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Crime

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O que existe por trás de atitudes tão extremas como do ex-prefeito Alcides Bernal?

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25 de março de 2026

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Glenda Melo

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O episódio registrado ontem (24) em Campo Grande trouxe à tona não apenas a violência do caso, mas também um debate profundo e necessário sobre o comportamento humano em tempos de pressão constante. O ex-prefeito Alcides Bernal se envolveu em uma ocorrência que terminou com a morte de um homem. O caso segue sob investigação e a prisão preventiva do ex-prefeito foi decretada agora pouco.

Mas, para além dos detalhes que ainda serão esclarecidos, o fato escancara uma realidade cada vez mais presente: estamos vivendo no limite.

A rotina da maioria das pessoas hoje é marcada pela pressa. É acordar correndo, trabalhar sob pressão, resolver problemas ao mesmo tempo, lidar com cobranças, contas, responsabilidades e ainda tentar dar conta da vida pessoal. Pouco se descansa, pouco se respira. Vive-se no automático. E, nesse cenário, o estresse deixa de ser algo pontual e passa a fazer parte do cotidiano de grande parte da população.

Especialistas alertam que o acúmulo de tensão, somado à falta de controle emocional, pode transformar situações comuns em conflitos graves. Pequenas discussões ganham proporções perigosas, decisões são tomadas no impulso e, muitas vezes, sem qualquer reflexão sobre as consequências.

E é justamente aí que surge uma pergunta incômoda, mas necessária: as pessoas estão, de fato, refletindo sobre a gravidade dos seus atos?

Em muitos casos, a resposta parece ser não. A impulsividade tem substituído o diálogo. A raiva tem falado mais alto que a razão. E o tempo que falta para tudo no dia a dia também falta para pensar, para se acalmar, para recuar.

Casos extremos, como o ocorrido em Campo Grande, mostram que uma decisão tomada em segundos pode gerar consequências irreversíveis para várias vidas  não apenas para quem sofre diretamente, mas para famílias inteiras que passam a conviver com dor, culpa e perdas.

Vivemos uma era em que fazer várias coisas ao mesmo tempo virou regra. Estar ocupado virou sinônimo de produtividade. Mas, no meio disso tudo, o equilíbrio emocional foi ficando para trás.

Psicólogos reforçam que sinais como irritação constante, impaciência, dificuldade de lidar com frustrações e explosões de raiva são alertas claros de que algo não vai bem. Ignorar esses sinais é abrir espaço para que situações saiam do controle.

O caso envolvendo Alcides Bernal, independentemente de suas circunstâncias finais, reforça uma reflexão urgente: até onde o estresse pode nos levar?

Talvez a resposta esteja no que não estamos fazendo parar, pensar, respirar e entender que nenhuma discussão, nenhum momento de raiva, vale mais do que a vida.

Em um mundo que não desacelera, aprender a se controlar pode ser o único caminho para evitar tragédias. Esse fato deixa uma pergunta que temos feito muito ultimamente: O que está acontecendo com as pessoas?

 

Polícia

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

26 de julho de 2026

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

 

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A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.

Retenção da carga segue até conclusão de perícias

De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.

O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.

Operação Timber Shield apreendeu madeira na fronteira

A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.

Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.

PF conclui análise de fragmentos e não encontra cocaína

A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.

Próximos passos dependem de procedimentos ainda pendentes

A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.

O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.

Defesa questiona armazenagem e busca liberação para entrega ao comprador

Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.

Polícia

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

26 de julho de 2026

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

 

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Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.

A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.

A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave. 

Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.

Prefixo da aeronave estava adulterado

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.

Na aeronave, foram apreendidos:

- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;

- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;

- sete celulares;

- um tablet;

- uma antena de internet via satélite Starlink;

- dinheiro em espécie.

De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.

Droga seria levada para São Paulo

Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.

Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.

Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.

g1 MS