quinta, 04 de junho, 2026
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Um novo golpe digital tem preocupado moradores de Mato Grosso do Sul e acendido alerta entre especialistas em segurança. Criminosos estão utilizando sites falsos, criados para imitar plataformas oficiais do Governo Federal, com o objetivo de cobrar supostas pendências do Imposto de Renda e induzir vítimas ao pagamento de “débitos inexistentes”.
Nos últimos dias, vários Sul-mato-grossenses relataram ter recebido mensagens pelo WhatsApp, enviadas por números que simulam contas institucionais, com brasões, nomes de órgãos federais e até assinaturas falsas. O conteúdo apresenta tom urgente e afirma que o destinatário possui pendências na Dívida Ativa da União e que, caso não regularize imediatamente, pode ter contas bloqueadas, benefícios suspensos e até restrições no Banco Central.
A tática dos criminosos impressiona pelo nível de detalhamento. As mensagens chegam personalizadas, contendo nome completo, CPF e até dados de contato das vítimas. Em um dos casos, ocorrido nesta quarta-feira (26), uma moradora de Campo Grande recebeu uma suposta “intimação fiscal” referente ao Imposto de Renda de 2020. O problema: ela é isenta e jamais declarou o IR.
O link encaminhado pelos golpistas direciona para um site extremamente semelhante ao portal oficial do Governo Federal, com design, cores e linguagem idênticos. A página falsa apresenta um aviso de “pendência fiscal” e pressiona o usuário a resolver o problema no mesmo dia, sob ameaça de:
Bloqueio de contas bancárias e cartões
Suspensão de Auxílio, Bolsa Família e outros benefícios
Multa automática de 150%
Impossibilidade de realizar PIX, TED e DOC
Barreiras para financiamentos, empréstimos e compras
Restrições no Banco Central e Serasa
A gravidade do golpe ficou ainda mais evidente quando eu, jornalista do Diário do Estado e autora desta matéria, também recebi a mesma mensagem. Assim como ocorreu com a moradora de Campo Grande, os criminosos usaram meu nome completo e CPF na tentativa de dar credibilidade à fraude. O link enviado era idêntico ao site original, reforçando o quanto essa prática está se sofisticando.
A Receita Federal reforça que nunca envia cobranças pelo WhatsApp, tampouco links diretos para pagamento. Qualquer consulta de pendências deve ser feita apenas pelos canais oficiais:
Portal e-CAC
Site da Receita Federal
Aplicativo oficial da Receita
A recomendação é nunca clicar em links suspeitos, mesmo que contenham seus dados pessoais. Em caso de dúvida, o ideal é acessar diretamente os sites oficiais digitando o endereço no navegador.
Com a aproximação do período de regularização fiscal de fim de ano, a expectativa é de que golpes como esse se tornem mais frequentes. As autoridades orientam que vítimas denunciem imediatamente a tentativa de fraude à Polícia Civil e aos canais oficiais do Governo Federal.
Golpe
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude...
28 de abril de 2026
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude eletrônica.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, de 45 anos, e o namorado, de 42, contaram que entraram no grupo ainda em janeiro deste ano. O convite teria sido feito por conhecidos e levava para uma suposta empresa, administrada por uma pessoa com número de telefone internacional.
No grupo, os participantes eram incentivados a investir dinheiro com a promessa de retornos altos, acima do mercado. Para isso, precisavam fazer depósitos e cumprir tarefas simples, como assistir a vídeos curtos e avaliar conteúdos, o que supostamente gerava ganhos dentro de uma plataforma.
O casal afirmou que permaneceu por mais de seis meses no esquema e chegou a realizar saques no início, o que aumentou a confiança na plataforma. Durante esse período, fizeram vários depósitos, de forma semanal e mensal.
No entanto, nesta semana, o aplicativo saiu do ar e todo o saldo desapareceu. Além disso, os administradores do grupo pararam de responder mensagens e limitaram a comunicação apenas a eles. A pessoa que se identificava como responsável também não foi mais encontrada.
A mulher relatou que fez transferências a partir de março, somando cerca de R$ 16,1 mil, por meio de diferentes bancos. Já o namorado disse que perdeu aproximadamente R$ 44,8 mil, incluindo valores enviados de contas pessoais e também de uma conta empresarial da irmã.
Ao perceberem que não conseguiam mais acessar o dinheiro nem contato com os responsáveis, eles concluíram que se tratava de um golpe e procuraram a polícia.
O caso será investigado.
g1 MS
Golpe
Caso foi registrado como estelionato na Depac do Centro de Mato Grosso do Sul, envolvendo negociação por telefone e WhatsApp.
23 de janeiro de 2026
Uma empresária de 30 anos foi vítima de um golpe envolvendo a venda de 30 cabeças de gado em Rio Verde de Mato Grosso, resultando em um prejuízo de R$ 60 mil. A negociação foi realizada por telefone e WhatsApp, e o suspeito não entregou os animais após o pagamento.
De acordo com o registro na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, a vítima recebeu, em 15 de janeiro, contatos de um homem que se apresentou como vendedor de gado, alegando que as 30 cabeças, totalizando aproximadamente 280 arrobas, estavam em confinamento na cidade de Rio Verde de Mato Grosso, a cerca de 203 quilômetros de Campo Grande. O valor total da negociação era de R$ 114 mil, dividido entre entrada e pagamento no momento do abate.
Para dar credibilidade à operação, o suspeito enviou imagens de documentos falsificados da fazenda e utilizou a pressão para que a empresária efetuasse o pagamento inicial. Ela também forneceu contato de uma transportadora responsável pelo transporte do gado até um frigorífico, e, ao confirmar o deslocamento, realizou uma transferência bancária de R$ 60 mil.
Após o pagamento, o suspeito deixou de responder às mensagens, não enviou a nota fiscal do gado e desapareceu. O motorista da transportadora informou que foi orientado a aguardar em um posto de combustíveis, mas a documentação nunca foi providenciada, evidenciando a fraude. A vítima possui registros das conversas e do comprovante de transferência e pretende representar criminalmente contra os envolvidos.