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Polícia Civil divulga balanço da operação Leviatã em Coxim e Rio Verde

A operação mobilizou um forte aparato policial, incluindo apoio aéreo e equipes regionais, resultando no cumprimento de ordens judiciais estratégicas

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28 de abril de 2026

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Sheila Forato - ediçãoms

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A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul apresentou o balanço da Operação Leviatã, deflagrada ontem segunda-feira (27), em Coxim e Rio Verde. A ofensiva, coordenada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), teve como foco principal frear a tentativa de avanço de uma organização criminosa oriunda do Mato Grosso que buscava estabelecer domínio no município de Coxim e região.

A operação mobilizou um forte aparato policial, incluindo apoio aéreo e equipes regionais, resultando no cumprimento de ordens judiciais estratégicas:

* Mandados de busca e apreensão: 10 cumpridos em diferentes localidades.

* Prisões: Duas pessoas detidas (uma em Coxim e outra em Rio Verde).

* Apreensão: Um veículo usado para cometer crimes, inclusive tentativas de homicídios.

* Confronto: Um líder de facção resistiu à abordagem e veio a óbito enquanto era levado para o Hospital Regional de Coxim.

Foco estratégico

O nome da operação, “Leviatã”, não foi escolhido ao acaso. Ele remete ao papel do Estado como força permanente para restabelecer a ordem e conter o caos. Segundo a Polícia Civil, o objetivo central foi o enfraquecimento logístico e financeiro do grupo criminoso, impedindo que a região norte do estado se tornasse um novo polo de atividades ilícitas.

A ação visa impedir a expansão de atividades criminosas e garantir que a segurança na região de Coxim não seja comprometida por grupos externos.

Forças envolvidas

O sucesso da operação dependeu da integração entre diferentes frentes da segurança pública:

1. GARRAS: Coordenação tática e operacional.

2. Delegacia Regional de Coxim: Inteligência local e apoio em solo.

3. CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo): Suporte tático aéreo para monitoramento e deslocamento rápido.

Próximos passos

Com o material apreendido durante os 10 mandados de busca, a Polícia Civil agora deve aprofundar as investigações. O foco será identificar outros membros da rede de apoio da facção e mapear possíveis rotas de escoamento de ilícitos que passariam pelo Mato Grosso do Sul.

A presença das forças de segurança permanece intensificada na região para garantir a estabilidade e a tranquilidade da população local após os cumprimentos dos mandados.

(Foto: PC de Souza)

Polícia

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

26 de julho de 2026

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A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.

Retenção da carga segue até conclusão de perícias

De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.

O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.

Operação Timber Shield apreendeu madeira na fronteira

A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.

Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.

PF conclui análise de fragmentos e não encontra cocaína

A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.

Próximos passos dependem de procedimentos ainda pendentes

A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.

O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.

Defesa questiona armazenagem e busca liberação para entrega ao comprador

Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.

Polícia

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

26 de julho de 2026

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Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.

A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.

A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave. 

Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.

Prefixo da aeronave estava adulterado

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.

Na aeronave, foram apreendidos:

- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;

- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;

- sete celulares;

- um tablet;

- uma antena de internet via satélite Starlink;

- dinheiro em espécie.

De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.

Droga seria levada para São Paulo

Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.

Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.

Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.

g1 MS