domingo, 26 de julho, 2026
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O rapaz de 26 anos suspeito de estuprar uma bebê de 1 ano e onze meses foi indiciado por provocar o aborto de sua ex-companheira após sessões de espancamento. A vítima é mãe da menina que está internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande. O abuso da criança foi descoberto após ela convulsionar na residência da tia na tarde de sábado (23).
No dia 1º de maio deste ano a jovem de 20 anos procurou a polícia e relatou que sofria agressões de forma quase diárias do então companheiro. Ela ainda afirmou que quando estava no quinto mês de gestação foi espancada com socos e pontapés e ainda forçada a cheirar canela para abortar.
Por conta do espancamento, ela acabou perdendo o bebê e precisou passar pelo procedimento de curetagem aproximadamente uma semana antes. Naquele dia, ela decidiu acionar a polícia após ser novamente agredida pelo rapaz que acabou sendo preso. Em uma das sessões de agressão, ela teve a orelha cortada e também sofreu uma laceração no braço.
À polícia, ela afirmou que não denunciou as agressões antes, por medo. O caso foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) que abriu inquérito e indiciou o rapaz. Além disso, a medida protetiva foi solicitada com urgência para que ele não se aproximasse mais da jovem, não há informação se ele continua preso.
O rapaz ainda tem passagem por tráfico de drogas e por crime de trânsito.
Suspeita de estupro
Equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada pelo serviço social do hospital após a equipe médica identificar sinais atípicos de abuso na genitália e no ânus de uma bebê de 1 ano e onze meses que deu entrada na Santa Casa na tarde do sábado.
Conforme o laudo da ginecologia forense, a criança apresentava fissuras, sangramento e hematoma. O parecer técnico oficial concluiu haver "sinais de manipulação por terceiros não descartando a possibilidade de abuso sexual", apontando que parte das lesões é recente e outra já possui alguns dias.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da menina, relatou que deixou a filha aos cuidados de uma tia de consideração, no bairro Ana Maria do Couto, no sábado, para poder limpar a casa e lavar roupas. Horas depois, a bebê começou a passar mal, apresentando febre alta, episódios de vômito e convulsões severas.
A cuidadora prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida. Devido ao grave rebaixamento de consciência e a um quadro suspeito de encefalite, a bebê precisou ser entubada e transferida com urgência pelo SAMU para a Santa Casa.
À polícia, a tia de consideração explicou que precisou se ausentar da residência por aproximadamente uma hora e deixou a bebê com suas filhas adolescentes, de 14 anos. Neste período, a menina começou a convulsionar.
Como as lesões mais antigas da bebê coincidem com o período anterior à prisão do padrasto, a polícia investigará a conduta dele e de todas as pessoas que tiveram acesso à vítima nos últimos dias.
Por determinação da equipe médica, foram coletados materiais biológicos e iniciado o protocolo de profilaxia contra ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). O Conselho Tutelar da Região Norte acompanha o caso que foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue para investigação da delegacia especializada.
A reportagem procurou a jovem, mas ela optou por não conversar com a imprensa. A bebê está intubada.
CGNEWS
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS