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Meio Ambiente
As colinas de Hollywood arderam incontrolavelmente na madrugada desta quinta-feira (9), no horário local, enquanto os bombeiros tentam vencer o terreno acidentado para chegar aos lugares mais altos.
9 de janeiro de 2025
Por O Globo, com agências internacionais Los Angeles
Helicóptero de combate a incêndios voa sobre letreiro de Hollywood em céu coberto de fumaça preta / Patrick T. Fallon / AFP
Incêndios sem controle
Três dos quatro grandes incêndios que atingem a região de Los Angeles ainda estão sem controle na madrugada desta quinta-feira (9), manhã no horário de Brasília, segundo o Departamento estadual de Silvicultura e Proteção contra Incêndios (Cal Fire).
Os incêndios de Pacific Palisades, com quase sete mil hectares de área consumida, o de Pasadena e o de Hollywood Hills --próximo a pontos turísticos de Hollywood, como a calçada da fama-- ainda estão com 0% de contenção, de acordo com o órgão de monitoramento.
Este conjunto de incêndios é o mais devastador da história de Los Angeles. Ao todo, cerca de 11 mil hectares na região de Los Angeles foram consumidos pelas chamas.
Escreva a legenda aquiO que são os ventos de Santa Ana, que tornam incêndios em Los Angeles 'incontroláveis'
Incêndios são reforçados por rajadas de ventos quentes e intensas. Mais de 130 mil pessoas tiveram que deixar suas casas na região.
Incêndios florestais queimaram bairros inteiros, forçaram a evacuação de milhares de pessoas e causaram várias mortes no condado de Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos.
A emergência começou quando as primeiras chamas surgiram, na manhã de terça-feira (7/1), em Pacific Palisades, um bairro rico que fica entre as Montanhas de Santa Monica e o Oceano Pacífico.
Nas horas que se seguiram, pelo menos outros três grandes incêndios ocorreram em outras áreas de Los Angeles.
O motivo pelo qual os bombeiros não conseguiram conter os incêndios são os chamados ventos de Santa Ana, que têm alimentado e espalhado as chamas.
ão ventos secos que removem a umidade da vegetação e facilitam o início dos incêndios, de acordo com Simon King, apresentador de meteorologia da BBC.
Uma vez que o fogo começa, os ventos também o ajudam a se espalhar facilmente.
As rajadas de ar começaram a diminuir um pouco durante a quarta-feira (8/1).
Mesmo assim, King aponta que os ventos ainda continuarão muito fortes, o que dificulta o combate aos incêndios em algumas áreas.
Escreva a legenda aquiQual é a origem dos ventos de Santa Ana?
Os ventos de Santa Ana ocorrem quando uma grande área de alta pressão se instala no interior do oeste dos EUA, ao redor da Grande Bacia, uma área que inclui grande parte de Nevada, Utah, Idaho e o sudeste do Oregon, explica Matt Taylor, meteorologista da BBC .
Essas regiões são geralmente desérticas, o que significa que ventos secos fluem de leste a oeste e chegam à Califórnia sem umidade, de acordo com uma publicação do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS, na sigla em inglês).
O NWS detalha que esses ventos fortes podem causar danos significativos às propriedades, mas também aumentam o risco de incêndios florestais devido à secura e à velocidade com que as chamas podem se espalhar.
Os ventos de Santa Ana ficam ainda mais secos à medida que descem das montanhas, continua Taylor.
Como um grande secador de cabelo, eles removem parte da umidade da vegetação.
Isso significa que o fogo pode se espalhar mais rápido, já que plantas e árvores queimam mais facilmente.
Esses ventos ocorrem inúmeras vezes ao longo do ano.
"Os ventos de Santa Ana geralmente acontecem durante os meses mais frios, entre o final de setembro e maio, e duram apenas alguns dias. Mas em raras ocasiões eles podem continuar por até uma semana", acrescenta o especialista.
Quão fortes são os ventos de Santa Ana?
Segundo Taylor, é a força dos ventos que ajuda os incêndios a se espalharem com mais rapidez.
Velocidades de vento de 95 a 130 km/h são comuns, mas rajadas de até 160 km/h podem ocorrer durante os piores eventos do tipo.
Quando esse tipo de intensidade continua por vários dias, pode ficar muito difícil a tarefa dos serviços de emergência de conter os incêndios, explica Taylor.
Rajadas de vento também aumentam a imprevisibilidade da propagação.
Ninguém sabe ao certo a origem do nome do fenômeno, mas acredita-se que seja inspirado no cânion de Santa Ana, localizado no condado de Orange, no sul da Califórnia.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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