domingo, 26 de julho, 2026
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Polícia
Vítima apresentou hematomas, marca de mordida e fratura; suspeitos foram autuados por maus-tratos com lesão grave, e polícia pediu prisão preventiva.
17 de fevereiro de 2026
do idest
A Polícia Civil, com apoio da Guarda Municipal de Dourados (GMD), na segunda-feira (16), prendeu em flagrante dois adultos de 19 anos, mãe e padrasto de uma criança de 1 ano e 8 meses, suspeitos de agressões em Dourados, após a vítima dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões; os responsáveis relataram uma versão considerada incompatível com o quadro clínico, e a ocorrência foi encaminhada às forças de segurança.
Segundo o registro, a criança apresentou hematoma na região ocular, lesão na testa, marca de mordida na parte superior das costas, dor intensa no membro inferior esquerdo e fratura no fêmur esquerdo, confirmada por exame de imagem, com imobilização do membro.
Durante o atendimento, a equipe constatou que o conjunto das lesões não correspondia ao relato inicial dos responsáveis, o que motivou o acionamento imediato da GMD e, na sequência, da PCMS, que assumiu a condução da ocorrência e da investigação.
De acordo com a PCMS, o homem confessou as agressões em interrogatório e afirmou que chutou o rosto da criança e a arremessou contra a cama, ações que teriam causado parte das lesões constatadas.
A outra investigada também teve participação apontada como direta. Ela confessou ter mordido a criança na região das costas. Conforme a apuração, os dois disseram que agrediram a vítima porque ela não parava de chorar.
A mulher foi presa em flagrante na própria UPA, onde acompanhava a criança internada. As investigações indicaram que as agressões ocorreram no interior da residência do casal, onde foi realizada diligência para individualizar a conduta de cada envolvido, com registros juntados aos autos.
Os dois foram autuados em flagrante por maus-tratos, se do fato resulta lesão corporal de natureza grave. A PCMS informou que representou pela decretação da prisão preventiva de ambos, citando a gravidade das agressões, a idade da vítima e sua vulnerabilidade.
A PCMS informou que a criança permanece sob cuidados médicos, com acompanhamento da rede de proteção.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS