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Após desvio de R$ 1,5 milhão em agência, integrante do "Cangaço Digital" volta à prisão por suspeita

Ele integrava quadrilha que ganhou notoriedade nacional ao ser classificado como evolução do "Novo Cangaço"

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23 de janeiro de 2026

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do Idest, com informações do CGNews

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Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.

Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.

Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.

Como a polícia descreve o “Cangaço Digital”

O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.

De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.

Operação Chargeback e suspeita de transações fictícias

A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.

Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.

Mandados, bloqueios e apreensões

Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.

Outros presos e desdobramentos

Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.

A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.

Condenação por desvio em agência bancária

Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.

Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.

Como a polícia descreve o “Cangaço Digital”

O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.

De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.

Operação Chargeback e suspeita de transações fictícias

A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.

Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.

Mandados, bloqueios e apreensões

Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.

Outros presos e desdobramentos

Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.

A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.

Polícia

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

A apuração segue com pendências do Instituto Nacional de Criminalística; Polícia Federal já determinou inquérito.

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

26 de julho de 2026

Receita Federal aguarda novo parecer para liberar madeira apreendida em Corumbá

 

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A Receita Federal informou que ainda aguarda um segundo parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para decidir sobre a liberação de toras de madeira apreendidas em Corumbá, em junho, no âmbito da Operação Timber Shield. Segundo o órgão, a investigação não foi concluída e a carga permanece retida, com veículos já liberados e sem prisões.

Retenção da carga segue até conclusão de perícias

De acordo com a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, permanecem pendentes laudos periciais do INC. A Polícia Federal também determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita.

O órgão afirmou que a retenção tem natureza cautelar e que a carga permanecerá sob guarda até a conclusão dos trabalhos. A Receita disse ainda que caminhões foram liberados e que não houve prisões.

Operação Timber Shield apreendeu madeira na fronteira

A apreensão ocorreu em 21 de junho, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, realizada pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e forças de segurança bolivianas e dos Estados Unidos. Foram registradas oito carretas, quatro em Corumbá e outras quatro em Cáceres, totalizando 260 toneladas de madeira.

Na divulgação feita à época, a Receita Federal estimou a possível existência de entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida impregnada na madeira.

PF conclui análise de fragmentos e não encontra cocaína

A Polícia Federal concluiu, na semana passada, a análise de fragmentos coletados em Corumbá e informou que não foi encontrada nenhuma substância relacionada a entorpecentes nas quatro carretas retidas. O laudo teria sido produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul e finalizado em 17 de julho.

Próximos passos dependem de procedimentos ainda pendentes

A Receita Federal declarou que a liberação da mercadoria dependerá da conclusão das análises e de procedimentos que ainda estão pendentes, além da verificação de que não há outras irregularidades que impeçam o prosseguimento da operação aduaneira.

O órgão informou que Receita Federal, Polícia Federal e MPF realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição.

Defesa questiona armazenagem e busca liberação para entrega ao comprador

Representadas pelo advogado Leandro Lobo, as defesas de transportadoras e importadoras apontam o custo da armazenagem como responsabilidade das empresas. A Receita Federal afirmou que eventual pedido de ressarcimento poderia ser apresentado pelos meios administrativos próprios, sujeito à análise do caso concreto e à comprovação de valores e prejuízos, sem reconhecimento automático.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadoras e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é que a carga seja liberada o mais rápido possível para ser entregue ao comprador.

Polícia

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

Segundo a polícia, helicóptero foi visto em baixa altitude, sem plano de voo e com transponder desligado.

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

26 de julho de 2026

Helicóptero perseguido em MS leva 2 homens à prisão e apreensão de 345 kg de cocaína

 

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Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos neste sábado (25) após uma perseguição aérea na zona rural de Anhanduí, distrito de Campo Grande. Com eles, foram apreendidos 345,8 quilos de cocaína que, segundo os suspeitos, seriam levados para São Paulo.

A ação foi realizada por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com apoio da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Conforme o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a operação começou durante um patrulhamento na zona rural de Maracaju. Os policiais avistaram um helicóptero voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira.

A aeronave Harpia, do DOF, foi acionada e localizou o helicóptero. Durante a perseguição, os policiais usaram uma câmera de alta resolução para identificar o prefixo da aeronave. 

Em consulta aos órgãos de controle da aviação, os agentes constataram que o helicóptero estava com o transponder desligado e não tinha plano de voo registrado.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes fizeram manobras para tentar escapar. No entanto, pousaram em uma fazenda em Anhanduí e foram presos.

Prefixo da aeronave estava adulterado

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o prefixo do helicóptero havia sido adulterado com um adesivo para esconder a identificação verdadeira.

Na aeronave, foram apreendidos:

- 191,6 quilos de cloridrato de cocaína;

- 154,2 quilos de pasta-base de cocaína;

- sete celulares;

- um tablet;

- uma antena de internet via satélite Starlink;

- dinheiro em espécie.

De acordo com o DOF, a quantidade total de droga apreendida foi de 345,8 quilos.

Droga seria levada para São Paulo

Aos policiais, os dois pilotos disseram que foram contratados para transportar a carga de Bela Vista até o interior de São Paulo.

Segundo os pilotos, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai.

Os suspeitos, o helicóptero e o material apreendido foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados.

g1 MS