domingo, 26 de julho, 2026
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Polícia
Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi encontrada no apartamento do casal, embaixo do colchão e sem vida. O corpo foi transferido para Campo Grande, onde será velado.
25 de fevereiro de 2026
g1 MS
Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, confessou à polícia ter matado a namorada Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos. O crime aconteceu na madrugada desta quarta-feira (25), em Três Lagoas.
O g1 teve acesso ao vídeo em que o suspeito relata o crime. Ao delegado responsável pelo caso, ele disse que Beatriz queria terminar o relacionamento e que os dois brigavam com frequência. "Ela sempre colocava algum defeito em tudo o que eu fazia", afirmou.
Segundo o boletim de ocorrência, Beatriz foi encontrada morta no quarto do apartamento onde morava com o suspeito. O corpo estava embaixo do colchão e apresentava sinais de esganadura no pescoço.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou a morte da jovem.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 2h30 o próprio Wellington foi até o quartel do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) e informou que tinha cometido o crime.
Segundo Gabriel Salles, delegado responsável pela investigação, o casal namorava havia mais de um ano. Eles chegaram a manter um relacionamento a distância, até que Wellington deixou Corumbá e se mudou para Três Lagoas.
À polícia, Wellington disse que estava em Três Lagoas havia 10 dias. Ele contou que morou por um período na casa do pai da jovem e que, há três dias, os dois passaram a morar juntos no apartamento onde o crime ocorreu.
A noite do crime
No vídeo, Wellington afirmou que estava desempregado e, por isso, cuidava das tarefas domésticas.
"Ela sempre colocava algum defeito em tudo o que eu fazia. Quando ela estava trabalhando, eu estava fazendo as coisas [...] Ela falava que eu não fazia nada, que eu não prestava", contou o suspeito.
Wellington disse que, no dia do crime, buscou a namorada no trabalho. Segundo ele, a discussão começou quando foi montar um armário.
"Ela queria terminar [...] Discuti, discuti, ai a gente começou brigar, ela falou que eu não fazia nada [...] Ai acabou que aconteceu", confessou.
Depois do crime, Wellington disse que ligou para o irmão, que mora em Corumbá, contou o que havia feito e foi orientado a procurar a polícia.
Após a confissão, ele recebeu voz de prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Pronto Atendimento (Depac) de Três Lagoas. No local, foi autuado em flagrante por feminicídio.
O delegado pediu a prisão preventiva do suspeito
Velório
O corpo de Beatriz foi levado para o Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) de Três Lagoas. Após a liberação, foi transferido para Campo Grande.
Segundo a funerária, o pai da jovem decidiu que o sepultamento será em Campo Grande, onde a mãe dela mora.
Em Campo Grande o velório começa às 19h desta quarta-feira (25) e segue até às 10h de quinta-feira (26), na Av. Presidente Ernesto Geisel, 3887.
g1 MS
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS