quinta, 04 de junho, 2026
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O Rio Taquari, um dos principais rios do Pantanal, recebe um investimento de R$ 6,7 milhões para a implementação do projeto “Caminhos das Nascentes: Restauração Ambiental na Bacia do Taquari”, que promete transformar a paisagem e fortalecer a sustentabilidade da região.
A iniciativa, que tem início previsto para este ano, é uma parceria entre o Instituto Taquari Vivo, SOS Pantanal, Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Prefeitura de Alcinópolis, e foi aprovada pelo Edital Floresta Viva – Corredores de Biodiversidade.
Ao longo de quatro anos, o projeto se concentrará na restauração de 378 hectares de áreas estratégicas localizadas na Bacia do Rio Taquari, abrangendo o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari e o Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, nos municípios de Costa Rica e Alcinópolis, no estado de Mato Grosso do Sul.
O foco será combater problemas como a erosão e o assoreamento, que prejudicam a qualidade da água e a biodiversidade local, afetando tanto o Cerrado quanto o Pantanal.
De acordo com Renato Roscoe, diretor-executivo do Instituto Taquari Vivo, a união de ciência e prática será fundamental para garantir a eficácia do projeto. “Estamos implementando soluções que terão impactos duradouros na recuperação ecológica e no equilíbrio ambiental e produtivo da região”, afirmou Roscoe, que já atua na área há três anos com projetos de recuperação de áreas degradadas.
Para o fiscal ambiental e assessor tecnico do IMASUL, Rômulo Louzada, o projeto permitirá a recuperação de pastagens degradadas na Fazenda Continental, sede do projeto Sementes do Taquari, e usará tecnologias importantes para a melhor manutenção das áreas. "Essa restauração será conduzida por meio de técnicas de restauração ativa, incluindo o plantio de árvores e a implementação de práticas de manejo e conservação do solo e da água, como terraços e bacias de captação", explicou.
Além do impacto ambiental, a iniciativa beneficiará mais de 160 produtores rurais, que serão capacitados para adotar práticas agrícolas mais sustentáveis. A geração de empregos também é um dos pilares do projeto, que visa fortalecer a cadeia produtiva da restauração ecológica e aumentar a demanda por sementes e mudas nativas.
Para Leonardo Gomes, diretor-executivo da SOS Pantanal, o projeto é um passo importante para mitigar danos ambientais acumulados ao longo das últimas décadas. "Este é um esforço conjunto entre setor público, privado e acadêmico para revitalizar um dos principais rios do Pantanal, com o objetivo de restaurar sua biodiversidade e garantir sua saúde a longo prazo", afirmou Gomes.
O projeto é coordenado por Letícia Koutchin Reis, que ressalta o papel transformador da iniciativa na Bacia do Taquari. "Nosso objetivo é tornar a região um exemplo de recuperação ambiental aliado a práticas produtivas sustentáveis, garantindo o equilíbrio entre o meio ambiente e as necessidades das comunidades locais", concluiu Letícia.
A restauração ecológica do Rio Taquari é apoiada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e faz parte de uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que busca fomentar projetos de restauração ecológica com espécies nativas em todos os biomas brasileiros.
Meio Ambiente
Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h
20 de maio de 2026
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.
Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.
A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:
156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;
193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;
199 – Defesa Civil.
Temporais no fim de semana
O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).
Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.
O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.
Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.
Midiamax
Meio Ambiente
Os acumulados de chuva podem ser significativos
20 de abril de 2026
A previsão do tempo para esta segunda-feira (20) em Mato Grosso do Sul indica um cenário de instabilidade, com sol ao longo do dia, mas aumento de nebulosidade e risco de temporais em diversas regiões do estado.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há possibilidade de chuvas acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente entre segunda (20) e terça-feira (21). A mudança no tempo é influenciada pela formação de um sistema de baixa pressão atmosférica no nordeste da Argentina, além do transporte intenso de calor e umidade e o avanço de cavados meteorológicos.
Os acumulados de chuva podem ser significativos, ultrapassando os 30 milímetros em 24 horas, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.
Já no nordeste de Mato Grosso do Sul, o tempo tende a permanecer mais firme, com temperaturas elevadas que podem chegar aos 36°C, principalmente entre segunda e terça-feira.
Os ventos devem variar bastante ao longo dos dias, inicialmente entre os quadrantes norte e oeste, passando para o sul a partir de quarta-feira (22), com velocidades entre 40 e 60 km/h, podendo haver rajadas acima desse valor em pontos isolados.
️Temperaturas por região:
Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: mínimas de 19°C a 21°C e máximas de 24°C a 32°C
Pantanal e Sudoeste: mínimas de 22°C a 24°C e máximas de 32°C a 34°C
Bolsão, Norte e Leste: mínimas de 20°C a 22°C e máximas de 29°C a 34°C
Campo Grande: mínimas entre 20°C e 22°C, com máximas de até 32°C
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