domingo, 26 de julho, 2026
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Uma ofensiva policial de grande porte escancarou a atuação de uma quadrilha perigosa que vinha espalhando medo na região norte de Mato Grosso do Sul. A ação, realizada em Coxim e em cidades vizinhas, terminou com um suspeito morto, prisões e a apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra.
Tudo começou após o roubo de uma motocicleta em Rio Verde de Mato Grosso, no último dia 22. A partir daí, policiais do Batalhão de Choque, do 5º BPM e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MS) entraram em cena e começaram a desmontar peça por peça do esquema criminoso.
Imagens de câmeras de segurança foram decisivas para identificar um veículo usado como apoio na ação. A trilha levou os investigadores até uma propriedade rural, onde surgiu a primeira revelação: o carro envolvido havia sido entregue como “moeda de troca” em um ponto de drogas.
No endereço, a situação ficou ainda mais grave. O responsável pelo local não só confirmou participação no esquema, como revelou que o grupo não se limitava a roubos. Segundo ele, a mesma motocicleta foi usada em crimes ainda mais violentos, incluindo um homicídio em Coxim. No imóvel, os policiais encontraram drogas, roupas e itens utilizados nas ações, evidenciando que o local funcionava como base de planejamento criminoso.
A operação avançou e chegou até o Rio Coxim, onde a motocicleta roubada foi localizada escondida e já parcialmente desmontada, numa tentativa clara de dificultar a identificação. Mas o momento mais tenso ainda estava por vir.
Com novas informações, as equipes chegaram a um segundo endereço, conhecido no meio criminoso como “Paiol”, apontado como esconderijo de armas. Ao entrar no local, os policiais foram recebidos a tiros. Houve confronto imediato.
O suspeito armado acabou baleado, foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital. Dentro da casa, os policiais encontraram um arsenal que reforça o alto grau de periculosidade da quadrilha: revólver, pistola e até uma submetralhadora, além de munições.
Outros dois homens foram presos na ação e levados para a Delegacia de Polícia Civil. Todo o material foi apreendido, e as investigações seguem para identificar outros envolvidos e possíveis novos crimes que estariam sendo planejados pelo grupo.
A operação revela um cenário preocupante: criminosos organizados, armados e dispostos a agir com violência extrema. Por outro lado, mostra também a resposta firme das forças de segurança, que impediram o que poderia se tornar uma sequência ainda mais grave de ataques na região.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS