terça, 14 de julho, 2026
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Um homem, de 26 anos, foi preso em Dourados (MS) na manhã desta terça-feira (14), durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul que investiga um grupo criminoso suspeito de criar falsas campanhas de doação na internet usando imagens de crianças com câncer. A prisão foi feita por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON). O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia.
Segundo o delegado João Vitor Heredia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE) do Rio Grande do Sul, o suspeito preso em Dourados é investigado por integrar o núcleo tecnológico da organização. Até a última atualização desta reportagem, 16 pessoas haviam sido presas em cidades de Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, São Paulo e do estado gaúcho.
"Ele teria atuado na criação de sites falsos, administração de domínios e servidores e produção de vídeos manipulados com inteligência artificial e deepfake", afirmou o delegado.
O que é deepfake? Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial (IA) para alterar vídeos, fotos ou áudios, criando conteúdos que parecem reais.
O delegado informou ainda que o investigado estaria vinculado a uma conta compartilhada por vários integrantes do grupo e teria recebido valores do principal núcleo financeiro da organização.
A Operação Sophia cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
Núcleo digital
Segundo a polícia, os suspeitos tinham funções específicas. Eles criavam e hospedavam sites falsos, registravam domínios e configuravam servidores. Também produziam páginas de pagamento e QR Codes Pix, além de vídeos, áudios e anúncios fraudulentos.
Conforme a investigação, o grupo usava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para tornar os golpes mais convincentes. Os suspeitos ainda compravam e administravam contas no Facebook e no Instagram, impulsionavam anúncios falsos e utilizavam recursos para ocultar a identidade e dificultar o rastreamento.
Durante a investigação, a polícia identificou ferramentas usadas para manipular áudios e vídeos, sincronizar movimentos labiais, criar avatares, clonar vozes, remover metadados e esconder páginas fraudulentas.
A investigação também encontrou indícios de que o grupo buscava novas vítimas em situação de vulnerabilidade, principalmente crianças com doenças graves. Segundo a polícia, isso indica que o esquema era contínuo e atuava de forma organizada.
Como funcionava o golpe
A investigação começou após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer, chamada Sophia, denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização. O material aparecia em anúncios patrocinados no Facebook e no Instagram para arrecadar dinheiro, mas a família nunca recebeu os valores.
Segundo o delegado, o grupo usava inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para modificar campanhas verdadeiras e dar aparência de autenticidade aos anúncios. As publicações eram feitas por páginas falsas com nomes como "Clube de Doadores" e "Unidos pelo Amor".
Ao clicar nos anúncios, as vítimas eram direcionadas para sites que imitavam plataformas de arrecadação, como o Vakinha. Nessas páginas, era gerado um código Pix, e o dinheiro era transferido para contas de empresas de fachada controladas pelo grupo.
Apenas na campanha falsa que usava a imagem da menina que deu nome à operação, a polícia identificou o desvio de R$ 294,5 mil. A investigação também apontou uma empresa que funcionava como núcleo financeiro da organização e movimentou mais de R$ 1,7 milhão durante o período investigado.
A Polícia Civil orienta que a população confirme a veracidade de campanhas de arrecadação antes de fazer qualquer doação. A recomendação é verificar as informações diretamente com a família ou instituição responsável e conferir se o nome do destinatário do Pix corresponde ao beneficiário da campanha.
g1 MS
Polícia
Segundo a imprensa local, a mulher foi presa em flagrante; os outros dois filhos foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.
14 de julho de 2026
Uma criança de 2 anos foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande após sofrer, segundo a imprensa local, um possível traumatismo craniano encefálico (TCE) grave em Anastácio. A mãe, de 36 anos, foi presa em flagrante no sábado, após suspeita de agressão contra o próprio filho.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que o irmão da vítima, de 12 anos, pediu socorro a um familiar por telefone. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminharam a criança ao Hospital Regional de Aquidauana.
Com a confirmação da gravidade do quadro, a transferência para a Santa Casa de Campo Grande foi necessária, conforme a imprensa local.
Na casa, a equipe policial encontrou condições precárias de higiene, com acúmulo de sujeira e alimentos deteriorados.
Segundo a apuração citada pelo veículo local, a mulher teria bebido e, durante um episódio de violência, agredido a criança, inclusive arremessando-a contra o chão.
A mulher responderá, de acordo com a informação divulgada, por lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica e maus-tratos qualificados contra os próprios filhos.
Os outros dois filhos dela foram acolhidos pelo Conselho Tutelar, segundo a imprensa local.
Polícia
Homem de 64 anos sofreu mais de 100 picadas; equipe da PMA atuou sem equipamentos específicos e, segundo relatório médico, o salvamento foi decisivo para evitar uma morte por anafilaxia.
14 de julho de 2026
Policiais militares ambientais enfrentaram um enxame de abelhas e resgataram um caminhoneiro de 64 anos que era atacado pelos insetos às margens da BR-163, em São Gabriel do Oeste. Mesmo sem equipamentos específicos para esse tipo de ocorrência, a equipe retirou a vítima do local e a encaminhou com urgência ao hospital. Conforme relatório médico, a rapidez do salvamento foi determinante para evitar que o homem morresse em decorrência de anafilaxia e choque anafilático.
A equipe da Polícia Militar Ambiental, composta pelo 3º sargento PM Pain, cabo PM Campos e cabo PM Soares, retornava da Operação Protetor das Fronteiras, em Corumbá, quando, nas proximidades do km 624 da BR-163, no sentido sul, avistou um homem acenando desesperadamente às margens da rodovia.
O jovem Edson Dias de Moura informou aos policiais que havia tentado socorrer o condutor de um caminhão, que estava cerca de 100 metros à frente, no sentido norte, mas também foi atacado pelo enxame de abelhas e não conseguiu chegar até a vítima.
Ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram o caminhoneiro já sem forças para reagir, sendo continuamente atacado pelas abelhas.
Mesmo sem roupas adequadas para esse tipo de atendimento, os militares realizaram o resgate, retiraram a vítima da área de risco, a colocaram na viatura e seguiram imediatamente para o hospital. Durante o deslocamento, o homem reclamava de fortes dores pelo corpo, principalmente intensa dor de cabeça, provocadas pelas inúmeras picadas.
Após deixarem a vítima sob os cuidados da equipe médica, os policiais retornaram ao local da ocorrência, onde o caminhão permanecia ligado, com a carga, documentos, carteira e telefone celular na cabine.
Para preservar o patrimônio da vítima e garantir a segurança na rodovia, o 3º sargento PM Pain conduziu o veículo até o hospital, onde o caminhão foi estacionado, trancado e as chaves entregues ao proprietário.

No hospital, o caminhoneiro, identificado apenas como Sérgio, contou que havia parado às margens da rodovia para urinar. Ao descer um barranco próximo a uma árvore, foi surpreendido pelo enxame e não conseguiu identificar de onde os insetos surgiram devido à grande quantidade.
Segundo o relato, durante a tentativa de fuga, correu entre as pistas da BR-163 enquanto pedia socorro, chegando a correr risco de atropelamento. No entanto, a agressividade das abelhas impedia a aproximação de outras pessoas.
O homem informou ainda que reside no Estado de São Paulo e transportava uma carga de canos com destino aos municípios de Coxim e Sonora, em Mato Grosso do Sul, e posteriormente para Mineiros (GO).
De acordo com o relatório médico, a vítima sofreu mais de 100 picadas de abelhas. O documento destaca que o resgate realizado pela Polícia Militar Ambiental foi fundamental e que, sem o atendimento em tempo hábil, o caminhoneiro poderia ter morrido em decorrência de anafilaxia e choque anafilático.