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Bombeiros reforçam preparação para temporada de incêndios com queima prescrita no Parque Nascentes

Ação preventiva reuniu bombeiros, aeronaves e instituições parceiras para reduzir riscos de grandes incêndios florestais em Mato Grosso do Sul.

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19 de junho de 2026

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do Idest, JWC

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBM-MS) intensifica os preparativos para a temporada de incêndios florestais de 2026 com ações de prevenção e capacitação. Uma das iniciativas mais recentes foi a realização de uma queima prescrita no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, técnica de manejo do fogo planejada, controlada e autorizada para reduzir o acúmulo de biomassa e diminuir os riscos de incêndios de grandes proporções.

A atividade foi executada em uma área estratégica do parque, considerada de difícil acesso, e contou com o monitoramento de condições climáticas para garantir a segurança da operação.

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(Foto: Cabo Lima/CBM-MS)

Queima prescrita cria ponto de controle para futuros incêndios

De acordo com o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo, a área escolhida servirá como um ponto de controle para possíveis ocorrências futuras.

“A queima foi realizada em área de difícil acesso, a qual servirá como um ponto de controle para possíveis incêndios. Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a humidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o momento ideal para esse tipo de ação”, destacou o oficial.

Para a execução da atividade, foram mobilizadas cinco viaturas, 20 bombeiros, duas aeronaves Air Tractor especializadas no combate a incêndios, além de drones, abafadores, sopradores e uma estação meteorológica portátil.

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(Foto: Cabo Lima/CBM-MS)

Trabalho integrado entre instituições

A ação foi realizada de forma conjunta entre o Corpo de Bombeiros, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a Prefeitura de Costa Rica, a Brigada de Incêndio de Alcinópolis e representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A integração entre os órgãos busca fortalecer as estratégias de prevenção e ampliar a capacidade de resposta diante de possíveis focos de incêndio nos biomas sul-mato-grossenses.

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(Foto: Cabo Lima/CBM-MS)

Corporação amplia treinamentos e investe em tecnologia

Além das ações preventivas em campo, o Corpo de Bombeiros segue com a preparação para o período de estiagem por meio da manutenção e modernização de equipamentos, além da capacitação das equipes operacionais.

Entre as tecnologias em avaliação estão drones equipados com sensores de calor, capazes de auxiliar na localização de focos de incêndio e no monitoramento de áreas de risco.

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(Foto: Cabo Lima/CBM-MS)

Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), major Eduardo Teixeira, existe um planejamento contínuo para garantir a eficiência das operações.

“Existe todo um planejamento envolvendo treinamento e capacitação dos militares, readequação e manutenção dos equipamentos, além da preparação das equipes para mais uma operação. Todo esse trabalho tem como objetivo garantir que o Corpo de Bombeiros esteja sempre pronto e estruturado para agir de forma eficiente quando for necessário”, ressaltou o major.

Com as medidas preventivas e o reforço operacional, a corporação busca ampliar a capacidade de resposta e minimizar os impactos dos incêndios florestais durante a temporada de 2026.

Meio Ambiente

Sistema Pantera passa por manutenção estratégica e reforça prevenção a incêndios no Pantanal

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realizou nesta semana uma operação estratégica de manutenção em uma das torres do Sistema Pantera, localizada na região...

Sistema Pantera passa por manutenção estratégica e reforça prevenção a incêndios no Pantanal

5 de junho de 2026

Sistema Pantera passa por manutenção estratégica e reforça prevenção a incêndios no Pantanal

 

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O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) realizou nesta semana uma operação estratégica de manutenção em uma das torres do Sistema Pantera, localizada na região da Serra do Amolar, no Pantanal. A ação contou com o apoio da Marinha do Brasil e teve como objetivo assegurar a continuidade do monitoramento em tempo real contra incêndios florestais em uma das áreas mais remotas do bioma.

Durante a operação, foram substituídas quatro baterias responsáveis por manter o funcionamento ininterrupto da estrutura, que opera 24 horas por dia, sete dias por semana. Os equipamentos garantem o fornecimento de energia para as câmeras de alta resolução instaladas na torre, fundamentais para a detecção precoce de focos de incêndio.

A complexidade logística da ação evidenciou os desafios de proteger áreas isoladas do Pantanal. Sem o suporte do helicóptero disponibilizado pela Marinha, a manutenção demoraria pelo menos três dias de deslocamento por vias terrestre e fluvial. Além disso, seria necessário transportar manualmente mais de 120 quilos de equipamentos por uma trilha íngreme na morraria local, situada a cerca de 600 metros de altitude.

Segundo o presidente do IHP, Ângelo Rabelo, o trabalho preventivo depende da integração entre diferentes instituições.

“A Marinha do Brasil é uma parceira fundamental na proteção do Pantanal. Desde a implantação do Sistema Pantera, em 2022, contamos com esse apoio para garantir a operação contínua do monitoramento. Com a detecção de fumaça entre três e cinco minutos após o surgimento do foco, ganhamos tempo para planejar ações e evitar que o fogo se transforme em um incêndio florestal. Os sistemas de monitoramento por satélite costumam identificar esses eventos apenas horas depois”, destacou.

Desenvolvido pela startup Um Grau e Meio, o Sistema Pantera é considerado uma das principais ferramentas tecnológicas de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal. As câmeras de alta precisão monitoram uma área superior a 1 milhão de hectares e são capazes de identificar linhas de fumaça em estágio inicial. As informações são processadas instantaneamente, gerando alertas automáticos para a central do IHP, que pode acionar imediatamente a Brigada Alto Pantanal.

O alcance do monitoramento ultrapassa as fronteiras brasileiras, abrangendo também regiões da Bolívia, incluindo a Área de Manejo Integral San Matías, região estratégica para a conservação da biodiversidade. No lado brasileiro, os trabalhos conduzidos pelo IHP já registraram mais de 200 espécies de fauna, além da realização de um inventário florestal voltado à proteção de espécies vegetais ameaçadas.

Além da manutenção da torre, brigadistas do IHP realizaram, ao longo da semana, ações preventivas na Serra do Amolar. Foram executados aceiros ao redor da estrutura para ampliar a proteção contra incêndios e realizada a limpeza da área utilizada para o pouso da aeronave da Marinha.

Ao fundo, câmeras de alta precisão monitoram uma área superior a 1 milhão de hectares e são capazes de identificar linhas de fumaça em estágio inicial

As atividades preventivas desenvolvidas pela Brigada Alto Pantanal ocorrem desde janeiro. Em 2026, já foram implantados mais de 33 quilômetros de aceiros em áreas consideradas estratégicas, além de ações de apoio a comunidades e escolas rurais da região.

Os alertas gerados pelo Sistema Pantera são compartilhados com diversas instituições, entre elas os Corpos de Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, o Prevfogo/Ibama, a Armada Boliviana, moradores de áreas remotas e proprietários rurais do Pantanal.

Alerta para o segundo semestre

A manutenção da torre ocorre em um momento de atenção crescente para as condições climáticas previstas para o segundo semestre de 2026. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou recentemente uma nota técnica indicando mais de 80% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre agosto e outubro, com intensidade variando entre moderada e forte.

De acordo com o órgão, o fenômeno poderá provocar chuvas extremas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar agravamento da seca e aumento do risco de incêndios. Na região central do país, onde se encontra o Pantanal, a previsão aponta para ondas de calor mais frequentes e redução da umidade do ar, fatores que elevam significativamente o risco de queimadas.

As projeções são baseadas em análises de instituições internacionais como o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e o Bureau de Meteorologia da Austrália (BOM).

Especialistas alertam que os impactos podem superar os registrados em 2023 e 2024, quando a combinação entre calor extremo e estiagem contribuiu para o aumento expressivo dos incêndios na Amazônia e no Pantanal. Além dos danos à biodiversidade, os incêndios representam riscos à saúde das populações locais, especialmente em comunidades isoladas, mais expostas à fumaça e com menor acesso a estruturas de proteção.

Com informações da assessoria de imprensa do IHP.

Meio Ambiente

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestade com granizo e ventos de até 60 km/h

Acumulados de chuva podem chegar a 50 milímetros, com rajadas de vento superiores a 60 km/h

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20 de maio de 2026

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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovou o aviso amarelo de tempestades, com acumulado de até 50 milímetros, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h, nesta quarta-feira (20). Alerta da Defesa Civil Municipal de Campo Grande indica riscos de temporais até quinta-feira.

Segundo o Instituto, há perigo potencial para chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Os ventos podem ser intensos, de 40 a 60 km/h, mas podem superar estes valores pontualmente. Além disso, há risco de queda de granizo, como já ocorreu em Dourados, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul e Ivinhema neste fim de semana.

A orientação é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, porque há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, também não é indicado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O Inmet também pede para evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

A Defesa Civil da Capital pede à população que redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, evite o trânsito em vias alagadas e procure abrigo durante as tempestades. Em caso de emergências, os seguintes canais deverão ser acionados:

156 – Solicitação de serviços a pessoas em situação de rua;

193 – Ocorrências relacionadas à rede elétrica;

199 – Defesa Civil.

Temporais no fim de semana

O prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (PP), decretou situação de emergência após temporal que atingiu a cidade no último fim de semana. O município, localizado a 256 km de Campo Grande, teve cerca de 200 casas destelhadas no último sábado (16).

Segundo o prefeito, 1,5 mil residências foram atingidas por chuvas intensas, rajadas de vento e granizo. Dessas, 200 ficaram em estado grave e necessitam de ajuda nos reparos. Ainda conforme Jean, 35 famílias ficaram desalojadas e precisaram se abrigar em escolas.

O sábado (16) em Dourados também foi marcado por chuvas fortes, ventania e granizo. O temporal estava previsto pelo Inmet. Nas redes sociais, vídeos mostram as pedras de gelo caindo no chão douradense. Além disso, algumas ruas registraram pontos com princípio de alagamento.

Ivinhema também registrou chuva intensa, vendaval e granizo, com acumulado de 98,6 milímetros. Devido ao tempo, muitas casas ficaram danificadas, com telhas quebradas e cômodos alagados. Na manhã deste domingo (17), a Defesa Civil municipal atendeu moradores afetados pela tempestade.

Midiamax