quarta, 03 de junho, 2026
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Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.
Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.
Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.
O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.
De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.
A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.
Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.
Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.
Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.
Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.
A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.
Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.
Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.
O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.
De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.
A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.
Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.
Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.
Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.
Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.
A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.
Policia
Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.
3 de junho de 2026
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.
Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.
As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.
Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.
As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.
Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.
As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.
Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.
Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.
A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.
Policia
Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço
3 de junho de 2026
Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.
Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.
A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.
Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.