terça, 23 de junho, 2026
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Bruna Marquezine abriu o coração ao revisitar um dos períodos mais intensos de sua vida pessoal e profissional durante participação no evento “Power Talks”, em São Paulo. A atriz, hoje com 30 anos, relembrou que, aos 18, enfrentou uma combinação delicada de fatores que, consequentemente, impactaram diretamente sua rotina e sua saúde emocional.
Na época, ela conciliava a ascensão como protagonista da novela “I Love Paraisópolis” (2015) com a forte exposição do relacionamento com o atleta Neymar. Além disso, segundo ela, o momento exigia uma entrega profissional ainda maior, enquanto sua vida pessoal se tornava pauta constante fora das telas.
Durante o evento Power Talks, Bruna explicou que a novela já estava no ar quando assumiu o protagonismo, o que aumentou a pressão. “Foi um momento muito vulnerável da minha vida, tinha completado 18 anos, estava fazendo uma novela que não estava indo muito bem. Me tornei protagonista desta novela já com ela no ar, até em uma tentativa de ganhar o público…”, relembrou.
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Além disso, a atriz destacou que a exposição do relacionamento e a cobrança profissional aconteciam simultaneamente, o que intensificava seu desgaste emocional. “Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal, que estava muito exposta, não por escolha. Estava lidando com o peso de uma vida pessoal muito exposta, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do ‘contamos com você’”, afirmou.
Nos bastidores, porém, a situação se tornava ainda mais sensível. Bruna contou que chorava com frequência e chegou a ser alvo de uma reclamação interna. Assim, acabou sendo chamada para uma conversa em que ouviu uma frase que a marcou profundamente.
Eu chorava com muita frequência nos bastidores e fizeram uma reclamação no RH de que eu chorava muito e atrapalhava a maquiagem”.
“Hoje em dia faço piada, mas fui chamada para uma reunião e ouvi de um homem que eu precisava ser como tal atriz e a seguinte frase: ‘Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar’. Aquilo me feriu profundamente. Eu estava tão vulnerável”, relatou.
Ela atuava em “I Love Paraisópolis” (2015), fase que, portanto, acabou deixando marcas emocionais importantes. Ainda assim, com o tempo e o processo de terapia, Bruna passou a ressignificar a experiência. “A síndrome da impostora começou ali. Hoje olho para aquela menina com muito afeto. Trabalhei com um ator que, nos bastidores, tinha um desempenho terrível, mas ele nunca foi chamado (para conversa). Graças à terapia, consigo olhar para trás e me acolher. Hoje não aceitaria passar por isso”, declarou.
Famosos
Recentemente, uma declaração de Vampeta durante um podcast viralizou nas redes sociais. O ex-jogador afirmou que Raphinha, da Seleção Brasileira, estaria enfrentando...
23 de junho de 2026
Recentemente, uma declaração de Vampeta durante um podcast viralizou nas redes sociais. O ex-jogador afirmou que Raphinha, da Seleção Brasileira, estaria enfrentando dificuldades financeiras.
Nesta terça-feira, dia 23 de junho, ao responder um comentário no Instagram, o jogador fez questão de negar os boatos.
“Cuidado com as coisas que tu posta sem saber a verdade, pegando histórias falsas de pessoas que não sabem nada da vida de ninguém e que não são exemplos para ninguém, pode acabar se prejudicando pela mentira dos outros”, afirmou.
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Natália Belloli, esposa de Raphinha, também se pronunciar ao conversar com o perfil Daily do Garotinho no Instagram.
“De verdade, acho um absurdo eu ter que falar sobre a minha vida financeira. Se nós ganhássemos atualmente apenas 10% do que o Raphinha ganha, já seríamos muito abençoados. Não vejo necessidade de expor isso nas minhas redes sociais, pois tenho total noção da realidade social em que vivemos”, disse ela.
Em seguida, Natália explicou o motivo de ter decidido não se pronunciar em suas redes sociais.
“Se eu fizesse um post dizendo: ‘Olha, não estou pobre, continuo rica’, iriam me chamar de sem classe. Achei que a história morreria, mas esses boatos já chegaram à Espanha, e todos estão achando que estamos passando necessidade”, concluiu.
ESPORTES
Brasil 88: Depois do Silêncio relembra bronze no torneio da Fifa
23 de junho de 2026
A campanha da seleção brasileira feminina no Torneio Experimental da Fifa, disputado na China em 1988 — considerado o embrião da Copa do Mundo da modalidade — é reconstituída no documentário Brasil 88: Depois do Silêncio, lançado nesta terça-feira (23) em uma sessão no Cine Brasília.

Produzido pelo Ministério do Esporte, o filme resgata a trajetória das primeiras jogadoras brasileiras reconhecidas internacionalmente e destaca o papel da equipe na consolidação do futebol feminino no país.
Brasil 88: Depois do Silêncio reúne imagens de arquivo e depoimentos das atletas e mostra como a equipe conquistou o terceiro lugar em meio a dificuldades estruturais e a um contexto de forte preconceito.
Entre 1941 e o início da década de 1980, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Mesmo após a liberação, as jogadoras atuavam sem apoio financeiro e com pouca visibilidade.
O documentário integra as ações da Semana Nacional do Esporte, evento que dialoga com a Copa do Mundo feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A iniciativa busca preservar a memória das atletas e aproximar novas gerações de uma história que marcou o início da modalidade no país.
A campanha brasileira no torneio de 1988 teve início com derrota por 1 a 0 para a Austrália. Na rodada seguinte, a equipe começa a pegar ritmo vencendo a Noruega por 2 a 1 — adversária que era considerada uma das principais forças da época.
Na sequência, goleou a Tailândia por 9 a 0 e garantiu a classificação. Nas quartas de final, o Brasil venceu a Holanda por 2 a 1. Na semifinal, voltou a enfrentar a Noruega, mas acabou derrotado por 2 a 1, resultado que tirou a equipe da decisão.
Na disputa pelo terceiro lugar, empatou em 0 a 0 com a China. A partida foi para disputa de pênaltis. Com a vitória, a seleção feminina assegurou a histórica medalha de bronze.
Treze atletas que participaram da campanha estavam no evento em Brasília. Elas destacaram o espírito de superação da equipe e as dificuldades enfrentadas.
Artilheira do torneio, Cebola afirmou que a campanha foi resultado da entrega do grupo. Segundo ela, a equipe poderia ter alcançado resultado ainda melhor, caso tivessem obtido mais apoio dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Não nos ajudaram com nada. Foi tudo na raça, diante de muito preconceito”, disse a primeira artilheira de uma competição feminina da Fifa, com seis gols durante o torneio – cinco deles durante a goleada diante da Tailândia.
A atacante Michael Jackson destacou o entrosamento do grupo e a qualidade técnica da equipe. Já a capitã Caju afirmou que a trajetória representa a capacidade das mulheres de ocupar espaços no esporte.
“Foi uma equipe que jogava com amor e vontade de vencer, mesmo em um período em que mulheres não podiam jogar futebol”, disse.
Outras jogadoras também relataram dificuldades no período. Russa afirmou que o grupo esperava maior reconhecimento após a competição. Fia Paulista relatou que precisou abandonar a carreira por falta de condições financeiras. Suzana destacou que jogar futebol, à época, era visto como afronta social.
Sissi afirmou que a realização da Copa do Mundo de 2027 no país representará a concretização de um sonho da geração.
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Documentário sobre primeira seleção brasileira feminina de futebol, por Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Durante a cerimônia de lançamento do filme, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, destacou a importância histórica das jogadoras.
“O governo reconhece a luta e o significado de vocês para o nosso povo. Se os homens desbravaram o futebol brasileiro na década de 1930, vocês o fizeram na de 1980. Agora vamos trabalhar pela igualdade de condições entre mulheres e homens”, afirmou.
O ministro também disse que pretende criar uma contribuição especial para garantir melhores condições de vida às atletas da geração pioneira.
A secretária extraordinária para a Copa do Mundo feminina de 2027, Juliana Agatte, ressaltou o papel do filme no resgate da memória.
“Falar de passado é falar de história. Falar de história é reconhecer. Esse filme mostra um pouco da trajetória dessas mulheres pioneiras do futebol feminino brasileiro”, disse. Ela também defendeu maior presença feminina na gestão do esporte.
A sessão no Cine Brasília reuniu cerca de 200 estudantes da rede pública do Distrito Federal. Entre eles, integrantes de equipes de base do futsal.
A estudante Sofia Mendes, da equipe Elite, afirmou que o filme confirmou relatos que já havia escutado de sua mãe, uma ex-jogadora de futebol, sobre a seleção de 1988. “Elas eram guerreiras que não desistiam nunca”, disse.
Já Sarah Gabrielly, de 12 anos, afirmou que o filme mostra como o esporte pode contribuir para a formação pessoal.
“Elas jogaram em um contexto difícil. O futebol ensina a superar desafios”, afirmou.
O documentário Brasil 88: Depois do Silêncio reforça a importância da geração de 1988 na consolidação do futebol feminino brasileiro.
A trajetória das jogadoras — marcada por ausência de estrutura e superação — é apresentada como base do avanço da modalidade nas décadas seguintes.
Segundo o ministério do Esporte, ao resgatar essa história, o filme contribui para ampliar o reconhecimento das pioneiras e para valorizar a presença das mulheres no esporte.