quinta, 04 de junho, 2026
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Polícia
João Augusto Borges de Almeida foi sentenciado por duplo feminicídio e ocultação de cadáver; crime ocorreu em maio do ano passado.
28 de maio de 2026
do Idest, com informações do Midiamax
João Augusto Borges de Almeida, de 22 anos, foi condenado a 67 anos e três meses de prisão pelo assassinato da companheira, Vanessa Eugênio Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênio Borges, de apenas 10 meses. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (27), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
O réu foi condenado pelos crimes de duplo feminicídio e ocultação de cadáver, devendo cumprir a pena em regime fechado.
A sentença foi assinada pelo juiz de Direito Aluízio Pereira dos Santos.
Durante o interrogatório realizado no julgamento, João Augusto alegou que foi induzido a afirmar, na delegacia, que teria cometido o crime por não aceitar a separação e não querer pagar pensão.
“Eu fui induzido a falar isso. Conforme tantas perguntas sobre o mesmo assunto, acabei confirmando”, declarou.
O acusado também afirmou que teria perdido o controle após receber um tapa da companheira.
“Fora de controle, totalmente fora de controle e sem consciência. Não foi exatamente por causa de uma mulher; poderia ter sido até minha irmã. Mas eu nunca levei um tapa na cara, então, isso aí me deu um excesso de raiva”, disse.
A defesa tentou a desclassificação do crime de feminicídio para homicídio, mas o pedido não foi acolhido.
João Augusto foi condenado a 31 anos de prisão pelo feminicídio de Vanessa, 31 anos e três meses pela morte da filha Sophie e mais cinco anos pela ocultação de cadáver.
Segundo relatos do julgamento, ele ouviu a sentença sem demonstrar reação.
O caso aconteceu no dia 26 de maio do ano passado. Segundo as investigações da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Vanessa foi morta após o acusado chamá-la para conversar no quarto da residência do casal.
Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro afirmou que João Augusto demonstrou frieza ao relatar o crime.
De acordo com o delegado, o acusado contou que aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” na companheira e, em seguida, matou a filha do casal por esganadura.
Após os assassinatos, João Augusto trabalhou normalmente no dia seguinte ao crime. Conforme relatado em interrogatório, ele acreditava que os corpos só seriam encontrados dias depois.
Ainda segundo a investigação, ao sair do trabalho, o acusado comprou gasolina em um posto de combustíveis e levou os corpos de Vanessa e Sophie no porta-malas de um veículo Gol até a região do Indubrasil, onde ateou fogo nas vítimas.
João Augusto foi preso no dia 27 de maio, enquanto registrava boletim de ocorrência na 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande alegando o desaparecimento da companheira e da filha.
A partir da denúncia, a DHPP iniciou as investigações que resultaram na confissão e prisão do acusado.
Polícia
Suspeitos, de 22 e 19 anos, estavam em um Renault Logan; entorpecentes seriam comercializados no município, segundo informações apuradas.
4 de junho de 2026
Dois moradores de Rio Negro, de 22 e 19 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira (4) por tráfico de drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na entrada da cidade.
Com a dupla, que ocupava um veículo Renault Logan, os policiais encontraram porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína, totalizando 147,7 gramas de entorpecentes apreendidos.
Conforme divulgado pela Polícia Militar, a abordagem ocorreu durante policiamento rotineiro realizado na entrada do município. Durante a fiscalização, os militares perceberam nervosismo por parte dos ocupantes do veículo, além de contradições nas informações apresentadas, o que motivou uma busca mais detalhada no automóvel.
Na vistoria, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha, cocaína e pasta base de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 147,7 gramas de entorpecentes.

(Foto: Divulgação PM)
Segundo informações apuradas, um dos presos já vinha sendo alvo de denúncias feitas por moradores relacionadas à suposta comercialização de drogas na cidade. A suspeita é de que os entorpecentes apreendidos seriam destinados à venda em Rio Negro.
Após a apreensão, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.
A ação integra o trabalho de fiscalização e combate ao tráfico de drogas realizado pelas forças de segurança na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.