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'Me afoguei no próprio sangue', diz sargento ferido em confronto policial em MS

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30 de junho de 2026

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Midiamax 

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O sargento da Polícia Militar, Darlan de Freitas Leal, de 40 anos, relata ter se afogado no próprio sangue após ser ferido por criminosos, em um confronto com criminosos em Água Clara, a 192 quilômetros de Campo Grande, na segunda-feira (29).

O militar se envolveu em um confronto policial ao tentar resgatar uma vítima de sequestro por criminosos faccionados. O sargento foi atingido no ombro do lado direito, onde não teve fratura no osso, apenas na carne. Já o segundo tiro, o projétil entrou pelo lado direito do rosto, perto da mandíbula, e saiu pelo lado esquerdo da mandíbula. O segundo teve fratura, porém, não precisará fazer cirurgia.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, o militar afirmou que foi alvejado assim que saiu da viatura. Ao ser atingido, o sargento ainda atirou em direção aos criminosos na tentativa de conter a situação, mas em seguida pediu socorro à equipe policial.

“Na hora que a gente chegou, não deu nem tempo de fazer a abordagem, foi muito tiro […] Ainda fiz uns disparos em direção ao veículo deles, mas ao ver que fui atingido, gritei socorro”, relatou.

O militar contou que ao ser baleado, conseguiu andar até a viatura e sentar no banco do passageiro. Em seguida, a própria equipe o levou ao pronto-socorro da cidade.

“Por diversas vezes deu hemorragia intensa. Assim por diversas vezes me afogava com opróprio sangue”, relembrou.

Ao chegar à unidade de saúde, o militar contou que a agilidade dos profissionais foi fundamental para garantir sua vida. “Eles conseguiram estancar e cessar a hemorragia porque eu cuspia muito sangue”, explicou.

Família 

O militar segue internado em uma unidade de saúde em Campo Grande, sob forte esquema de segurança policial. O sargento contou que após ser ferido e a caminho do hospital, pensou apenas na família.

“Nesse momento, a única coisa que eu fiz foi ligar para a minha esposa. Falei que eu a amava muito e para ela cuidar do nosso filho, porque eu achei que eu não ia resistir”, contou.

O militar, que é sul-mato-grossense, conta que é policial militar há mais de 10 anos. O sargento se tornou policial em 2015 e sete anos depois foi promovido a cabo.

Já em 2023, recebeu uma nova promoção, dessa vez por mérito. Na ocasião, o então cabo foi promovido a sargento por bravura. Isso porque em 2019 esteve em um confronto na cidade de Selvíria, que terminou com capotamento de um veículo que pegou fogo.

Embora a profissão militar envolva atividades perigosas, o sargento Darlan conta que a família sempre o apoiou. “A gente sai de casa pra salvar pessoas que a gente nem conhece, colocando a nossa própria vida em risco […] a gente que está nessa área faz por vocação, por amor, mas minha família sempre me apoiou, porém sempre foi temerosos”, relata.

Confronto

De acordo com o sargento, ao se deslocar até o local da ocorrência, a equipe foi recebida com tiros. O militar explica que foi de encontro com os criminosos, e com isso, a viatura deu de cara com o veículo dos criminosos que estavam com os reféns.

“A gente não chegou por trás deles, chegamos pela frente e fomos recebidos com muitos tiros”, conta.

O militar conta que foi durante o tiroteio que a vítima conseguiu pular do veículo e fugir dos criminosos. Contudo, acabou sendo baleado no ombro por um dos criminosos.

Nessa troca de tiros, além da vítima atingida no braço, o sargento foi baleado por dois disparos, na mandíbula e no braço direito. Ele foi socorrido e transferido para Campo Grande em vaga zero.

Morte de ‘Cabuloso’

Ainda, durante as diligências do primeiro confronto, os policiais foram até o local onde estava um segundo envolvido na ação. No local, os agentes deram ordem de parada, sendo que um deles empreendeu fuga para os fundos do quintal e sacou um revólver calibre .38.

Assim, os policiais civis que estavam na ação efetuaram disparos e atingiram o suspeito. Inicialmente, ele foi socorrido ainda com vida e encaminhado para atendimento médico; no entanto, não resistiu e morreu.

No local, os policiais localizaram e apreenderam porções de substâncias entorpecentes e o revólver que estava carregado e era utilizado pelo suspeito. Agora, a polícia continua em diligências para localizar e prender os demais envolvidos na ação.

Midiamax 

São Gabriel do Oeste

PM afasta policial e instaura investigação após adolescente ser atingida durante abordagem

Corporação afirma que disparo foi acidental, prestou socorro imediato à vítima e apura as circunstâncias do caso.

PM afasta policial e instaura investigação após adolescente ser atingida durante abordagem

30 de junho de 2026

PM afasta policial e instaura investigação após adolescente ser atingida durante abordagem

 

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A Polícia Militar informou, por meio de nota oficial divulgada nesta terça-feira (30), que instaurou procedimento investigativo para apurar as circunstâncias do disparo que atingiu uma adolescente de 14 anos durante uma abordagem policial realizada na noite de segunda-feira (29), em São Gabriel do Oeste. A corporação também anunciou o afastamento do policial militar envolvido das atividades operacionais enquanto as investigações estiverem em andamento.

PM afirma que disparo ocorreu durante abordagem

De acordo com a nota, a equipe policial realizava a tentativa de abordagem a uma motocicleta Honda Biz ocupada por dois adolescentes após identificar situação de fundada suspeita. Conforme a corporação, o condutor não teria obedecido inicialmente à ordem de parada, sendo necessário o acompanhamento tático.

Segundo a PMMS, após a interrupção do deslocamento da motocicleta, ocorreu um disparo acidental da arma de fogo portada pelo policial militar durante a abordagem. As circunstâncias do ocorrido serão apuradas por meio dos procedimentos investigativos instaurados pela instituição.

Equipe prestou socorro à vítima

A Polícia Militar destacou que os próprios policiais envolvidos na ocorrência prestaram os primeiros socorros à adolescente atingida, além de acionarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pelo encaminhamento da vítima para atendimento hospitalar especializado.

A corporação informou ainda que a jovem recebeu atendimento médico e que o caso foi comunicado aos órgãos competentes para as providências legais cabíveis.

Policial foi afastado das atividades operacionais

Em nota, a PMMS informou que o policial militar envolvido no disparo foi afastado das atividades operacionais e permanecerá à disposição da instituição durante o andamento das investigações.

A corporação também ressaltou que, durante a ocorrência, foi constatado que o condutor da motocicleta não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria informado aos policiais que utilizava o veículo com autorização da mãe, motivo pelo qual foram adotadas as medidas administrativas previstas na legislação de trânsito.

PM reafirma compromisso com transparência

Ao final da nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul afirmou lamentar profundamente o ocorrido e reiterou seu compromisso com a legalidade, a transparência, a responsabilidade institucional e a preservação da vida.

A instituição também declarou solidariedade à adolescente ferida e aos seus familiares, enquanto prosseguem as investigações sobre o caso.

Policia

Dívida de droga pode ter motivado execução em bar, diz comandante do Bope

Dupla saiu de Pedro Gomes para Coxim e morreu em confronto com policiais durante fuga pela rodovia

Dívida de droga pode ter motivado execução em bar, diz comandante do Bope

29 de junho de 2026

Dívida de droga pode ter motivado execução em bar, diz comandante do Bope

 

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A polícia suspeita que o assassinato de Jonatas Douglas da Silva Oliveira, de 22 anos, executado na noite de sábado (27), em um bar de Coxim, tenha sido motivado por cobrança de dívida de droga. A informação foi repassada na manhã desta segunda-feira (29), durante coletiva de imprensa, pelo comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), coronel Rigoberto Rocha.

Segundo o coronel, os dois homens apontados como autores do crime eram de Pedro Gomes e foram até Coxim apenas para matar a vítima. Eles morreram horas depois em confronto com policiais do Bope, na rodovia entre Coxim e Rio Verde. A polícia apura se a execução foi ordenada ou financiada por uma terceira pessoa.

“A gente suspeita e está apurando que tenha ligação com cobrança de droga, cobrança desse meio do crime. Quando um elemento está devendo para outro criminoso, ele cobra dessa forma”, afirmou Rigoberto Rocha.

Ainda conforme o comandante, os suspeitos passaram por Rio Verde, pegaram uma motocicleta e seguiram para Coxim, onde cometeram o crime. Depois da execução, teriam abandonado a moto e usado um Fiat Uno para tentar fugir.

A polícia também trabalha com a hipótese de que alguém tenha mandado matar Jonatas. “Possivelmente, pode haver alguém financiando, alguém mandando. Então, a gente segue em diligência para tentar apurar mais alguma coisa”, disse o coronel.

Câmera registrou execução - As imagens mostram que os suspeitos chegaram ao bar por volta das 21h09. Jonatas estava sentado com uma criança no colo, aparentemente dormindo. Uma mulher estava em pé ao lado dele e um casal permanecia sentado próximo à vítima. O atirador se aproximou e fez os disparos.

Mesmo ferido, Jonatas conseguiu se levantar e entregar a criança para a mulher que estava ao lado. Em seguida, caiu no chão. A criança não foi atingida.

Segundo o coronel, a cena chamou atenção pela agressividade dos criminosos. “Graças a Deus, a criança saiu ilesa. A mãe, não sei se é a mãe que está do lado ali, numa tentativa até de proteger a criança na hora dos tiros, também sai ilesa. Mas essa vítima vem a óbito”, afirmou.

Depois do crime, as imagens mostram um homem desesperado repetindo: “Olha o que eu falei, olha o que eu falei, cara, meu Deus do céu”. A mulher que ficou com a criança voltou chorando e gritando “não”. Ela tentou se aproximar do corpo, mas foi contida.

No local, a polícia recolheu o celular de Jonatas e uma porção de maconha que estava no bolso dele. Testemunhas relataram que a vítima poderia ter ligação com a venda de drogas para uma facção, mas a informação ainda é investigada.

(Foto: Divulgação)

Suspeitos morreram em confronto - Horas depois do assassinato, policiais do Bope, que atuavam na Operação Protetor de Divisas, montaram um bloqueio na rodovia entre Coxim e Rio Verde após receberem informações sobre a fuga dos suspeitos. Eles estavam em um Fiat Uno com as mesmas características do veículo usado depois da execução.

Segundo a polícia, durante a tentativa de abordagem, o motorista não parou. Os ocupantes desceram do carro e atiraram contra a equipe. Os policiais reagiram e atingiram os dois suspeitos, que foram socorridos ao Hospital Municipal de Rio Verde, mas não resistiram.

Dentro do Fiat Uno, foram encontrados um capacete e roupas semelhantes às usadas no assassinato de Jonatas, além de duas munições calibre .38, uma munição calibre .22 e um celular Samsung azul.

Com os suspeitos, a polícia apreendeu um revólver calibre .22 com uma munição deflagrada e um revólver calibre .32 com uma munição deflagrada, uma percutida e duas intactas.

A polícia ainda procura um terceiro envolvido no crime, identificado como Douglas da Silva Oliveira. As investigações continuam para esclarecer quem ordenou a execução e se há ligação direta com organização criminosa.

(Foto: Reprodução )