segunda, 06 de julho, 2026
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de seis toneladas de maconha escondidas em uma carreta carregada com soja no fim da manhã de sexta-feira (3), durante a Operação Cavalo de Tróia III. A abordagem ocorreu na MS-276, no município de Vicentina.
O motorista da carreta, André Luís Botega, de 45 anos, foi preso em flagrante e encaminhado às autoridades competentes.
Segundo a PRF, o condutor informou que a carga de soja havia sido embarcada em Ponta Porã e tinha como destino a cidade de Paranaguá, no Paraná.
Durante a fiscalização, ele relatou ainda que, após o carregamento dos grãos, realizou uma parada em Maracaju, onde os fardos de maconha teriam sido adicionados à carga.
De acordo com o motorista, morador de Santa Catarina, o transporte do entorpecente foi aceito como uma forma de quitar dívidas.
Após a apreensão, a carreta e a droga foram encaminhadas à Polícia Federal, que realizará a pesagem oficial do entorpecente e dará prosseguimento às investigações.
A Operação Cavalo de Tróia III contou com o apoio do Núcleo de Operações Aéreas, que auxiliou na ação que resultou em uma das maiores apreensões de drogas registradas no Estado neste ano.
Polícia
Suspeito de 42 anos é o quinto morto em ações do Choque e do Bope desde o assassinato de um policial militar na cidade.
6 de julho de 2026
Um homem de 42 anos morreu após trocar tiros com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar na madrugada desta segunda-feira (6), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, um fuzil e 3,245 quilos de maconha.
O caso ocorreu durante a Operação Jovem Guerreiro e representa a quinta morte registrada em ações envolvendo equipes do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no município desde o assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, ocorrido na última terça-feira (30).
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes do Batalhão de Choque atuavam em apoio ao efetivo do 6º Batalhão da Polícia Militar, em ações de enfrentamento a organizações criminosas em Corumbá.
Por volta das 23h50, os policiais realizavam um bloqueio na BR-262, próximo ao km 760, quando visualizaram um veículo Renault Duster de cor preta. A equipe emitiu ordem de parada utilizando sinais luminosos, sonoros e lanternas.
Segundo o registro policial, o condutor reduziu a velocidade inicialmente, mas acelerou quando os militares se aproximaram. Após percorrer parte da rodovia, ele parou o veículo no acostamento, desembarcou e correu em direção à vegetação às margens da pista.
Conforme a versão apresentada pelos policiais, o comandante da equipe identificou-se e determinou que o suspeito parasse, porém ele efetuou disparos contra os militares, que revidaram.
O homem foi atingido e ainda apresentava sinais vitais quando recebeu atendimento e foi encaminhado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Corumbá. Apesar dos procedimentos médicos, a morte foi confirmada posteriormente.
A Polícia Civil e a Perícia Criminal foram acionadas para realizar os levantamentos necessários.

(Foto: Divulgação)
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, de cor preta, com capacidade para seis munições. A arma continha duas munições deflagradas, três picotadas e uma intacta.
Também foi apreendido um fuzil acompanhado de um carregador contendo cinco munições.
Na vistoria realizada no Renault Duster, foi encontrada, atrás do banco do motorista, uma mochila azul contendo maconha. O entorpecente totalizou 3,245 quilos.
O veículo, a droga apreendida e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do suspeito foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. Os demais materiais permaneceram sob responsabilidade da Polícia Judiciária Militar.
A sequência de confrontos teve início após a morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, baleado por um tiro de fuzil durante uma abordagem realizada na noite de terça-feira (30), em Corumbá.
Além do homem morto nesta segunda-feira, outras quatro pessoas morreram em ocorrências envolvendo forças especiais da PM nos últimos dias.
Um homem de 41 anos, apontado como suspeito da morte do policial militar, morreu durante uma ação policial após, segundo a versão oficial, tentar tomar a arma de um agente.
