segunda, 27 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Uma denúncia grave de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de apenas 11 anos mobilizou forças de segurança e órgãos de proteção na manhã de hoje, segunda-feira (19), em Coxim. O caso veio à tona dentro de um hospital público e revelou um episódio de violência sexual que teria ocorrido anos atrás, quando a vítima ainda tinha cerca de 8 anos de idade.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 8h46, após a mãe da criança procurar atendimento médico e relatar que a filha havia revelado recentemente ter sido vítima de abuso sexual. Segundo o relato inicial, o crime teria sido praticado por um familiar ligado ao núcleo paterno, circunstância que agravou ainda mais a situação e exigiu atuação imediata da rede de proteção.
De acordo com as informações repassadas às autoridades, a criança permaneceu em silêncio por anos até conseguir relatar o ocorrido à mãe. Por determinação legal e para preservar a integridade da vítima, nenhum detalhe sobre o suspeito ou o local dos fatos foi divulgado.
Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Militar acionou o Conselho Tutelar, que assumiu a condução do atendimento especializado. A orientação foi clara: evitar qualquer exposição desnecessária da criança, garantindo que a escuta fosse realizada por profissionais capacitados, conforme estabelece a legislação de proteção à infância.
A conselheira tutelar responsável informou que a escuta especializada seria realizada em ambiente adequado, seguindo protocolos técnicos voltados ao acolhimento e à proteção emocional da vítima. Após esse procedimento, a criança e sua responsável foram encaminhadas à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), onde o caso foi oficialmente registrado.
A Polícia Militar confeccionou o boletim de ocorrência e encaminhou toda a documentação à Polícia Civil, que agora conduz a investigação. Não houve prisão em flagrante, já que o crime relatado teria ocorrido em 2021, mas o caso será apurado com a oitiva de testemunhas e adoção das medidas legais cabíveis.
O episódio reforça o alerta sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e a importância da denúncia, mesmo quando os fatos vêm à tona anos depois. As autoridades destacam que o sistema de justiça está preparado para investigar e responsabilizar os envolvidos, priorizando sempre a proteção da vítima.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS