segunda, 27 de julho, 2026
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O trabalho do Gaeco, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), resultou em 107 prisões ao longo de 2025, no enfrentamento a redes criminosas estruturadas que atuam em Mato Grosso do Sul e em outros estados do país.
Ao longo do ano, o grupo especializado deflagrou 11 operações decorrentes de investigações próprias e prestou apoio em outras oito ações conduzidas por Ministérios Públicos de diferentes estados, reforçando a integração nacional no combate ao crime organizado.
Nas ações de campo, foram cumpridos 107 mandados de prisão e 370 mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Poder Judiciário. As investigações apuram crimes como tráfico de drogas, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas com ramificações dentro e fora do sistema prisional.
Além das operações presenciais, o Gaeco/MPMS ampliou a atuação no campo da inteligência. Em 2025, foram realizadas extrações forenses em 185 dispositivos eletrônicos, sendo 108 aparelhos celulares, gerando provas utilizadas nos processos judiciais.
Também houve afastamento de sigilo de 362 contas em plataformas digitais e interceptação de 294 linhas telefônicas, todas com autorização judicial, fortalecendo o rastreamento das estruturas financeiras e operacionais das facções.
O grupo também prestou apoio direto a 52 solicitações de outras forças de segurança pública, além das oito demandas vindas de Ministérios Públicos de outros estados, ampliando a cooperação interinstitucional no combate à criminalidade organizada.
Em 2025, o Gaeco/MPMS consolidou a estratégia de asfixia financeira como eixo central das investigações. Como resultado, mais de R$ 10 milhões em bens e valores foram indisponibilizados, incluindo veículos de luxo, imóveis e dinheiro em espécie, reduzindo a capacidade logística e operacional das organizações criminosas.
As investigações avançaram sobre esquemas de lavagem de dinheiro, empresas de fachada e estruturas usadas para dar aparência legal a recursos oriundos do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.
As operações realizadas ao longo do ano atingiram diferentes frentes do crime organizado. No narcotráfico, as operações Snow e Blindspot desarticularam esquemas de transporte de drogas em Campo Grande e cidades da fronteira, inclusive com a participação de policiais e ordens partindo de dentro de presídios.
No combate à corrupção, as fases da operação Malebolge investigaram fraudes em licitações e pagamento de propinas em prefeituras e órgãos públicos do interior do Estado. Já as operações Copertura e Fachada miraram empresas utilizadas para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A repressão às milícias e ao jogo do bicho foi intensificada com a operação Successione, enquanto a Ad Blocker teve foco em fraudes eletrônicas e uso de criptomoedas para financiamento do crime.
Entre janeiro e dezembro, o Gaeco/MPMS deflagrou ou participou das seguintes operações: Snow (2ª fase), Ad Blocker, Malebolge (1ª e 2ª fases), Blindspot (1ª e 2ª fases), Spotless, Copertura, Blindagem, Successione (4ª fase) e Fachada.
Com os resultados obtidos em 2025, o Gaeco/MPMS encerra o ano reforçando seu papel estratégico na segurança pública e no enfrentamento ao crime organizado, com foco na responsabilização penal e no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas.
Polícia
A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.
26 de julho de 2026
A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.
De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.
O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.
Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.
A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.
A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.
O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.
Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.
Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.
Polícia
Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.
26 de julho de 2026
Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.
A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.
A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave.
Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.
Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.
Prefixo da aeronave estava adulterado
Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.
Na aeronave, foram apreendidos:
- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;
- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;
- sete celulares;
- um tablet;
- uma antena de internet via satélite Starlink;
- dinheiro em espécie.
De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.
Droga seria levada para São Paulo
Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.
Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.
Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.
g1 MS