quarta, 03 de junho, 2026
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A Semana Santa é, para os cristãos de todo o mundo, o tempo mais sagrado do ano litúrgico. Não é apenas uma tradição ou uma celebração simbólica, é o coração da fé cristã. É durante esses dias que a Igreja revive, com intensidade e devoção, os últimos passos de Jesus Cristo na Terra: sua paixão, morte e ressurreição.
A origem da Semana Santa remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Desde os tempos apostólicos, os cristãos se reuniam para recordar a morte e a ressurreição de Cristo, especialmente na Páscoa. Com o tempo, a Igreja foi estruturando e expandindo essa celebração, separando os eventos em dias específicos, até formar a semana inteira que hoje conhecemos.
A semana Santa em si não é sobre ovos de páscoa, coelhinho ou peixes que você irá colocar na sua mesa, a semana santa está na maneira como tratamos o outro, sobre o respeito, sobre a forma como nos portamos na sociedade, a semana santa e todos os dias que a seguem nos colocam sobre reflexões que temos que ter no dia a dia com aqueles que convivemos.
Cada dia da Semana Santa possui um profundo significado espiritual:
Domingo de Ramos abre a semana com a recordação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando o povo o saudava como rei, sem entender que Ele era um Rei que iria reinar do alto da cruz.
Quinta-feira Santa celebra a instituição da Eucaristia e do sacerdócio na Última Ceia. É também o momento da entrega total, do gesto humilde do lava-pés, que ensina o amor em sua forma mais concreta: o serviço.
Sexta-feira Santa é o dia da cruz. Jesus, inocente, se entrega por amor à humanidade, assumindo sobre si os pecados do mundo. A Igreja se silencia, em respeito e adoração, diante do sacrifício redentor.
Sábado Santo é o tempo do silêncio, da espera, da esperança. É a hora em que a dor da ausência se mistura com a fé na promessa.
Domingo de Páscoa, então, é o clímax: a vitória de Cristo sobre a morte. A ressurreição é o centro da fé cristã, a prova de que o amor é mais forte do que a morte, e para os cristãos de que a vida com Deus é eterna.
Embora os ovos de Páscoa estejam hoje fortemente ligados ao comércio e à tradição de presentear, sua origem está profundamente enraizada em símbolos antigos e também em significados cristãos ligados à Ressurreição de Cristo, celebrada no Domingo de Páscoa, o ponto culminante da Semana Santa.
A tradição do ovo como símbolo de vida é muito antiga, anterior até ao cristianismo. Povos antigos como os egípcios, persas e romanos já ofereciam ovos decorados como símbolo de fertilidade, renascimento e esperança.
Com a chegada do cristianismo, esse símbolo foi ressignificado:
o ovo passou a representar o túmulo fechado de Cristo, que, ao ser “rompido” com a ressurreição, deu origem a uma nova vida, a vida eterna. Assim, o ovo passou a simbolizar a vida nova que brota com a vitória de Jesus sobre a morte.
Durante a Quaresma, que é o tempo de 40 dias antes da Páscoa, os cristãos costumavam fazer jejuns rigorosos, muitas vezes deixando de consumir carne, leite e ovos. Esses ovos, que se acumulavam, eram cozidos para se conservar e, depois, consumidos no Domingo de Páscoa, como forma de celebrar o fim do jejum e a alegria da Ressurreição.
Com o tempo, especialmente na Europa, surgiu o costume de pintar e decorar os ovos, tornando-os presentes simbólicos de vida e renovação. No século XIX, com o avanço da indústria, os ovos começaram a ser feitos de chocolate, tornando-se o que conhecemos hoje: um gesto de carinho, celebração e alegria, especialmente para as crianças.
Portanto, os ovos de Páscoa não são apenas um costume comercial. Eles têm uma origem rica em simbolismo religioso e cultural, remetendo à ressurreição de Cristo, ao renascimento espiritual e à esperança de uma nova vida com Deus.
Para os cristãos a importância da Semana Santa está em sua capacidade de nos colocar dentro do Mistério Pascal: morrer com Cristo para ressuscitar com Ele. Não se trata apenas de recordar, mas de participar. Cada liturgia, cada leitura, cada gesto da Semana Santa tem o poder de tocar a alma e renovar a fé. Por isso, a Semana Santa não é um simples feriado. É um chamado à conversão, à reflexão e à comunhão com o Cristo vivo. É um convite para deixarmos que o amor de Deus transforme nossa história.
O certo é que todos os dias dentro de nós fosse semana santa, se assim fosse não aconteceria tantas guerras, maldades, absurdos que vemos diariamente nos noticiários e que nós mesmos aqui noticiamos diariamente, que possamos a cada dia buscar nossa melhoria enquanto seres humanos e que conceitos como os da semana santa deixem de ser aplicados somente no mês e na semana da páscoa.
Coxim
A Sexta-feira Santa é vivida com fé, tradição e respeito pelos moradores de Coxim, que nesta sexta-feira dedicam o dia à reflexão e às...
3 de abril de 2026
A Sexta-feira Santa é vivida com fé, tradição e respeito pelos moradores de Coxim, que nesta sexta-feira dedicam o dia à reflexão e às manifestações religiosas que marcam a data.
Desde as primeiras horas da manhã, igrejas da cidade recebem fiéis para celebrações que recordam a crucificação e morte de Jesus Cristo. A programação inclui momentos de oração, leitura da Paixão de Cristo e, em algumas comunidades, encenações que emocionam e reforçam o significado espiritual da data.
Em Coxim, a Sexta-feira Santa mantém tradições que atravessam gerações. Muitas famílias seguem o costume de não consumir carne vermelha, optando por refeições simples, geralmente à base de peixe, como forma de respeito e penitência. O clima na cidade é de silêncio e introspecção, contrastando com a rotina agitada dos dias comuns.
As procissões também fazem parte da programação em bairros e paróquias, reunindo fiéis em caminhadas de fé pelas ruas da cidade. Esses momentos reforçam o sentimento de união e espiritualidade entre os moradores, que mantêm viva a essência da Semana Santa.
Além do aspecto religioso, o feriado altera o funcionamento da cidade. Órgãos públicos e parte do comércio permanecem fechados, enquanto serviços essenciais seguem normalmente, garantindo o atendimento à população.
Para os coxinenses, a Sexta-feira Santa vai além de um simples feriado. É um dia de renovação espiritual, reflexão sobre valores como amor, fé e solidariedade, e de fortalecimento das tradições que fazem parte da identidade cultural do município.
Religião
Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente...
31 de mar�o de 2026
Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente com o Papa Leão durante passagem pelo Principado de Mônaco.
Atualmente residindo na Suíça, padre Micael segue sua missão religiosa fora do Brasil, mas sua história continua profundamente ligada a Coxim, onde atuou por muitos anos e construiu uma forte relação com a comunidade católica local.
Conhecido pelo carisma e proximidade com os fiéis, o padre Micael é sempre lembrado em Coxim por suas qualidades marcantes: generosidade, empatia, gentileza, educação e bom humor. Mesmo distante, ele não esconde o carinho e o amor que sente pela cidade, mantendo viva a conexão com a comunidade que tanto fez parte de sua caminhada.
Sua atuação deixou marcas importantes no município, seja por meio de celebrações, ações sociais ou pelo acolhimento às pessoas em momentos difíceis. Até hoje, muitos moradores destacam a saudade deixada após sua partida.
O encontro com o Papa Leão representa não apenas um momento pessoal significativo na vida do sacerdote, mas também um motivo de orgulho para aqueles que acompanharam sua trajetória em Coxim.
Para os fiéis, ver o padre Micael vivendo novas experiências em sua missão, sem jamais esquecer de Coxim reforça o sentimento de gratidão, admiração e saudade que permanece forte na cidade.