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Presente com lembrança de irmã falecida leva menina de 10 anos às lágrimas em MS

Irmã faleceu aos 9 meses de idade após receber injeção de dipirona com dose 900% acima da receitada

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4 de fevereiro de 2026

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Redação/EC - diariox

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Presente de aniversário fez a jovem Maria Júllya Lopes chorar de emoção e saudade. Com 10 anos completos no último dia 28 de janeiro, a moradora da cidade de Paranaíba (MS) não conseguiu conter as lágrimas ao ganhar o que mais queria: um colar com pingente gravado com a imagem de sua irmã, Maria Hellena, falecida em abril de 2025.

A morte da bebê, provocada por uma injeção de medicamento com dose 900% acima da receitada, ainda é uma lacuna no coração da família, e a irmã mais velha sofre muito pela ausência da caçula.

Quase um ano se passou desde a perna inesperada, e Maria Júllya só queria poder carregar a lembrança da irmã companheira por onde fosse. Veja o momento em que ela recebe o presente e se emociona:

O presente mais esperado

Ao Jornal Midiamax, a mãe das meninas, Leticia Lopes, conta como preparou a surpresa para a primogênita e comenta a reação da pequena ao ser presenteada com o sonhado colar. Conforme a genitora, a própria Maria Júllya manifestou o desejo de ganhar a corrente.

“Em dezembro, foi aniversário da minha cunhada e, de presente, mandei fazer uma correntinha com a foto da bebê para ela. Aí a Maria Júllya viu e falou ‘mãe, eu também quero uma, mas com a foto minha e da minha irmã’. Ela ganharia essa correntinha de presente de Natal, mas, infelizmente, no dia 20 de dezembro, o tio dela, irmão do pai dela, faleceu lá em São José do Rio Preto, e ela foi pra lá ficar com a família paterna”, recorda.

Por conta da viagem, Maria Júllya só voltou para a casa, em Paranaíba, após o Ano-Novo, e a mãe resolveu esperar o dia mais especial para dar o presente.

“Ela faz aniversário no dia 28 de janeiro, então eu e meu esposo resolvemos entregar na véspera. Ela ficou muito feliz, chorou, disse que era o melhor presente que ela poderia ter ganhado”, comenta.

Família mantém lembrança de Maria Hellena viva

Leticia relata que Maria Júllya sente muita falta de Maria Hellena. “E realmente é uma falta que não cabe no peito, é uma tristeza sem fim. Já se passaram 9 meses que ela se foi e cada dia é como se estivéssemos vivendo tudo novamente”, lamenta a responsável, que está grávida do pequeno Pedro, menino que veio como esperança de um recomeço para a família.

Assim como a primogênita, os pais também encontraram um jeito de andar com a lembrança de Maria Hellena, cada um à sua maneira.

“Lá em casa, até o meu esposo personalizou o carro e colocou uma foto das meninas na capa do estepe. Foi uma forma que ele achou de carregar elas sempre com ele. Eu também tenho uma tatuagem que fiz com o rosto da bebê. Ela sempre estará viva nas nossas lembranças, nos nossos corações e nas fotos que guardamos, cada uma com muito carinho”, finaliza Leticia.

Bebê morreu após injeção em hospital e corpo foi exumado

Maria Hellena morreu aos 9 meses de idade, no dia 29 de abril de 2025, após receber injeção de dipirona 900% acima da dose receitada, na Santa Casa de Paranaíba, a 407 quilômetros da capital, Campo Grande. A mãe havia levado a pequena ao hospital pois ela estava com febre após tomar uma dose da vacina da gripe e outra pela idade de nove meses.

Laudo entregue pelo hospital declarava que a pequena teria falecido de causas naturais, mas a mãe sempre apontou erro médico e ainda luta para que a justiça seja feita. “A minha filha morreu de uma parada cardíaca decorrente de um medicamento que eles aplicaram nela”, declarou Leticia ao Jornal Midiamax.

No dia 9 de maio, o corpo de Maria Hellena chegou a ser exumado pela equipe da perícia criminal, com a presença de médico legista e outros servidores públicos, além de familiares. Na ocasião, a equipe coletou material dos restos mortais e enviou as amostras para o Ialf (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), ligado à Coordenadoria-Geral de Perícias da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS.

O resultado apontou erro na dosagem da aplicação de dipirona na criança, constatando que a dose a ser aplicada em Maria Hellena deveria ser de 0,2 ml, enquanto a bebê recebeu 2 ml do medicamento e foi a óbito em decorrência de uma parada cardíaca.

“Era para ter diluído no soro, porém ela injetou direto na veia da nenê. Agora tem que aguardar o processo”, disse a mãe, na época. 

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Detran-MS prorroga vencimento de licenciamento até 29 de julho após ataque hacker

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de...

Detran-MS prorroga vencimento de licenciamento até 29 de julho após ataque hacker

20 de julho de 2026

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O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de veículos com placas de finais 1, 2 e 3 até 29 de julho e anunciou um pacote de medidas emergenciais para reduzir os impactos da indisponibilidade na integração de dados com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), provocada por tentativas de ataques cibernéticos.

Além da ampliação do prazo para o licenciamento, o órgão informou que uma portaria prevista para ser publicada na próxima terça-feira (21) estabelecerá regras temporárias para vistorias, registro de veículos, cobrança de diárias em pátios e regularização do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). As medidas serão formalizadas por meio da Portaria "N" nº 212/2026 e terão validade entre os dias 8 e 29 de julho.

Conforme noticiado mais cedo, o Detran de Mato Grosso do Sul sofreu, pelo menos, duas tentativas de invasão hacker entre o fim de junho e o início deste mês. O ataque comprometeu a comunicação entre os sistemas do órgão e da Sefaz após o acionamento de mecanismos de segurança, o que impediu a consulta detalhada aos débitos de IPVA dos veículos registrados no Estado.

Sem acesso a essas informações, diversos serviços passaram a ficar impedidos de ser concluídos, já que a legislação exige a verificação da regularidade tributária antes da emissão de documentos e da finalização de procedimentos administrativos.

O prazo para o licenciamento dos veículos com placas terminadas em 1, 2 e 3 venceria originalmente em 30 de junho. Após a primeira tentativa de invasão, ele foi prorrogado para 17 de julho. Agora, com a manutenção da instabilidade, os proprietários terão até 29 de julho para regularizar a situação.

Segundo o Detran, a escolha da data buscou evitar coincidência com o vencimento do licenciamento dos veículos de placas finais 4, 5 e 6 previsto para 31 de julho, reduzindo o risco de sobrecarga nos sistemas.

O órgão apontou que a nova portaria também disciplinará situações que passaram a gerar dúvidas desde o início da instabilidade. O texto trará regras específicas sobre a validade dos laudos de vistoria, os prazos para registro de veículos, a cobrança de diárias de veículos recolhidos em pátios e os procedimentos para proprietários com débitos de IPVA.

No caso do IPVA, o Detran orienta que a regularização seja feita diretamente junto à Sefaz enquanto persistirem as dificuldades de integração entre os sistemas. Mesmo assim, a conclusão de qualquer serviço pelo departamento continuará condicionada à confirmação de que não existem pendências tributárias após o processamento das informações pelos sistemas oficiais.

O órgão ressalta que as medidas têm caráter excepcional e temporário e não alteram as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o Detran, o objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos aos usuários enquanto perdurar a instabilidade provocada pelos mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos.

Apesar de antecipar os temas que serão regulamentados, o departamento ainda não detalhou quais serão as novas regras para laudos de vistoria, registros de veículos e diárias de pátio. Essas informações deverão constar na íntegra da Portaria "N" nº 212/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima terça-feira.

AGRO

Pecuária de MS mantém força em 2026 com mais de 2 milhões de bovinos abatidos no semestre

Boletim da Famasul aponta estabilidade nos abates, exportações em alta e valorização dos animais de reposição, apesar do recuo da arroba em junho.

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17 de julho de 2026

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A pecuária de Mato Grosso do Sul manteve um ritmo forte de produção no primeiro semestre de 2026. De acordo com a edição de julho do Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, o Estado registrou o abate de 2,08 milhões de bovinos nos seis primeiros meses do ano. O volume ficou apenas 1% abaixo do recorde registrado no mesmo período de 2025 e 10% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o bom desempenho da cadeia produtiva.

Exportações sustentam o mercado

Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, apesar de o volume de abates permanecer próximo ao recorde de 2025, a composição dos animais abatidos começou a apresentar mudanças. Em junho, houve maior participação de machos, principalmente entre 13 e 24 meses, enquanto a participação de fêmeas diminuiu em relação ao acumulado do ano.

Para o técnico, esse comportamento reflete uma oferta consistente de animais terminados em um cenário de demanda firme por carne bovina.

"Esse comportamento indica uma oferta consistente de animais terminados, em um cenário de demanda firme por carne bovina. As exportações continuam em ritmo elevado, com junho registrando o maior volume embarcado do ano para Mato Grosso do Sul, o que contribui para manter o bom desempenho da cadeia pecuária no Estado", analisa Guidolin.

Reposição segue valorizada

O boletim também mostra que o mercado de reposição continua aquecido. Mesmo com acomodação nos preços em relação ao mês anterior, os animais permanecem mais valorizados na comparação com junho de 2025.

O preço do quilo do bezerro acumula alta de 16% em um ano, enquanto o da bezerra avançou 19%. Garrote, boi magro, novilha e vaca magra também registraram valorização no período.

Segundo a análise técnica, a melhora da relação de troca entre boi gordo e bezerro favoreceu a reposição dos rebanhos, sustentando a demanda pelos animais. Ao mesmo tempo, a menor oferta de bezerros no Estado mantém os preços em patamares historicamente elevados, com valorização superior à inflação nos últimos 12 meses.

Arroba recua, mas permanece acima de 2025

A arroba do boi gordo registrou queda de 2% em junho na comparação com maio. Apesar disso, o preço médio permaneceu 10% superior ao registrado em junho do ano passado e segue entre os maiores valores nominais da série histórica de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o boletim, fatores ligados ao mercado internacional, como a proximidade do preenchimento da cota tarifária chinesa, contribuíram para pressionar as cotações ao longo do mês.

Outro indicador acompanhado pelo SIGABOV é a escala de abate, que permaneceu relativamente curta durante junho, fator que influencia diretamente a formação dos preços pagos ao produtor.