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Paralisação por atraso do 13° reduz atendimentos e expõe crise na Santa Casa

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22 de dezembro de 2025

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(Karina Campos, Mariana Pesquero)

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Enfermeiros da Santa Casa de Campo Grande protestaram pelas ruas do Centro, após votar por unanimidade a paralisação da categoria, na manhã desta segunda-feira (22). Com isso, cerca de 70% da equipe será reduzida e apenas 30% estarão atuando nos setores. O hospital enfrenta um colapso financeiro, que reflete no pagamento do 13° salário de todos os funcionários, desde médicos até o setor administrativo.
Lázaro Santana, presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), informou que a categoria recusou a proposta inicial de parcelamento do 13° em três vezes. A proposta previa o pagamento entre janeiro e março de 2026.
“Nós fomos comunicados que o hospital não tem dinheiro para pagar o trabalhador. Segundo a administração, estavam aguardando um aporte financeiro de R$ 9 milhões do Governo do Estado. Esse dinheiro pagaria 95% dos trabalhadores. Na reunião, votamos o indicativo de paralisação. Nesse período, com o número de 30% nas mobilizações”, descreve.
Santana descreve que o ano foi marcado por atrasos salariais e que o hospital deve fechar o ano, novamente, com o problema. 
Presidente do SinMed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marcelo Santana Silveira diz que o problema do atraso salarial se estende aos trabalhadores da fisioterapia, psicologia, nutrição, lavanderia, copa e cozinha.
“A assistência de 30% é garantida. Vai atrapalhar o serviço? Lógico que vai. Onde tem quatro, fica dois, não vai conseguir lavar cinco mil quilos de roupas, não vai conseguir preparar cinco mil refeições em tempo hábil. Só que o grande prejudicado nisso são os trabalhadores.”
Médicos também foram afetados
A Dra. Isabela Falcão, diretora clínica da Santa Casa e representante dos médicos, salienta que a categoria PJ (Pessoa Jurídica) está com atraso salarial há seis meses. O setor enfrenta defasagem, pois muitos pediram dispensa diante da situação.
Recentemente, o CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) emitiu uma nota de alerta sobre o risco iminente de desassistência na unidade diante da falta de insumos, medicamentos e equipe. Um documento foi enviado para a Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, ao Ministério Público e também ao Jurídico do Estado.
Os esforços na estrutura sucateada
Rafaela Luz de Lima, técnica de enfermagem do hospital desde 2019, desabafa sobre o cansaço na rotina durante a atuação na linha de frente. A categoria lamenta o desgaste psicológico durante o trabalho e o atraso salarial.
“Somos usados como fantoche. É um direito [receber salário], sabemos que tem repasse, mas fazem para pedir mais verba. Temos um aplicativo para ver nosso holerite, o documento é enviado, mas o dinheiro não entra na conta na data correta. Trabalho aqui desde 2019. Nós somos linha de frente e, quando acontece paralisação, os pacientes acham que a culpa é nossa, ficam bravos. Quando o setor fica desassistido, quem escuta eles enfurecidos somos nós”, desabafa.
O que diz a Santa Casa
Na última sexta-feira (19), a Santa Casa informou que, em anos anteriores, o Governo do Estado aportava a 13ª parcela da contratualização a todos os hospitais filantrópicos de MS. Contudo, neste ano, informou que não haverá o repasse.
“O secretário de Saúde, Dr. Mauricio Simões, informou à Fehbesul [Federação das Filantrópicas] que fará o repasse em três parcelas, nos meses de janeiro, fevereiro e março. A Santa Casa transmitiu a informação aos sindicatos e seguirá buscando outros meios para solucionar a questão, mas, até o momento, sem previsão.”
“Há anos o Governo do Estado vinha repassando a competência do contrato dele, e nos sempre usamos para pagar o 13⁰ salário. Esse ano o Governo do Estado disse que não vai passar. A Santa Casa reconhece a legitimidade do movimento, mas os recursos são finitos e o nosso problema está na falta do equilíbrio econômico-financeiro do contrato”, disse Alie terra, presidente da Santa Casa. (Karina Campos, Mariana Pesquero)

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS