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Operação resgata 12 pessoas de trabalho escravo; vítimas dormiam no chão entre agrotóxicos

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10 de março de 2026

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Redação/EC - diariox

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Cerca de 12 trabalhadores foram resgatados em áreas rurais dos municípios de Aquidauana e Corumbá, região pantaneira de Mato Grosso do Sul. O resgate foi possível através de uma ação do MPT-MS (Ministério Público do Trabalho), de combate ao trabalho escravo, que aconteceu entre os dias 2 e 6 de março, com apoio da Polícia Militar e Polícia Militar Ambiental.

De acordo com o MPT, no dia 2 de março foram resgatados alguns trabalhadores, que realizavam atividade tanto em uma carvoaria quanto em uma fazenda de pecuária, em Aquidauana. Entre os trabalhadores resgatados estavam dois idosos. Conforme o relato de uma vítima, ele teria trabalhado cerca de 35 anos e não tinha carteira de trabalho assinada pelo então empregador. O pagamento era feito por diária, no valor de R$ 120,00.

As condições da casa onde um dos trabalhadores dormia estavam visivelmente precárias. Inclusive, o ‘dormitório’ era feito de lona e ficava longe da propriedade onde trabalhava. Além disso, ficava no meio do mato, sem acesso a água ou sanitários. As camas eram improvisadas de madeira e ficavam ao lado de um depósito de sal, usado na alimentação do gado.

‘Dormem no chão’

No dia seguinte, agentes iniciaram fiscalização na cidade de Corumbá. Os trabalhadores resgatados foram contratados em Miranda, a 208 quilômetros de Campo Grande. Dessa vez, cerca de nove trabalhadores foram encontrados em situação semelhante à dos trabalhadores de Aquidauana. Os trabalhadores eram responsáveis pela aplicação de agrotóxicos na terra.

As vítimas foram levadas de ônibus à propriedade para realizar os serviços. Além disso, para exercer a atividade que é de alto risco de contaminação, os trabalhadores não utilizavam nenhum tipo de equipamento de segurança.

O alojamento dos trabalhadores também era irregular e totalmente precário. Os homens dividiam espaço com venenos, além de outros produtos utilizados no trabalho. Dormiam em barracos feitos de lona e no chão de terra. Alguns ainda utilizavam redes.

Somado a isso, o local não tinha banheiros. Uma das vítimas afirmou que chegou a encontrar uma cobra jararaca na sua cama, embaixo do lençol, durante a noite. A água consumida por eles era de um poço artesiano, próximo ao alojamento.

Audiência

Após o resgate dos trabalhadores, foi feita uma audiência extrajudicial com a presença dos empregadores. De acordo com o MPT, foi realizada a tentativa de acordos extrajudiciais, para permitir que os danos causados às vítimas fossem reparados. Dessa forma, os empregadores estiveram presentes junto de seus advogados.

Em relação à propriedade de Aquidauana, foi feito o TAC (Termo de Ajuste de Conduta), que estabelece diversas regras aos empregadores. É uma forma de evitar que crimes como esse continuem acontecendo.

Além disso, o acordo prevê que sejam pagos ao menos R$ 194 mil aos trabalhadores resgatados. O empregador também firmou que deve registrar de forma retroativa todos os trabalhadores resgatados, além de providenciar a documentação rescisória e recolher o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) incidente sobre os valores retroativos.

Em Corumbá, o TAC também foi firmado com o empregador. Além disso, o acordo prevê pagamento de R$ 1,2 milhão aos nove trabalhadores.

O proprietário da fazenda também deve regularizar o manuseio de agrotóxicos.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS