domingo, 26 de julho, 2026
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Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) apreendeu cerca de uma tonelada de medicamentos emagrecedores ilegais no centro logístico dos Correios de Campo Grande, ao longo dos últimos 75 dias. As cargas, na maioria de origem paraguaia, foram interceptadas em diversos envios. O balanço das apreensões foi divulgado nesta segunda-feira (20).
A operação, batizada de "Visa-Protege", monitorou encomendas suspeitas no Centro de Distribuição e Triagem nos últimos dois meses e meio. Segundo a fiscalização, os produtos não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e eram enviados escondidos em objetos como cabeças de bonecas, potes de creme e ursos de pelúcia para despistar o raio-x.
Recentemente, o g1 mostrou como a posição geográfica estratégica de Mato Grosso do Sul fez com que o estado se tornasse uma das principais rotas de entrada ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil. Segundo especialistas, os criminosos passaram a contrabandear esses medicamentos usando as estradas historicamente exploradas pelo tráfico de cocaína e maconha.
Riscos à saúde e falta de registro
Os medicamentos apreendidos incluem substâncias como TG, Lipoless, Tirzec e Retatrutida. Além da ausência de autorização sanitária, os produtos eram transportados sem controle de temperatura, o que compromete a eficácia e segurança, já que muitos exigem refrigeração.
O gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, ressaltou que a falta de rastreabilidade é o maior perigo ao consumidor:
"O principal objetivo não é combater a tecnologia em si, que é ótima, mas sim o uso irracional dessa tecnologia. Estamos falando de produtos sem controle sanitário, sem registro, sem rastreabilidade, transportados fora das condições adequadas e sem qualquer acompanhamento médico", afirmou Pirolo.
Rota do crime: da fronteira ao Nordeste
A investigação identificou um padrão logístico no envio das encomendas: os produtos entram pela fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e são postados para estados nordestinos, onde seriam entregues diretamente ao consumidor final.
"São objetos postais enviados principalmente da região de fronteira de Mato Grosso do Sul, e o destino frequente é o Nordeste", detalhou o gerente. Estratégias como ocultar os frascos em caixas de tereré vêm sendo sistematicamente desmanteladas pelo monitoramento constante nos centros de triagem.
Punições e descarte do material
Todo o material está sob custódia da Secretaria Estadual de Saúde e será incinerado pela Polícia Civil, seguindo o mesmo processo utilizado para drogas ilícitas. Não foi divulgado quando os medicamentos serão descartados.
Estabelecimentos como clínicas de estética e farmácias que comercializarem esses produtos estão sujeitos a:
- Multas;
- Interdição cautelar por até 90 dias;
- Apreensão de estoques.
No âmbito criminal, os responsáveis podem responder por contrabando, crime contra o consumidor e exercício irregular da profissão.
g1 MS
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS