domingo, 26 de julho, 2026
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Os últimos dias de 2025 estão sendo marcados pelo forte calor em diversas regiões do Brasil. Com temperaturas ultrapassando os 40°C, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de onda de calor para estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O bloqueio atmosférico que mantém o ar quente sobre o País não afeta apenas a saúde humana, animais como cães e gatos também sofrem com as altas temperaturas.
No Rio de Janeiro, clínicas veterinárias registram aumento expressivo de atendimentos relacionados ao clima. O cenário preocupante exige atenção redobrada dos tutores para evitar complicações e até a morte de animais.
Por que os pets sofrem mais com o calor
Diferentemente dos humanos, que transpiram por toda a superfície do corpo, cães e gatos possuem mecanismos diferentes para regular a temperatura.
“Os cães fazem a troca de calor do corpo com o ambiente principalmente pela respiração. Como eles têm essa dificuldade por conta do calor, acabam adquirindo hipertermia”, diz Luiza Mahin, médica veterinária que atua há 13 anos no Instituto Veterinário Municipal Jorge Vaitsman, no bairro da Mangueira, no Rio.
Essa limitação fisiológica torna os animais muito mais vulneráveis em dias de temperaturas elevadas.
Raças mais vulneráveis ao calor
“Nesta época do ano, de dezembro a fevereiro, pegamos muitos casos de animais com hipertermia. Os mais comuns são os animais de pequeno porte e os braquicefálicos (com focinho achatado)”, conta Luiza.
Entre as raças mais acometidas estão yorkshire, pinscher, shih-tzu, bulldog, american pit bull e bulldog francês. Entre os gatos, os persas são os mais vulneráveis.
Alexandre Antônio, veterinário formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), acrescenta outros grupos de risco: “Cães grandes, com muitos pelos, que aquecem mais rápido, como golden retriever, samoieda e são-bernardo, também precisam de atenção redobrada e nunca devem sair para passear nos horários em que o sol está mais intenso.”
Sinais de alerta que todo tutor precisa conhecer
Antônio enumera sintomas que merecem atenção: “Aquela respiração muito intensa, o animal deitado por muito tempo, com aquela respiração bem ofegante, tentando buscar um lugar fresco. Geralmente eles deitam a barriguinha no chão gelado do piso. Esses são sinais claros de que o animal está passando por um processo de hipertermia.”
Segundo Luiza, os animais chegam ao consultório arfando muito e com dificuldade para respirar. “As línguas já estão um pouco arroxeadas, por conta da dificuldade da troca gasosa, do oxigênio.”
Sinais importantes incluem:
– Língua arroxeada;
– Abdômen avermelhado;
– Muita remela nos olhos;
– Dificuldade para andar ou caminhar;
– Animal muito cansado, deitando no chão;
– Patinhas queimadas.
Alguns casos podem ser fatais
“Jamais devem ser ignorados esses sinais, porque é uma condição que pode levar o animal a óbito”, alerta Antônio. “Às vezes, o tutor acha que isso é algo normal, confunde com apenas um calorzinho do verão, e deixa passar batido. Se ignorar isso, o animal pode vir a óbito em poucos minutos.”
Luiza reforça a urgência: “Observou que o seu animal não está bem, está com dificuldade respiratória, a língua está arroxeada, está caminhando com dificuldade, está deitando no chão, está cansado? Isso pode ser um sintoma de hipertermia. O ideal é procurar uma clínica veterinária para atendimento médico adequado, de pronto atendimento.”
Cuidados práticos para proteger seu pet
Horário dos passeios
“A partir de 9h, 10h, já está muito quente. O passeio tem que ser de manhã muito cedinho, 6h, 7h, 8h no máximo”, orienta Luiza
Antônio é ainda mais específico: “Das 9h da manhã até 17h, 18h da tarde, é expressamente proibido nesse calor de verão que está acontecendo. O ideal é sempre escolher horários mais cedo, das 6h até as 7h, 8h no máximo, ou a partir das 19h.”
Ambiente e alimentação
É importante manter o animal em um ambiente fresco e oferecer alimentos mais gelados. “Uma fruta congelada, fazer um gelinho para eles de melancia, de banana, tudo bem picado. Até mesmo com o próprio sachê ou com uma alimentação natural, com franguinho congelado, fazendo um gelinho de frango”, diz Luiza.
Tapetes e toalhas
Antônio recomenda congelar tapetinhos higiênicos e toalhas e espalhá-los pela casa ou colocá-los embaixo da caminha para que os animais possam deitar e se refrescar. Luiza menciona também os tapetinhos gelados vendidos em pet shops e o uso de pano umedecido com água fria nas axilas e região inguinal do animal.
O que nunca fazer
Alexandre é enfático sobre um erro comum: “Nunca deixar o pet dentro do carro. ‘Vou ali no mercado rapidinho e deixo o pet dentro do carro.’ Eu já vi muitas tragédias, muitos óbitos acontecendo por causa desse descuido. Em cinco ou dez minutos dentro do carro, o animal pode desenvolver hipertermia, desidratação severa e vir a óbito.”
Geral
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de...
20 de julho de 2026
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de veículos com placas de finais 1, 2 e 3 até 29 de julho e anunciou um pacote de medidas emergenciais para reduzir os impactos da indisponibilidade na integração de dados com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), provocada por tentativas de ataques cibernéticos.
