terça, 30 de junho, 2026
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Um mês após sua estreia no mercado brasileiro, a Olire, reconhecida como a primeira caneta emagrecedora de fabricação nacional, já começa a chegar a novos pontos de venda e conquistar espaço entre consumidores que buscam alternativas no tratamento contra a obesidade.
O lançamento, que movimentou o setor farmacêutico em agosto, agora entra em uma nova fase: a expansão da distribuição. Isso significa que, além das grandes capitais, o medicamento passa a alcançar também farmácias de médio porte e redes regionais, tornando-se mais acessível a um público mais amplo.
A proposta da Olire é oferecer uma opção inovadora e de produção 100% brasileira, o que reduz custos de importação e facilita o abastecimento do mercado. O produto tem como base uma tecnologia já conhecida internacionalmente, mas, pela primeira vez, conta com fabricação nacional, o que também representa avanço para a indústria farmacêutica do país.
Especialistas avaliam que a chegada de medicamentos como a Olire pode ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, condição que atinge cerca de 22% da população brasileira, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. A expectativa é de que o produto contribua não apenas para ampliar as opções terapêuticas, mas também para reduzir filas e a dependência de remédios importados.
Com a expansão da distribuição, a Olire se consolida como um marco na busca por soluções acessíveis e inovadoras no combate à obesidade no Brasil.
AGRO
Projeto desenvolvido pela UFGD em parceria com o Governo do Estado aposta em educação, inovação e pesquisa aplicada para fortalecer a agricultura familiar.
29 de junho de 2026
Em uma sala cercada por lavouras no Assentamento Nova Itamarati, em Ponta Porã, jovens filhos de agricultores familiares discutem temas como inteligência artificial, produção de alimentos e desafios do cotidiano rural. O ambiente, mais próximo de um laboratório comunitário do que da imagem tradicional do agronegócio de alta tecnologia, tornou-se palco de uma iniciativa que busca aproximar ciência, inovação e realidade do campo.
O trabalho é desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio do Hub de Educação e Inovação Rural, criado em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul. A proposta é utilizar educação, pesquisa e tecnologia para promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a permanência das famílias no meio rural.
De acordo com a coordenadora do projeto, a médica veterinária e pesquisadora Juliana Carrijo, a iniciativa começou a partir da escuta dos moradores do assentamento, com o objetivo de identificar os principais desafios enfrentados pela comunidade antes da definição das estratégias de atuação.
"O foco sempre foi alinhar produção de alimentos, desenvolvimento sustentável e a realidade das famílias que vivem no assentamento", afirma.
A experiência desenvolvida em Nova Itamarati representa uma transformação mais ampla observada no agronegócio sul-mato-grossense, onde a tecnologia passou a abranger áreas como inteligência artificial, biotecnologia, bioinsumos e agricultura de precisão, além da tradicional mecanização agrícola.

(Foto: Divulgação Semadesc/Arquivo)
Entre os segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do Estado está a biotecnologia, que reúne pesquisas voltadas à saúde animal, agricultura, sustentabilidade e desenvolvimento industrial.
A expectativa é de que o setor movimente cerca de R$ 25 bilhões em Mato Grosso do Sul até 2030. As pesquisas envolvem desde o desenvolvimento de vacinas para doenças do rebanho até soluções para problemas agrícolas, como o greening, doença que afeta plantações cítricas, além de projetos ligados à melhoria genética, produção de bioinsumos e tecnologias para a indústria sustentável.
Parte dessa estratégia inclui o incentivo às chamadas Deep Techs, startups de base científica originadas a partir de pesquisas acadêmicas. O objetivo é transformar o conhecimento produzido nas universidades em produtos, serviços e empresas com potencial de atuação nacional e internacional.
Segundo o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, a proposta é aproximar a produção científica das demandas do setor produtivo.
"A estratégia consiste em aproximar a academia do setor produtivo, criando um ambiente favorável para que pesquisadores e estudantes transformem suas descobertas científicas em produtos, empresas e novos negócios", afirmou.

