quinta, 04 de junho, 2026
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A supressão vegetal no bioma Pantanal registrou em 2024 a maior redução percentual entre todos os biomas brasileiros, conforme dados do MapBiomas Alerta apresentados em 15 de maio. A área desmatada caiu de 56.304 hectares em 2023 para 23.295 hectares no ano passado, uma queda de 58,6%.
O secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Artur Falcette, participou da reunião em Brasília (DF) que apresentou o relatório. Ele destacou que o resultado é fruto da combinação de fatores, entre eles o monitoramento por satélite realizado pelo Imasul, que permite detectar alterações em tempo real, e a implementação da nova Lei do Pantanal, que reforçou regras ambientais na região.
“Esse resultado não é fruto de um único fator. A sequência de novas regulamentações, a fiscalização, e o monitoramento eficiente pelo Imasul, que cobre 100% do território estadual, contribuíram para essa redução”, afirmou Falcette.
O MapBiomas Alerta compila informações de diversos sistemas oficiais e independentes que monitoram o desmatamento no Brasil por meio de imagens de satélite com diferentes resoluções. O sistema registra áreas de supressão vegetal sem considerar se a ação foi autorizada ou não pelos órgãos ambientais. O uso da terra para atividades rurais é permitido desde que respeitadas as áreas de preservação obrigatórias, conforme legislação vigente.
Jaime Verruck, titular da Semadesc, lembrou que a nova Lei do Pantanal, aprovada em dezembro de 2023 e vigente desde fevereiro de 2024, foi fundamental para a contenção da supressão vegetal. A legislação classifica o Pantanal como área prioritária para compensação ambiental, exige preservação mínima de 50% das áreas florestais e de cerrado, e 40% nas formações campestres.
Além disso, condiciona a autorização para supressão à aprovação do Cadastro Ambiental Rural, ausência de infrações ambientais recentes e análise de impacto ambiental para supressões acima de 500 hectares. Cultivos agrícolas exóticos como soja e cana-de-açúcar estão proibidos, salvo em casos de subsistência.
Verruck também destacou a criação do Fundo do Clima Pantanal, que financia programas de pagamento por serviços ambientais a moradores da região, incentivando a preservação.

Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo
O Pantanal foi o bioma que mais se destacou na redução da supressão vegetal em 2024, após um período de crescimento acelerado, com a área desmatada chegando a 56.304 hectares em 2023. A tendência foi revertida, apontando uma queda de 58,6% no ano seguinte.
Este foi o primeiro ano desde o início da série histórica do MapBiomas em que houve redução no desmatamento em todo o território nacional. A Mata Atlântica manteve-se estável, enquanto o Pampa e o Cerrado registraram quedas expressivas de 42,1% e 41,2%, respectivamente. Amazônia e Caatinga também apresentaram redução, porém em menor proporção, com 16,8% e 13,4%.
Artur Falcette ressaltou que, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito, sobretudo no reconhecimento e apoio aos produtores rurais que colaboram com a conservação do bioma Pantanal.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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