Além da ampliação do prazo para o licenciamento, o órgão informou que uma portaria prevista para ser publicada na próxima terça-feira (21) estabelecerá regras temporárias para vistorias, registro de veículos, cobrança de diárias em pátios e regularização do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). As medidas serão formalizadas por meio da Portaria "N" nº 212/2026 e terão validade entre os dias 8 e 29 de julho.
Conforme noticiado mais cedo, o Detran de Mato Grosso do Sul sofreu, pelo menos, duas tentativas de invasão hacker entre o fim de junho e o início deste mês. O ataque comprometeu a comunicação entre os sistemas do órgão e da Sefaz após o acionamento de mecanismos de segurança, o que impediu a consulta detalhada aos débitos de IPVA dos veículos registrados no Estado.
Sem acesso a essas informações, diversos serviços passaram a ficar impedidos de ser concluídos, já que a legislação exige a verificação da regularidade tributária antes da emissão de documentos e da finalização de procedimentos administrativos.
O prazo para o licenciamento dos veículos com placas terminadas em 1, 2 e 3 venceria originalmente em 30 de junho. Após a primeira tentativa de invasão, ele foi prorrogado para 17 de julho. Agora, com a manutenção da instabilidade, os proprietários terão até 29 de julho para regularizar a situação.
Segundo o Detran, a escolha da data buscou evitar coincidência com o vencimento do licenciamento dos veículos de placas finais 4, 5 e 6 previsto para 31 de julho, reduzindo o risco de sobrecarga nos sistemas.
O órgão apontou que a nova portaria também disciplinará situações que passaram a gerar dúvidas desde o início da instabilidade. O texto trará regras específicas sobre a validade dos laudos de vistoria, os prazos para registro de veículos, a cobrança de diárias de veículos recolhidos em pátios e os procedimentos para proprietários com débitos de IPVA.
No caso do IPVA, o Detran orienta que a regularização seja feita diretamente junto à Sefaz enquanto persistirem as dificuldades de integração entre os sistemas. Mesmo assim, a conclusão de qualquer serviço pelo departamento continuará condicionada à confirmação de que não existem pendências tributárias após o processamento das informações pelos sistemas oficiais.
O órgão ressalta que as medidas têm caráter excepcional e temporário e não alteram as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o Detran, o objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos aos usuários enquanto perdurar a instabilidade provocada pelos mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos.
Apesar de antecipar os temas que serão regulamentados, o departamento ainda não detalhou quais serão as novas regras para laudos de vistoria, registros de veículos e diárias de pátio. Essas informações deverão constar na íntegra da Portaria "N" nº 212/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima terça-feira.
AGRO
Boletim da Famasul aponta estabilidade nos abates, exportações em alta e valorização dos animais de reposição, apesar do recuo da arroba em junho.
17 de julho de 2026
A pecuária de Mato Grosso do Sul manteve um ritmo forte de produção no primeiro semestre de 2026. De acordo com a edição de julho do Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, o Estado registrou o abate de 2,08 milhões de bovinos nos seis primeiros meses do ano. O volume ficou apenas 1% abaixo do recorde registrado no mesmo período de 2025 e 10% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o bom desempenho da cadeia produtiva.
Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, apesar de o volume de abates permanecer próximo ao recorde de 2025, a composição dos animais abatidos começou a apresentar mudanças. Em junho, houve maior participação de machos, principalmente entre 13 e 24 meses, enquanto a participação de fêmeas diminuiu em relação ao acumulado do ano.
Para o técnico, esse comportamento reflete uma oferta consistente de animais terminados em um cenário de demanda firme por carne bovina.
"Esse comportamento indica uma oferta consistente de animais terminados, em um cenário de demanda firme por carne bovina. As exportações continuam em ritmo elevado, com junho registrando o maior volume embarcado do ano para Mato Grosso do Sul, o que contribui para manter o bom desempenho da cadeia pecuária no Estado", analisa Guidolin.
O boletim também mostra que o mercado de reposição continua aquecido. Mesmo com acomodação nos preços em relação ao mês anterior, os animais permanecem mais valorizados na comparação com junho de 2025.
O preço do quilo do bezerro acumula alta de 16% em um ano, enquanto o da bezerra avançou 19%. Garrote, boi magro, novilha e vaca magra também registraram valorização no período.
Segundo a análise técnica, a melhora da relação de troca entre boi gordo e bezerro favoreceu a reposição dos rebanhos, sustentando a demanda pelos animais. Ao mesmo tempo, a menor oferta de bezerros no Estado mantém os preços em patamares historicamente elevados, com valorização superior à inflação nos últimos 12 meses.
A arroba do boi gordo registrou queda de 2% em junho na comparação com maio. Apesar disso, o preço médio permaneceu 10% superior ao registrado em junho do ano passado e segue entre os maiores valores nominais da série histórica de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim, fatores ligados ao mercado internacional, como a proximidade do preenchimento da cota tarifária chinesa, contribuíram para pressionar as cotações ao longo do mês.
Outro indicador acompanhado pelo SIGABOV é a escala de abate, que permaneceu relativamente curta durante junho, fator que influencia diretamente a formação dos preços pagos ao produtor.