quinta, 04 de junho, 2026
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A subida das águas do Rio Paraguai e afluentes acima da média do ano passado, principalmente depois dos temporais de abril na região de entorno da bacia pantaneira, começa a provocar com maior intensidade a chamada decoada. O fenômeno natural ocorre com as alterações nos parâmetros físicos, químicos e biológicos das águas com o carreamento de biomassa vegetal seca depositada nas margens, além das cinzas das queimadas, o que pode matar peixes, por falta de oxigênio.
O extravasamento dos rios em direção às áreas de planície de inundação e lagoas marginais deixa as águas mais turvas, resultado da presença da matéria orgânica em decomposição, fator já registrado nos rios Miranda, Aquidauana e Paraguai. Neste ano, a reação foi mais forte em Porto Murtinho, onde o rio subiu mais de dois metros em abril, e já ocorre na parte alta do Pantanal, em Corumbá, com peixes se acumulando na superfície do Rio Paraguai-Mirim.
“Com as águas do Norte (das cabeceiras, em Mato Grosso) chegando e as chuvas de abril e do Rio Taquari inundando os campos, o fenômeno volta a acontecer numa região castigada pela seca e o fogo em 2024”, informa Nelson Araujo, presidente do Instituto Agwa, que tem base instalada no Paraguai-Mirim, a 150 km de Corumbá. “Não tivemos decoada no ano passado com a falta de chuvas, mas agora tem muita água e os peixes já sentem a reação.”
Peixe agitado - No Paraguai-Mirim, que está volumoso e encobrindo o barranco de quase 2 metros em alguns trechos, pequenos peixes (a maioria pintados) debatem-se na superfície em busca de oxigênio, durante o dia e a noite. Há registros também da presença mais frequente de arraias nas margens, indicando que as mudanças químicas da água estão em curso. Uma preocupação para os ribeirinhos: o peixe tem cauda com espinho e pode causar ferimento grave.
Na mesma região, o fenômeno se estende até a Barra do São Lourenço, cerca de 70 km rio acima, com relatos de morte de peixes. Pescadores reclamam da redução da pesca, o que é natural: os peixes não se alimentam nestas circunstâncias, interferindo na probabilidade de captura, e migram para outras áreas em busca de oxigênio. A decoada também é percebida próximo a Corumbá, segundo relatos de pescadores profissionais e amadores.
Em Porto Murtinho, região pantaneira do Nabileque, a subida repentina do Rio Paraguai em mais de 2,70m, entre abril e início de maio, acelerou o processo de inundação nas margens e a decoada tem causado grande impacto na pesca. “O rio está ruim de peixe há mais de um mês, água muito suja. A chuva de abril lavou o campo e toda a sujeira (vegetação morta) veio para o rio”, detalha o empresário Marco Aurélio Nunes (Marcão), dono de pesqueiro.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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