domingo, 26 de julho, 2026
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou nesta última sexta-feira (13) a conclusão das investigações sobre a morte de Janele Feles Valoes, ocorrida em Selvíria, distante 400 quilômetros de Campo Grande e informou que o caso não se trata de feminicídio, como inicialmente apurado, mas sim de suicídio.
O caso gerou grande repercussão, inclusive com a prisão em flagrante de Alípio Drum Alves, 63 anos, que foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia. O idoso chegou a ligar para o filho na noite de domingo (8), afirmando que a esposa havia feito "besteira" e manteve a mesma versão em depoimento na delegacia.
A equipe responsável pela investigação fez novas diligências, colheu depoimentos e teve acesso aos laudos que apontaram que, na verdade, a vítima teria tirado a própria vida.
"Conforme o depoimento da médica legista, acompanhado de laudo necroscópico, foi constatado que a vítima empurrou a faca contra o próprio peito. A faca não estava totalmente cravada, o que é característico de suicídios, em contraste com homicídios ou feminicídios, onde a lâmina da faca geralmente penetra completamente no corpo da vítima. A angulação da facada também sugere que a vítima tenha se autoferido", diz a nota.
O filho da vítima, que a socorreu, também prestou depoimento e afirmou que a mãe havia confidenciado estar enfrentando um câncer e que teria manifestado intenção de tirar a própria vida. A Polícia Civil informou ainda que não foram encontrados registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.
Com isso, a Polícia Civil determinou a exclusão da qualificadora de feminicídio e reclassificou oficialmente o caso como suicídio e as diligências foram encerradas. Agora, Mato Grosso do Sul volta a ter apenas dois feminicídios registrados em 2026.
Caso - O crime aconteceu às 20h40 de domingo (8). Desesperado, o filho da vítima esteve na base de apoio da concessionária Way na MS-112 pedindo ajuda. Ele estava com Janete no carro e a mulher estava com a faca cravada no peito. A equipe de socorristas verificou os sinais vitais, mas ela já estava morta.
A polícia foi acionada e o rapaz contou que recebeu uma ligação do pai pedindo ajuda e dizendo que a mãe dele havia feito uma besteira. Quando chegou à residência, ele encontrou Janete sentada em uma cadeira com a faca no peito. Ele correu e colocou a mãe no carro até a base da Way.
Equipe da Rádio Patrulha ficou na base com o corpo da vítima até a chegada da Polícia Civil e da Perícia. Em seguida, eles realizaram diligências no assentamento e conseguiram encontrar o suspeito no início da madrugada. Ele foi preso, mas negou o crime, alegando que a vítima estava descontrolada e deu a facada no próprio peito.
O homem foi levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas. Mesmo alegando inocência, Alípio foi autuado em flagrante. Em depoimento, ele alegou que a vítima estava descontrolada e golpeou o próprio peito com a faca que ficou cravada em seu corpo.
Alípio passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. O advogado José Pinheiro de Alencar Neto entrou com pedido de liberdade provisória destacando a negativa de autoria e a ausência de histórico de violência entre o casal. Agora o idoso deve ser solto.
Procure ajuda Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
CGNEWS
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS