/2023, que trata do combate à misoginia e tramita na Câmara dos Deputados.

Campanha nacional

Para divulgar o novo decreto ao poder público e à sociedade civil, o Ministério das Mulheres lançou a campanha nacional O Digital é Nosso Lugar, com o tema: Nossa Conexão é Livre. Proteja. Denuncie. Ligue 180.

Clique aqui e acesse o guia de orientação sobre violência digital contra mulheres, elaborado pelo Ministério das Mulheres em conjunto com a Secom.