domingo, 26 de julho, 2026
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Polícia
Criança foi levada à UPA Universitário após ser encontrada desacordada em casa; ocorrência foi registrada como morte decorrente de fato atípico.
5 de março de 2026
do Idest, com informações do CGNews
A morte de uma menina de 9 anos em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), acendeu um alerta preocupante para pais e educadores sobre os chamados “desafios virais” da internet. A suspeita é de que a criança tenha participado do chamado desafio do desodorante, prática perigosa que circula principalmente em redes sociais e incentiva a inalação de aerossóis.
De acordo com o registro policial, o pai da menina relatou que saiu de casa com a esposa para uma consulta médica do filho recém-nascido e deixou a filha aos cuidados de uma tia.
Ao retornar por volta das 14h20, perguntou pela criança e foi informado de que ela estaria dormindo. No entanto, ao tentar acordá-la, percebeu que ela não respondia.
A menina estava deitada de bruços, com um tubo de desodorante próximo ao corpo. Segundo o relato, apresentava lábios roxos e não reagia. O pai ainda tentou reanimá-la com respiração boca a boca e massagem cardíaca. Durante a tentativa de socorro, a criança chegou a vomitar, mas não voltou a respirar.
Ela foi levada por meios próprios à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, onde equipes médicas também realizaram tentativas de reanimação, sem sucesso. O óbito foi constatado por volta das 15h.
O caso foi registrado como morte decorrente de fato atípico e exames necroscópicos devem apontar a causa da morte.
A suspeita de participação no chamado desafio do desodorante reacende o alerta de especialistas sobre os chamados “desafios virais” da internet. Esses conteúdos se espalham rapidamente nas redes sociais e incentivam crianças e adolescentes a realizar ações de risco em busca de curtidas, visualizações e popularidade online.
Entre os exemplos mais conhecidos estão desafios como o do desodorante, do Superman, do desmaio e da tarja preta, que têm se espalhado em velocidade cada vez maior nas plataformas digitais.
O que antes era visto como uma prática isolada, muitas vezes copiada de um influenciador ou youtuber, hoje passou a circular de forma organizada em grupos nas redes sociais.
Especialistas explicam que muitos desses desafios são compartilhados por meio de links que levam adolescentes a grupos privados. Nesses espaços, os participantes recebem propostas de “brincadeiras” que envolvem comportamentos extremos.
Entre as práticas sugeridas estão ingestão de grandes quantidades de medicamentos, inalação de aerossóis e outras condutas de risco, geralmente associadas à busca por visibilidade nas redes sociais.
Estudos também indicam que as hashtags utilizadas para divulgar esses conteúdos frequentemente combinam o nome do desafio com termos ligados à saúde mental, estratégia que amplia o alcance entre adolescentes psicologicamente vulneráveis.
Um dos exemplos mais recentes é o chamado “Desafio do Paracetamol”, que ganhou repercussão internacional após a internação de várias crianças entre 11 e 14 anos com intoxicação no Hospital Materno-Infantil de Málaga, na Espanha, caso destacado pelo jornal espanhol El País.
Levantamento do Instituto DimiCuida aponta que, entre 2014 e 2025, ao menos 61 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 18 anos morreram no Brasil após participarem de desafios compartilhados nas redes sociais.
Os dados são compilados a partir de casos divulgados na imprensa ou relatados por famílias que procuram organizações da sociedade civil dedicadas à proteção de crianças e adolescentes.
O Ministério da Saúde não possui estatísticas oficiais específicas sobre mortes ou internações relacionadas diretamente a esse tipo de prática.
Especialistas alertam ainda que muitos desafios continuam circulando nas redes mesmo após denúncias e remoções, muitas vezes adaptados em novas versões.
Alguns comportamentos podem indicar que crianças ou adolescentes estejam envolvidos em desafios perigosos, como isolamento repentino, irritabilidade frequente, dores de cabeça intensas e uso constante de roupas que cubram todo o corpo, possivelmente para esconder manchas ou marcas.
Embora esses sinais não confirmem necessariamente a participação em desafios, especialistas afirmam que eles devem servir como alerta para pais, familiares e educadores.
O crescimento desse tipo de conteúdo ocorre em um cenário de acesso cada vez mais precoce à internet.
Estudo do Comitê Científico do Núcleo Ciência pela Infância aponta que 44% das crianças de até dois anos já estão online no Brasil. Já a pesquisa TIC Kids Online Brasil indica que cerca de 24,5 milhões de pessoas entre 9 e 17 anos utilizam internet no país, o que representa 93% dessa faixa etária.
Diante desse cenário, especialistas defendem que adolescentes com menos de 14 anos não tenham acesso irrestrito a celulares e que o uso das redes sociais seja supervisionado por pais ou responsáveis.
Quando o acesso ocorre, a orientação é que sejam utilizados aplicativos de controle parental ou que sejam estabelecidos acordos claros sobre o tempo e o tipo de conteúdo consumido na internet.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS