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Mães com bebês de colo eram usadas para levar droga de MS ao PR

As investigações começaram em agosto de 2025, após a prisão de uma mulher flagrada com mais de dois quilos de crack dentro de um ônibus no Paraná.

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28 de fevereiro de 2026

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g1 MS

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Mulheres que viajavam de ônibus com crianças e bebês de colo eram usadas paratransportar drogas de Mato Grosso do Sul para o Paraná, numa tentativa de despistar a fiscalização nas estradas. O esquema, segundo a polícia, era comandado por um detento de dentro do Presídio de Segurança Máxima de Mato Grosso do Sul e é alvo da Operação “Matrioska”, deflagrada na quarta-feira (25). 

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Paraná, com apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), responsável pelo cumprimento de mandados em Campo Grande. 

Como funcionava o esquema

Conforme as investigações, o grupo levava principalmente crack e cocaína de Mato Grosso do Sul para cidades do Paraná, com destaque para Pato Branco. 

As drogas eram transportadas em ônibus de linha por mulheres que, muitas vezes, estavam acompanhadas dos filhos. Para a polícia, a presença das crianças era uma estratégia para evitar suspeitas durante abordagens e fiscalizações.

As investigações começaram em agosto de 2025, após a prisão de uma mulher flagrada com mais de dois quilos de crack em um ônibus no Paraná. A partir desse caso, os policiais identificaram uma organização estruturada, com divisão clara de funções. 

Ordens saíam de dentro da prisão

Mesmo preso, o líder do grupo continuava comandando as ações. Segundo a apuração, ele definia as rotas da droga, coordenava a distribuição e controlava o dinheiro obtido com o tráfico. 

Durante buscas na cela do detento, realizadas com apoio de policiais penais e do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP), sete celulares foram apreendidos. A suspeita é de que os aparelhos eram usados para manter contato com integrantes da organização fora do presídio. 

Além do tráfico, o grupo também é investigado por lavagem de dinheiro. Para esconder a origem ilícita dos valores, eram usadas contas bancárias de terceiros, os chamados “laranjas”. 

Ao todo, a Justiça autorizou 24 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e contas. As ordens foram cumpridas no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina, incluindo a cidade de Concórdia. 

Durante a operação, duas pessoas que estavam foragidas foram presas. Outras três foram detidas em flagrante por tráfico de drogas. Um adolescente também foi apreendido por ato infracional análogo ao tráfico. 

Segundo a polícia, o nome “Matrioska” faz referência à boneca russa que guarda outras menores dentro dela, simbolizando a estrutura em camadas da organização criminosa. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.

g1 MS

Polícia

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

26 de julho de 2026

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

 

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A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.

Retenção da carga segue até conclusão de perícias

De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.

O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.

Operação Timber Shield apreendeu madeira na fronteira

A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.

Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.

PF conclui análise de fragmentos e não encontra cocaína

A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.

Próximos passos dependem de procedimentos ainda pendentes

A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.

O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.

Defesa questiona armazenagem e busca liberação para entrega ao comprador

Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.

Polícia

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

26 de julho de 2026

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

 

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Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.

A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.

A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave. 

Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.

Prefixo da aeronave estava adulterado

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.

Na aeronave, foram apreendidos:

- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;

- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;

- sete celulares;

- um tablet;

- uma antena de internet via satélite Starlink;

- dinheiro em espécie.

De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.

Droga seria levada para São Paulo

Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.

Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.

Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.

g1 MS