Outro suspeito, de 35 anos, preso por suposta participação no assassinato do soldado, morreu na BR-262 durante transferência para um presídio em Campo Grande, após disparo efetuado a partir de uma área de mata próxima ao local onde a escolta havia parado.
Já no domingo (5), dois homens bolivianos, de 29 e 32 anos, morreram durante a Operação Jovem Guerreiro após denúncia de transporte de drogas para Campo Grande. Conforme a Polícia Militar, ambos desceram de um veículo e atiraram contra os policiais. Na ação, foram apreendidos dois revólveres calibre .38. Os dois tinham antecedentes por tráfico de drogas e eram investigados por possível vínculo com organização criminosa.
MS contra o crime
Em resposta ao avanço das organizações criminosas e à necessidade de fortalecer a atuação integrada das forças de investigação, a...
6 de julho de 2026
Em resposta ao avanço das organizações criminosas e à necessidade de fortalecer a atuação integrada das forças de investigação, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul instituiu um Grupo de Trabalho voltado ao enfrentamento das facções criminosas no Estado. A criação da equipe foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (6), assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lúcio.
A iniciativa tem como principal objetivo desenvolver um modelo unificado de atuação entre os diversos departamentos da instituição, estabelecendo protocolos para ampliar a eficiência das investigações, compartilhar informações estratégicas e fortalecer o combate à criminalidade organizada em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
Segundo a portaria, a medida busca garantir uma resposta institucional mais rápida, coordenada e tecnicamente qualificada diante da reorganização de grupos criminosos e dos conflitos entre facções registrados no Estado. A proposta também prevê que ocorrências relacionadas ao crime organizado deixem de ser analisadas de forma isolada, passando a integrar um contexto mais amplo de inteligência policial.
Entre os principais pontos que serão discutidos pelo Grupo de Trabalho está a criação de um fluxo oficial para integrar as investigações conduzidas pelas Seções de Investigações Gerais (SIGs), especialmente no interior, com o suporte especializado do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Outro foco será o aprimoramento da gestão de informações relacionadas às facções criminosas. A proposta contempla mecanismos para monitoramento em tempo real de boletins de ocorrência e procedimentos ligados à macrocriminalidade, além da centralização da extração de dados digitais utilizados nas investigações.
Também está prevista a criação de protocolos para comunicação antecipada entre os setores responsáveis por operações policiais, buscando maior alinhamento estratégico, melhor distribuição dos recursos e mais eficiência nas ações de campo.
O Grupo de Trabalho será coordenado pelo delegado-geral adjunto, Márcio Rogério Farias Custódio, e contará com a participação dos diretores do Departamento de Inteligência Policial (DIP), Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), Departamento de Polícia Especializada (DPE), Departamento de Polícia do Interior (DPI) e Departamento de Polícia da Capital (DPC).
Os integrantes terão prazo inicial de 60 dias para elaborar e apresentar um relatório com as propostas de regulamentação, período que poderá ser prorrogado caso haja necessidade.
A criação da força-tarefa ocorre em um momento de intensificação das ações de combate às facções criminosas em Mato Grosso do Sul. O Estado tem reforçado suas estratégias de enfrentamento ao crime organizado, buscando ampliar a integração entre inteligência, investigação e operações especializadas para desarticular grupos criminosos que atuam em seu território.
Desde o início deste ano, Coxim passou a ocupar posição de destaque nas ações de enfrentamento ao crime organizado em Mato Grosso do Sul após uma série de ocorrências atribuídas à disputa entre facções criminosas. Homicídios, tentativas de assassinato e operações policiais realizadas no município reforçaram o alerta das forças de segurança sobre a atuação de grupos organizados na região norte do Estado. Diante desse cenário, a criação do Grupo de Trabalho pela Polícia Civil busca fortalecer a integração entre inteligência, investigação e operações especializadas, permitindo respostas mais rápidas e coordenadas para conter o avanço das organizações criminosas e desarticular suas estruturas de atuação.