domingo, 26 de julho, 2026
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A parceria entre a Famasul e o Batalhão da Polícia Militar Rural contribuiu para uma expressiva queda nos índices de criminalidade no campo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ao comparar 2024 com 2021, ano que antecedeu o lançamento do Programa Campo Mais Seguro, houve uma redução de 32,6% nos homicídios, de 34,6% nos furtos, de 52,6% nos abigeatos, e os casos de roubo tiveram uma queda de 56,8%.
A reestruturação do policiamento rural, que passou a contar com um comando único sediado em Campo Grande, ampliou a efetividade das ações repressivas e preventivas em 2024. Nesse ano, sob o Comando do Tenente-Coronel Maurício, o Batalhão Rural apreendeu 25 armas de fogo e mais de 12 toneladas de drogas, além disso realizou a prisão de 84 indivíduos e a recuperação de 33 cabeças de gado.
Ainda em 2024, foram realizadas 42 reuniões com os sindicatos rurais a fim de apresentar a evolução do policiamento rural, passar dicas de segurança, entregar materiais de apoio e detalhar os investimentos na segurança primária no campo.
O reforço também incluiu a capacitação de 91 policiais em operações com drones, por meio de cursos promovidos pelo Senar/MS entre 2022 e 2024.
“Quero expressar nosso mais sincero agradecimento à Polícia Militar, especialmente à PM Rural, por seu trabalho incansável e dedicado em trazer mais paz ao campo. Muitas vezes deixam seus próprios lares e famílias para proteger as nossas. Sua atuação tem sido essencial para reduzir a criminalidade, reforçando a proteção das propriedades rurais e fortalecendo a segurança em nossa região. Obrigado por serem um pilar de defesa e esperança para nossos produtores e nossa sociedade”, declarou Marcelo Bertoni, presidente da Famasul.
Segundo o comandante do Comando de Policiamento Rural, coronel Cleder Pereira, o reconhecimento dos produtores é o maior ganho da instituição. “Esse apoio e confiança refletem diretamente no compromisso com a segurança pública e na melhoria do nosso trabalho”, afirmou.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos, reforçou a importância da integração entre o poder público e as instituições representativas do agronegócio.
“Essa parceria entre os órgãos nos permite proporcionar maior segurança para as famílias do campo. Tenho certeza de que a Polícia Militar vai buscar cada vez mais a união de esforços, atendendo tanto o grande quanto o pequeno produtor”, declarou.
Recentemente os policiais receberam 77 novas viaturas, das quais 36 foram destinadas ao policiamento rural. A expectativa é que essas medidas reforcem a segurança ostensiva e preventiva em todo o estado.

Na primeira quinzena de dezembro, o auditório da Famasul foi palco da celebração do primeiro aniversário do Batalhão Rural. A data destaca a importância da atuação da PM nas áreas rurais, atendendo a produtores, ribeirinhos, trabalhadores rurais, comunidades tradicionais, pequenos agricultores, pescadores e comerciantes, que dependem da segurança para o desenvolvimento de suas atividades diárias.
Durante a solenidade, policiais e autoridades foram homenageados, incluindo o diretor-tesoureiro da Famasul, Frederico Stella, que recebeu um troféu em nome da instituição, em reconhecimento pelo apoio ao policiamento rural. “Parabéns a todos os policiais que tem nos ajudado, tem trazido, não só a sensação, mas a verdadeira paz no campo que a gente precisa. O Sistema Famasul continuará sendo um parceiro dedicado”, destacou Stella.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS