quinta, 04 de junho, 2026
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O avanço dos vazamentos de dados pessoais tem alimentado um novo ciclo de golpes cada vez mais elaborados, que já atingem moradores de Mato Grosso do Sul. Criminosos utilizam informações verdadeiras das vítimas para criar boletos fraudulentos e falsas intimações de protesto, dificultando a identificação da fraude e aumentando o número de prejuízos financeiros.
De posse de dados como nome completo, CPF, endereço e até informações bancárias, os estelionatários produzem documentos que simulam cobranças oficiais. As fraudes costumam imitar notificações de cartórios, supostas ações judiciais e taxas associativas inexistentes, tudo com aparência profissional e linguagem formal.
Para reforçar a falsa credibilidade, os golpistas utilizam brasões da República, nomes de instituições que não existem e números de telefone de outros estados, o que confunde ainda mais quem recebe a cobrança. Segundo alertam os Cartórios de Protesto, esse tipo de crime tem se intensificado principalmente no período de fim e início de ano.
A estratégia se aproveita do momento em que muitas pessoas buscam regularizar pendências financeiras, impulsionadas por mutirões de renegociação de dívidas. A sensação de urgência e o medo de restrições no nome acabam levando vítimas a realizar pagamentos sem a devida conferência.
Para reduzir o risco de cair em golpes, os Cartórios de Protesto e a Associação dos Notários e Registradores do Brasil – Seção MS (Anoreg-MS) orientam a população a adotar algumas medidas básicas de segurança. Entre elas, conferir sempre os dados do beneficiário antes de efetuar o pagamento e desconfiar de mensagens que prometem descontos fáceis ou renegociações imediatas.
Outra recomendação é não clicar em links enviados por e-mail, SMS ou redes sociais e buscar informações diretamente nos canais oficiais das instituições.
A Anoreg-MS reforça ainda que cartórios não enviam boletos por WhatsApp ou redes sociais. Comunicações oficiais seguem padrões específicos e meios seguros. Além disso, a legislação garante ao devedor o prazo de até três dias úteis para quitar o débito após a intimação exigências de pagamento imediato são um forte indício de golpe.
Quem receber cobranças suspeitas ou for vítima desse tipo de fraude deve registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. A denúncia ajuda a combater a prática criminosa e pode evitar que outras pessoas sejam prejudicadas.
Golpe
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude...
28 de abril de 2026
Um casal procurou a delegacia após perder mais de R$ 60 mil em um golpe aplicado por meio de um grupo de WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado como estelionato e fraude eletrônica.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, de 45 anos, e o namorado, de 42, contaram que entraram no grupo ainda em janeiro deste ano. O convite teria sido feito por conhecidos e levava para uma suposta empresa, administrada por uma pessoa com número de telefone internacional.
No grupo, os participantes eram incentivados a investir dinheiro com a promessa de retornos altos, acima do mercado. Para isso, precisavam fazer depósitos e cumprir tarefas simples, como assistir a vídeos curtos e avaliar conteúdos, o que supostamente gerava ganhos dentro de uma plataforma.
O casal afirmou que permaneceu por mais de seis meses no esquema e chegou a realizar saques no início, o que aumentou a confiança na plataforma. Durante esse período, fizeram vários depósitos, de forma semanal e mensal.
No entanto, nesta semana, o aplicativo saiu do ar e todo o saldo desapareceu. Além disso, os administradores do grupo pararam de responder mensagens e limitaram a comunicação apenas a eles. A pessoa que se identificava como responsável também não foi mais encontrada.
A mulher relatou que fez transferências a partir de março, somando cerca de R$ 16,1 mil, por meio de diferentes bancos. Já o namorado disse que perdeu aproximadamente R$ 44,8 mil, incluindo valores enviados de contas pessoais e também de uma conta empresarial da irmã.
Ao perceberem que não conseguiam mais acessar o dinheiro nem contato com os responsáveis, eles concluíram que se tratava de um golpe e procuraram a polícia.
O caso será investigado.
g1 MS
Golpe
Caso foi registrado como estelionato na Depac do Centro de Mato Grosso do Sul, envolvendo negociação por telefone e WhatsApp.
23 de janeiro de 2026
Uma empresária de 30 anos foi vítima de um golpe envolvendo a venda de 30 cabeças de gado em Rio Verde de Mato Grosso, resultando em um prejuízo de R$ 60 mil. A negociação foi realizada por telefone e WhatsApp, e o suspeito não entregou os animais após o pagamento.
De acordo com o registro na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, a vítima recebeu, em 15 de janeiro, contatos de um homem que se apresentou como vendedor de gado, alegando que as 30 cabeças, totalizando aproximadamente 280 arrobas, estavam em confinamento na cidade de Rio Verde de Mato Grosso, a cerca de 203 quilômetros de Campo Grande. O valor total da negociação era de R$ 114 mil, dividido entre entrada e pagamento no momento do abate.
Para dar credibilidade à operação, o suspeito enviou imagens de documentos falsificados da fazenda e utilizou a pressão para que a empresária efetuasse o pagamento inicial. Ela também forneceu contato de uma transportadora responsável pelo transporte do gado até um frigorífico, e, ao confirmar o deslocamento, realizou uma transferência bancária de R$ 60 mil.
Após o pagamento, o suspeito deixou de responder às mensagens, não enviou a nota fiscal do gado e desapareceu. O motorista da transportadora informou que foi orientado a aguardar em um posto de combustíveis, mas a documentação nunca foi providenciada, evidenciando a fraude. A vítima possui registros das conversas e do comprovante de transferência e pretende representar criminalmente contra os envolvidos.