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PRF apreende 1,3 tonelada de pescado clandestino em furgão na BR-163

Produtos tinham rótulos com erros, suspeita de falsificação e ausência de numeração do SIF; motorista foi autuado por crimes contra a relação de consumo.

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11 de fevereiro de 2026

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do Idest, com informações do CGNews

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.345 quilos de pescado clandestino durante fiscalização a um furgão frigorífico na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, após identificar erros de português nos rótulos, suspeita de falsificação e ausência de numeração do Serviço de Inspeção Federal (SIF), no fim da tarde de terça-feira (10).

Suspeita começou pelos rótulos

Segundo o boletim de ocorrência, o veículo foi abordado no posto da PRF, e o motorista, de 26 anos, morador em São Carlos do Ivaí, apresentou notas informando o transporte de 2.005 quilos de pescado congelado.

Durante a verificação da carga, os policiais relataram divergências nos rótulos, como ausência de numeração do SIF e duplicidade de instâncias de serviços de inspeção. No caso do lambari, constava apenas serviço de inspeção do Paraná, o que, conforme a ocorrência, impediria a venda em Mato Grosso do Sul.

Consultas confirmaram divergências

A PRF informou que consultou o SIGSIF e o e-SISBI do Ministério da Agricultura e constatou que os layouts aprovados eram divergentes dos encontrados no veículo, o que confirmou a falsificação, de acordo com o registro policial.

Entre os produtos irregulares estavam filé de tilápia, camarão, ventrecha de tambatinga, filé de pintado e lambari.

O que foi apreendido e o que ficou liberado

Foram apreendidos 690 quilos de filé de tilápia, 135 quilos de camarão, 90 quilos de ventrecha de tambatinga sem espinho, 350 quilos de filé de pintado e 80 quilos de lambari.

Além do material irregular, o furgão transportava 64 caixas com 896 quilos de filé de tilápia com documentação sanitária considerada regular, que não foi apreendido.

Autuação e investigação

A polícia registrou que o veículo transportava 2.241 quilos de pescado, cerca de 240 quilos a mais do que o informado nas notas. O motorista foi encaminhado à Polícia Civil e autuado por dois crimes contra a relação de consumo: vender ou manter em depósito para venda mercadoria imprópria para o consumo e expor mercadoria com embalagem em desacordo com as prescrições legais.

As diligências para apurar o destino da carga seguem em andamento na manhã desta quarta-feira (11), conduzidas pelo delegado Valter Guelssi.

Polícia

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

26 de julho de 2026

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A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.

Retenção da carga segue até conclusão de perícias

De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.

O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.

Operação Timber Shield apreendeu madeira na fronteira

A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.

Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.

PF conclui análise de fragmentos e não encontra cocaína

A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.

Próximos passos dependem de procedimentos ainda pendentes

A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.

O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.

Defesa questiona armazenagem e busca liberação para entrega ao comprador

Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.

Polícia

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.

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26 de julho de 2026

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Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.

A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.

A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave. 

Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.

Prefixo da aeronave estava adulterado

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.

Na aeronave, foram apreendidos:

- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;

- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;

- sete celulares;

- um tablet;

- uma antena de internet via satélite Starlink;

- dinheiro em espécie.

De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.

Droga seria levada para São Paulo

Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.

Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.

Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.

g1 MS