(Foto: Divulgação Semadesc/Arquivo)
No Assentamento Nova Itamarati, a inovação também surge como ferramenta para enfrentar um dos desafios históricos das áreas rurais: o êxodo dos jovens para os centros urbanos.
O Hub de Educação e Inovação Rural reúne professores, pesquisadores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação em ações voltadas à formação tecnológica e à produção rural. Atualmente, o projeto conta com aproximadamente 60 colaboradores de diferentes áreas do conhecimento e busca recursos por meio de editais públicos de pesquisa e extensão tecnológica.
A proposta é transformar o espaço em uma vitrine tecnológica voltada à agricultura familiar, conectando o conhecimento científico aos saberes tradicionais das comunidades rurais.
A aposta na ciência aplicada ao agronegócio integra uma estratégia mais ampla de Mato Grosso do Sul para diversificar a economia ligada à produção rural. Entre as áreas consideradas promissoras estão drones com inteligência artificial, agricultura de precisão e desenvolvimento de bioinsumos.
Nesse cenário, universidades e centros de pesquisa assumem papel cada vez mais próximo das cadeias produtivas, com o objetivo de transformar conhecimento científico em atividade econômica e desenvolver soluções criadas dentro do próprio Estado, com potencial de aplicação em diferentes mercados.
Geral
Obras modernizarão estacionamento do Bioparque. Deputado havia apresentado uma indicação para obras em abril/25
27 de junho de 2026
O lançamento da licitação para as obras de readequação do estacionamento do Bioparque Pantanal, publicado nesta sexta-feira pelo Governo do Estado, foi avaliado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Gerson Claro, como um investimento importante para acompanhar o crescimento da visitação e aprimorar a infraestrutura de um dos principais espaços de turismo, educação ambiental e pesquisa do Estado.
Com investimento estimado em R$ 3,1 milhões, o projeto prevê a reestruturação do estacionamento, incluindo nova pavimentação, sinalização horizontal, reorganização das vagas e adequações voltadas à acessibilidade, oferecendo mais segurança e mobilidade aos visitantes.
Para Gerson Claro, a obra responde a uma necessidade observada desde a consolidação do Bioparque como referência nacional e internacional.
"O Bioparque Pantanal se tornou um dos principais destinos turísticos e científicos de Mato Grosso do Sul. Esse crescimento precisa ser acompanhado por investimentos que ofereçam mais conforto, segurança e acessibilidade ao público. A melhoria do estacionamento é uma ação que qualifica a experiência dos visitantes e fortalece um patrimônio que representa muito para o nosso Estado."
O tema já havia sido levado pelo parlamentar em abril de 2025, por meio de indicação encaminhada ao Governo do Estado e à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Na ocasião, Gerson sugeriu a readequação do estacionamento, propondo pavimentação, remarcação das vagas, criação de espaços destinados a motocicletas e bicicletas e implantação de vagas específicas para idosos e pessoas com deficiência, diante do aumento do fluxo de visitantes registrado pelo Bioparque.
O deputado destacou que as melhorias contribuiriam para ampliar a mobilidade, a segurança e a acessibilidade do espaço, beneficiando tanto os visitantes quanto estudantes, pesquisadores e participantes de eventos realizados no local.
O lançamento da licitação representa mais um passo na qualificação da infraestrutura pública voltada ao turismo e ao atendimento da população.
"Além da preservação ambiental e da pesquisa, o Bioparque exerce um papel importante na divulgação de Mato Grosso do Sul e na formação de milhares de estudantes que passam pelo espaço todos os anos. Investimentos em infraestrutura são fundamentais para acompanhar essa demanda crescente e garantir que o equipamento continue oferecendo um atendimento compatível com sua importância."
O Bioparque Pantanal recebe visitantes de todo o Brasil e do exterior e se consolidou como um dos principais equipamentos turísticos e científicos do Estado. A expectativa é que as intervenções previstas no edital ampliem a funcionalidade do estacionamento, proporcionando mais organização, acessibilidade e segurança para quem frequenta o complexo.