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Ações por pensão para idosos dobram e expõe caso de pai abandonado por 16 filhos

Legislação que permite esse acionamento ganhou destaque no caso do ator Stênio Garcia, de 94 anos

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8 de maio de 2026

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CGNEWS

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Prevista em lei, a possibilidade de os pais procurarem a Justiça para cobrar ajuda financeira dos filhos acaba ganhando contornos dramáticos na vida real, com rompimento dos laços afetivos. Entre os casos mais comuns está aquele em que um único filho ou filha fica responsável pelos cuidados do pai ou da mãe até não conseguir mais arcar sozinho com as despesas.

O defensor público Marcelo Marinho, coordenador do  Nufam (Núcleo de Família e Sucessões), afirma que muitos idosos acabam desistindo da ação justamente pelo desgaste emocional. “Alguns vêm meio contrariados, motivados por aquele filho que assumiu sozinho os cuidados, mas acabam desistindo por conta do afeto”, relata.

A legislação que permite esse acionamento da Justiça ganhou destaque no caso do ator Stênio Garcia, de 94 anos, que processou as filhas.

De acordo com o levantamento do Núcleo, de janeiro a maio de 2026, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul ajuizou 60 ações de alimentos de idosos. De acordo com Marinho, a estimativa é que o órgão atenda uma média de 150 casos por ano. Segundo ele, a procura praticamente dobrou nos últimos anos. “A gente tinha uma média de sete ou oito casos por mês. Hoje, estamos atendendo cerca de 15 idosos mensalmente”, afirma.

Um dos casos que mais marcou o defensor envolvia um idoso em situação crítica e praticamente abandonado pelos 16 filhos. Segundo ele, a Defensoria reuniu toda a família e conseguiu um acordo para dividir tanto os custos financeiros quanto os cuidados diários. “Um filho ficou responsável por um período, outro assumiu outro momento. Houve divisão das despesas e também dos cuidados”, conta.

O cenário mais presente é que pais aposentados necessitem do apoio financeiro dos filhos para comprar medicamentos, pagar a mensalidade do plano de saúde ou fazer tratamentos de saúde. O defensor Marcelo Marinho afirma que os casos mais recorrentes envolvem idosos acima dos 70 anos, muitos já sem autonomia. “A dificuldade de locomoção, de se alimentar e o alto custo de medicamentos acabam levando ao pedido de alimentos”, explica.

Na Defensoria Pública, uma das tentativas é justamente evitar o agravamento desses conflitos. Antes do ajuizamento da ação, equipes de psicólogos e assistentes sociais tentam promover acordos familiares. “A gente busca primeiro restabelecer os vínculos familiares para tentar solucionar da melhor forma possível”, explica Marcelo Marinho.

Outro caso acompanhado pelo defensor chamou atenção pela inversão emocional dos papéis. Um pai idoso acionou judicialmente o filho para conseguir ajuda financeira com medicamentos e tratamento de saúde. Como defesa, o filho alegou que o pai nunca havia pago pensão durante sua infância. Ainda assim, Marcelo Marinho explica que a obrigação pode existir. “Se houver comprovação da necessidade, o filho tem que contribuir. Só em situações extremas de abandono afetivo total é que existem decisões afastando essa obrigação”, afirma.

Com 75 ações sobre o tema, o advogado Cleiton Martinez explica que, basicamente, o pai ou a mãe pode requerer judicialmente em qualquer situação que o deixe em condição de vulnerabilidade. Os processos tramitam nas Varas de Família.

“O exemplo mais comum é no caso em que um desses pais perde a renda ou ela se torna pequena diante das necessidades diárias”, diz Martinez, que é membro da Comissão de Família da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e do IBDFAM/MS (Instituto Brasileiro de Direito de Família e Sucessões).

Conforme o advogado, o Código Civil estabelece que o dever de prestar alimentos é recíproco. Ou seja, filhos cuidam de pais, e pais cuidam de filhos. Já o Estatuto da Pessoa Idosa garante que se o idoso não tiver meios de prover sua subsistência, a obrigação é dos filhos. Marcelo Marinho destaca que o idoso não é obrigado a processar todos os filhos. “Ele pode escolher contra quais filhos vai entrar com a ação. A contribuição é fixada de forma proporcional às necessidades e às condições financeiras de cada um”, explica.

“A pessoa que precisa dos alimentos pode requerer a qualquer um dos filhos, assim como o filho que se torna exclusivamente responsável por pagar os alimentos ao pai ou mãe, pode ajuizar uma ação de regresso contra os demais irmãos. O juiz sempre analisará a condição de quem paga os alimentos, a necessidade de quem deve receber e também a razoabilidade para que possa definir a quantia mais justa para o caso concreto”, afirma Martinez.

O advogado avalia que dois fatores levaram ao aumento das ações. O primeiro é que os pais não tinham conhecimento deste direito. O segundo é financeiro. “O índice de pais aposentados com baixa renda tem aumentado, assim como as necessidades de tratamentos específicos que os planos de saúde não oferecem ou, até mesmo, os pais não têm planos de saúde ativos”. Marcelo Marinho também atribui o aumento à situação econômica. “A questão financeira geral influencia bastante. Muitos idosos têm aposentadoria, mas ela já não é suficiente para cobrir principalmente os gastos com saúde”, afirma.

A experiência escancara que a ação tende a ter alto custo emocional. “Em alguns casos, não existe nenhum conflito familiar, mas quando todos tomam conhecimento da ação proposta, os laços são rompidos. É muito delicado. Alguns idosos pensam, inclusive, em desistir da ação porque o convívio fica prejudicado”, diz o advogado.

No entanto, Cleiton Martinez acrescenta que o abandono afetivo também pode resultar em indenização por danos morais. “O abandono afetivo é gerado quando não se dá atenção necessária ao ente familiar. Se aplica nestes casos de pais que recebem alimentos dos filhos, mas os filhos os abandonam e deixam de dar carinho, afeto, atenção e com isso gera o dano psicológico, considerado ilícito civil com possibilidade de reparação por danos morais”, conclui.

CGNEWS

Policia

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

Caminhão avaliado em mais de R$ 110 mil foi levado para a fronteira com a Bolívia após criminosos atraírem vítimas com proposta falsa de transporte.

Quadrilha do "falso frete": Polícia Civil prende suspeitos de roubar caminhão e manter casal

3 de junho de 2026

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta última terça-feira (2), dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de caminhões na modalidade conhecida como “falso frete”. O crime ocorreu nas proximidades da BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e resultou no roubo de um caminhão prancha VW 18.310 Titan, avaliado em aproximadamente R$ 110 mil, além da privação de liberdade de um casal de caminhoneiros por cerca de seis horas.

Casal foi atraído por falso serviço de frete

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), os criminosos utilizaram um número de telefone falso para entrar em contato com as vítimas, apresentando-se como contratantes de um serviço para transporte de tratores em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo.

Ao chegarem ao local combinado, às margens da BR-262, o casal foi abordado pelos autores, que embarcaram no caminhão. Após percorrerem alguns quilômetros por uma estrada vicinal, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando arma de fogo.

As vítimas foram obrigadas a desembarcar e permanecer em uma área de mata sob vigilância dos criminosos, enquanto um terceiro integrante do grupo assumiu a direção do veículo.

Caminhão foi levado para a fronteira

Segundo a Polícia Civil, o caminhão foi conduzido até a região de fronteira com a Bolívia, onde foi entregue ainda durante a madrugada.

Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe da Defurv iniciou diligências e trabalhos de inteligência para identificar os envolvidos.

Suspeitos confessaram participação

As investigações levaram à identificação e prisão de B.O.N., de 22 anos, no Bairro Jardim Columbia, em Campo Grande. Na sequência, os policiais localizaram e prenderam G.L.S.R., de 31 anos, apontado como responsável por transportar os criminosos e prestar apoio logístico à ação.

Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no crime.

As investigações apontam ainda a participação de outros envolvidos, que teriam sido responsáveis por conduzir o caminhão roubado até o país vizinho.

Veículo utilizado pelos criminosos foi apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam um Fiat Uno utilizado no transporte dos suspeitos entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, além de objetos relacionados à prática criminosa.

A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva dos investigados já identificados.

Investigações continuam

Segundo a corporação, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes da organização criminosa.

A Polícia Civil destacou que a rápida resposta ao caso demonstra a atuação integrada e técnica das forças de segurança no combate aos crimes contra o patrimônio, especialmente aqueles envolvendo furtos e roubos de veículos.

Informações e denúncias podem ser encaminhadas à DEFURV pelo telefone (67) 3309-8020, inclusive via WhatsApp. O sigilo da fonte é garantido.

Policia

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

Homem também a ameaçou de morte enquanto a segurava pelo pescoço

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

3 de junho de 2026

Mulher é agredida pelo companheiro e foge para casa de filho em Coxim

 

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Uma mulher procurou ajuda da Polícia Militar após ser agredida e ameaçada de morte pelo companheiro durante uma crise de ciúmes, na noite de terça-feira (2), em Coxim.

Segundo boletim de ocorrência, a vítima relatou que estava na residência do convivente quando ele passou a ofendê-la com palavras de baixo calão e iniciou as agressões físicas com socos e tapas.

Ainda conforme o relato, em determinado momento o homem segurou o pescoço da mulher com força e fez ameaças de morte. "Vou lhe matar, você sabe que eu posso lhe matar, vou meter uma faca em você", teria dito o agressor.

A vítima contou aos policiais que o suspeito mantinha duas facas na janela da residência, utilizadas para travar a abertura do imóvel. Temendo as ameaças, ela conseguiu fugir e correu até a casa do filho, localizada nas proximidades, onde pediu ajuda e acionou a Polícia Militar.

Os policiais realizaram buscas na residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.