quinta, 04 de junho, 2026
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O prefeito de Antônio de João, Marcelo Pé (PSDB), publicou na segunda-feira (13) o decreto proibindo a Semana do Cabelo Maluco nas escolas municipais. O documento consta no Diário Oficial da Assomasul.
Assim, o município formalizou a proibição com o Decreto nº 479/2025, que veda “a realização de atividades pedagógicas ou eventos que possam expor crianças e adolescentes a situações de constrangimento, discriminação, ridicularização ou que desvirtuem os objetivos educacionais e formativos da escola”.
No texto, o prefeito proíbe a ‘semana do cabelo maluco’ ou eventos com “exposição da imagem dos alunos de modo depreciativo, jocoso ou discriminatório”. Ademais, veda a “realização de atividades ou o uso de cabelos com cores, estilos ou acessórios extravagantes, que destoem da naturalidade e simplicidade adequadas ao ambiente escolar”.
Reações ao cabelo maluco
Nas redes sociais, pais e responsáveis por crianças tiveram reações mistas com a proibição. Muitos apoiaram a atitude pensando na questão de financeiro de pais, que poderiam não ter condições de arcar com os custos da produção capilar.
“É cabelo, é meia maluca, mochila; tem criança que a mãe não liga, não colabora ou até mesmo não tem dinheiro, porque gera gastos. Eu fico com dó dessas crianças”, opina uma internauta. “Nossa! Que sonho! Eu fico apavorada quando tenho a obrigação de inventar um negócio desses. Foi a invenção mais sem noção do mundo!”, afirma uma mãe.
Outros até acusaram pais de promoverem uma competição entre os filhos. “Eu concordo, pois tem alguns pais que estavam passando dos limites colocando pintinho; peixe. Animal não é brinquedo”, defende uma mulher.
Febre nas redes sociais, ‘Cabelo Maluco’ vai além da brincadeira e estimula criatividade e expressão
Entretanto, há quem defenda a diversão e o estímulo da criatividade dos pequenos. “Deveria proibir também festivais culturais com danças de músicas com letras obscenas! Cabelo maluco, mochila maluca, meia maluca, etc., são oportunidades de incentivar o lúdico. Eventos como esses aproximam mais a escola dos pais. Sem contar que para os pequenos é pura diversão”, ressalta outra mulher.
“Seu prefeito deixa as crianças se divertir. Tudo isso faz parte do brincar; uma forma de desenvolver o aprendizado; a ideia. Nossa época foi outra, agora tudo é diferente”, diz uma das que endossam o discurso contra a proibição.
‘Zelando pelo equilíbrio’
Ao Midiamax, o prefeito já tinha explicado que “a proibição de cabelos com cores, estilos ou acessórios extravagantes deve ser interpretada não como ato punitivo, mas como medida de saúde sensorial e pedagógica”.
Então, disse que os cabelos podem causar diversos estímulos para as crianças. “Num ambiente voltado ao neurodesenvolvimento e à inclusão verdadeira, menos estímulo visual significa mais acolhimento, foco e segurança emocional”, afirmou.
Apesar da proibição, Marcelo destacou que não é possível punir pais que enviarem os filhos com o ‘cabelo maluco’. “As nossas escolas e centros de educação infantil estão vedados de fazer esses eventos no município de Antônio João. Se o pai ou a mãe quiser fazer isso com o filho dele fora do ambiente escolar, aí já não é uma responsabilidade do município, é algo particular da família”.
Midiamax
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS