quinta, 04 de junho, 2026
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Os investigadores de Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro — conhecido como “Manga Rosa” — e Edivaldo Quevedo da Fonseca, alvos da Polícia Federal, ganharam autorização para sair de Campo Grande. Os policiais foram presos no dia 18 de março durante a Operação Iscariotes, que investiga o contrabando em Mato Grosso do Sul.
Segundo a PF, o grupo criminoso que recrutava agentes de segurança pública, entre eles policiais civis, militares e bombeiros, teve R$ 40 milhões bloqueados durante a operação. “Manga Rosa” e o policial Edivaldo foram presos em casa. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas delegacias.
No entanto, na quinta-feira (16) e sexta-feira (17), quase um mês depois da operação, o Ministério Público Federal deferiu o pedido formulado pela defesa e autorizou ambos os policiais a saírem de Campo Grande.
No caso do Edivaldo, ele ficará longe da cidade entre os dias 17 e 21 de abril, com a finalidade de participar de um evento religioso que será realizado no interior de MS.
Já Célio se ausentará da cidade entre os dias 22 de abril e 1º de maio, período no qual ele estará em gozo de férias regulares. Neste modo, irá realizar uma viagem em família para a região do Nordeste.
Apesar da autorização, ambos precisam se apresentar em juízo no primeiro dia útil subsequente ao retorno à capital sul-mato-grossense, seja presencialmente ou on-line.
O que diz a defesa?
Procurado pela reportagem, a defesa do policial Célio Rodrigues, sustentou que não há elementos concretos que justifiquem restrições mais gravosas, além disso, a viagem já estava programada para o período das férias regularmente concedidas, sem qualquer prejuízo à investigação.
“A defesa está plenamente segura de que será demonstrada a inexistência de participação do investigado nos fatos apurados, o que naturalmente conduzirá à sua absolvição”, destacou o advogado Jean Maakaroun Tucci.
Mandados
No dia 18 de março, a Operação Iscariotes prendeu quatro pessoas preventivamente, suspendeu dois investigados das funções públicas e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão. Outro investigado também colocou tornozeleira eletrônica e seis tiveram o porte de arma de fogo suspenso.
Além dos mandados de busca, das prisões e suspensões de porte de arma, 12 pessoas físicas e jurídicas tiveram R$ 40 milhões bloqueados. Ao menos 10 imóveis e 12 veículos foram sequestrados e seis pessoas jurídicas tiveram as atividades suspensas.
A operação contou com apoio das corregedorias da PRF (Polícia Rodoviária Federal), da PM (Polícia Militar), da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
Investigações
A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro.
Após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente em Minas Gerais. A organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos.
Os criminosos também contavam com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública, alguns aposentados e outros da ativa, que usavam de suas funções para favorecer a atuação do grupo.
Os agentes forneciam e monitoravam informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais e também atuavam no transporte das mercadorias. Durante as investigações, vários criminosos foram presos em flagrante, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais.
Midiamax
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.