domingo, 26 de julho, 2026
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Cinco pessoas foram presas suspeitas de participar de um esquema que simulava uma pesquisa sobre a vacina da dengue para coletar dados pessoais de moradores em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Entre os suspeitos estão uma idosa de 69 anos, três mulheres de 55, 56 e 57 anos, além de um homem de 44 anos.
A ocorrência foi registrada no bairro Manuel Padial Urel. Equipes da Polícia Militar, foram acionadas para atender denúncia de possível prática de estelionato e usurpação de função pública. A suspeita é que os dados seriam usados depois em outros golpes.
De acordo com boletim de ocorrência, uma testemunha informou que na quinta-feira (19), por volta das 14h, uma mulher se apresentou em um endereço, no bairro Jardim Ivone, como pesquisadora de uma empresa.
A abordagem incluía perguntas sobre a existência de crianças entre 10 e 14 anos na residência e convite para participação em uma suposta pesquisa sobre a vacina da dengue. A justificativa era atingir a meta de 75 entrevistas no bairro. Ao final, era prometido pagamento de R$ 30 via Pix.
Um detalhe levantou suspeita. A entrevistadora orientava que, caso a pessoa fosse questionada novamente sobre a participação, deveria responder que não e só depois explicar o motivo.
Na delegacia, outras testemunhas confirmaram abordagens semelhantes. Segundo os relatos, os suspeitos coletavam dados de crianças e adolescentes, como nomes, documentos, e-mails e chaves Pix.
Também há relatos de que alguns dos envolvidos se apresentavam como agentes de saúde e, em um dos casos, como integrantes do Governo Federal.
As versões sobre a origem dos entrevistadores também divergiam. Para alguns moradores, diziam ser de Campo Grande. Para outros, afirmavam ser de Dourados.
Outro ponto considerado irregular é que a suposta pesquisa não foi comunicada às prefeituras dos municípios onde estava sendo realizada.
Durante a abordagem, foram apresentados documentos indicando que a pesquisa teria como contratante uma empresa. Uma das envolvidas, que se identificou como coordenadora de campo, afirmou que o levantamento é de caráter qualitativo sobre o conhecimento da vacina contra a dengue. Ela negou ter se apresentado como agente de saúde e disse que as entrevistadoras atuam como freelancers, com treinamento formalizado.
Segundo a versão apresentada, o pagamento de R$ 30 via Pix era oferecido como incentivo, já que as entrevistas tinham duração entre 20 e 30 minutos.
Diante da repercussão e da desconfiança gerada, a Polícia Militar encaminhou os suspeitos, testemunhas e vítimas.
Em conversa com o Campo Grande News, o prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos (PSDB), informou que o secretário municipal de Saúde foi até a delegacia para esclarecer que os suspeitos não fazem parte do quadro de funcionários do município.
“Algumas pessoas se passavam por agente comunitário de saúde e estava bastante intensa a ação do grupo, hoje foram pegos pela polícia. Foram encaminhados para a delegacia, não sei detalhes. Mas a casa deles caiu. O delegado pediu que enviasse a chefia dos agentes para relatar o que estava acontecendo, prestar esclarecimento e dizer que essas pessoas não fazem parte do corpo de funcionários do município”, disse.
CGNEWS
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS