terça, 30 de junho, 2026
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Quem vai viajar pela BR-163 em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (30) deve ficar atento às mudanças no trânsito causadas pelas frentes de obras e serviços de manutenção realizados ao longo da rodovia. As intervenções acontecem em diferentes regiões do Estado e fazem parte do cronograma permanente de conservação e ampliação da principal via de escoamento da produção sul-mato-grossense.
As equipes responsáveis pelos trabalhos executam serviços de duplicação da pista, recuperação do pavimento, revitalização da sinalização horizontal e limpeza dos sistemas de drenagem. O objetivo é garantir melhores condições de trafegabilidade, aumentar a segurança viária e preservar a infraestrutura da rodovia.
Em razão das obras, alguns pontos operam com o sistema de pare-e-siga, enquanto outros contam com desvios temporários. A medida é necessária para permitir o avanço dos serviços sem interromper completamente o fluxo de veículos.
Entre os trechos com desvio estão segmentos localizados em São Gabriel do Oeste, Campo Grande e Dourados. Já o sistema de pare-e-siga foi implantado em diversos municípios, como Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Rochedo, Campo Grande, Jaraguari, Rio Brilhante, Caarapó, Dourados, Itaquiraí, Eldorado e Mundo Novo.
Na região Norte do Estado, os motoristas devem redobrar a atenção principalmente nos trechos entre Sonora e Pedro Gomes, além do segmento entre Pedro Gomes e Coxim, onde há intervenções que podem provocar redução na velocidade e pequenas filas durante o período de execução das obras.
A concessionária responsável pela administração da BR-163 orienta os condutores a respeitarem toda a sinalização instalada, manterem distância segura do veículo à frente e reduzirem a velocidade ao se aproximarem das áreas em obras. A recomendação também é que os motoristas programem a viagem com antecedência, principalmente aqueles que percorrerão longas distâncias.
Caso ocorram chuvas, os trabalhos poderão ser interrompidos temporariamente por questões de segurança, com o cronograma sendo retomado assim que as condições climáticas permitirem.
Copa 2026
A Copa do Mundo de 2026 segue mostrando que tradição e favoritismo não entram em campo sozinhos. Em um mesmo dia, duas das seleções mais respeitadas do futebol...
30 de junho de 2026
A Copa do Mundo de 2026 segue mostrando que tradição e favoritismo não entram em campo sozinhos. Em um mesmo dia, duas das seleções mais respeitadas do futebol mundial deram adeus ao torneio de forma surpreendente, deixando claro que o equilíbrio entre as equipes nunca foi tão grande.
Alemanha e Holanda, frequentemente apontadas entre as candidatas ao título, acabaram eliminadas por adversários que chegaram às oitavas cercados por menos expectativa. Os alemães foram derrotados pelo Paraguai, enquanto os holandeses não conseguiram superar a seleção do Marrocos, encerrando precocemente suas campanhas.
As eliminações chamam atenção não apenas pelo peso das camisas, mas também pelo histórico que essas seleções carregam diante do Brasil. A Alemanha marcou a história da Copa ao eliminar a Seleção Brasileira em 1974 e, décadas depois, protagonizou o inesquecível 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014, um dos capítulos mais dolorosos do futebol brasileiro.
A Holanda também construiu uma relação de rivalidade com o Brasil em Copas. Foi responsável pela eliminação brasileira em 1974 e voltou a frustrar o sonho do hexacampeonato em 2010, quando venceu a equipe comandada por Dunga nas quartas de final da competição disputada na África do Sul.
Os resultados reforçam uma das principais características desta edição da Copa do Mundo: o fim da previsibilidade. Seleções consideradas emergentes têm demonstrado organização tática, intensidade e capacidade para enfrentar, de igual para igual, as maiores potências do futebol mundial.
Para o Brasil, que garantiu vaga nas oitavas de final, as eliminações de duas tradicionais candidatas ao título também alteram o panorama da competição. Além de reduzir o número de favoritos vivos na disputa, mostram que qualquer confronto exige atenção máxima, independentemente da história ou do ranking das equipes.
A queda de Alemanha e Holanda confirma que, em uma Copa do Mundo, o passado pesa na memória dos torcedores, mas não decide partidas. Dentro de campo, cada jogo escreve uma nova história, e a edição de 2026 tem mostrado que surpresas estão se tornando parte da rotina do torneio.
AGRO
Projeto desenvolvido pela UFGD em parceria com o Governo do Estado aposta em educação, inovação e pesquisa aplicada para fortalecer a agricultura familiar.
29 de junho de 2026
Em uma sala cercada por lavouras no Assentamento Nova Itamarati, em Ponta Porã, jovens filhos de agricultores familiares discutem temas como inteligência artificial, produção de alimentos e desafios do cotidiano rural. O ambiente, mais próximo de um laboratório comunitário do que da imagem tradicional do agronegócio de alta tecnologia, tornou-se palco de uma iniciativa que busca aproximar ciência, inovação e realidade do campo.
O trabalho é desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio do Hub de Educação e Inovação Rural, criado em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul. A proposta é utilizar educação, pesquisa e tecnologia para promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a permanência das famílias no meio rural.
De acordo com a coordenadora do projeto, a médica veterinária e pesquisadora Juliana Carrijo, a iniciativa começou a partir da escuta dos moradores do assentamento, com o objetivo de identificar os principais desafios enfrentados pela comunidade antes da definição das estratégias de atuação.
"O foco sempre foi alinhar produção de alimentos, desenvolvimento sustentável e a realidade das famílias que vivem no assentamento", afirma.
A experiência desenvolvida em Nova Itamarati representa uma transformação mais ampla observada no agronegócio sul-mato-grossense, onde a tecnologia passou a abranger áreas como inteligência artificial, biotecnologia, bioinsumos e agricultura de precisão, além da tradicional mecanização agrícola.

(Foto: Divulgação Semadesc/Arquivo)
Entre os segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do Estado está a biotecnologia, que reúne pesquisas voltadas à saúde animal, agricultura, sustentabilidade e desenvolvimento industrial.
A expectativa é de que o setor movimente cerca de R$ 25 bilhões em Mato Grosso do Sul até 2030. As pesquisas envolvem desde o desenvolvimento de vacinas para doenças do rebanho até soluções para problemas agrícolas, como o greening, doença que afeta plantações cítricas, além de projetos ligados à melhoria genética, produção de bioinsumos e tecnologias para a indústria sustentável.
Parte dessa estratégia inclui o incentivo às chamadas Deep Techs, startups de base científica originadas a partir de pesquisas acadêmicas. O objetivo é transformar o conhecimento produzido nas universidades em produtos, serviços e empresas com potencial de atuação nacional e internacional.
Segundo o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, a proposta é aproximar a produção científica das demandas do setor produtivo.
"A estratégia consiste em aproximar a academia do setor produtivo, criando um ambiente favorável para que pesquisadores e estudantes transformem suas descobertas científicas em produtos, empresas e novos negócios", afirmou.

(Foto: Divulgação Semadesc/Arquivo)
No Assentamento Nova Itamarati, a inovação também surge como ferramenta para enfrentar um dos desafios históricos das áreas rurais: o êxodo dos jovens para os centros urbanos.
O Hub de Educação e Inovação Rural reúne professores, pesquisadores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação em ações voltadas à formação tecnológica e à produção rural. Atualmente, o projeto conta com aproximadamente 60 colaboradores de diferentes áreas do conhecimento e busca recursos por meio de editais públicos de pesquisa e extensão tecnológica.
A proposta é transformar o espaço em uma vitrine tecnológica voltada à agricultura familiar, conectando o conhecimento científico aos saberes tradicionais das comunidades rurais.
A aposta na ciência aplicada ao agronegócio integra uma estratégia mais ampla de Mato Grosso do Sul para diversificar a economia ligada à produção rural. Entre as áreas consideradas promissoras estão drones com inteligência artificial, agricultura de precisão e desenvolvimento de bioinsumos.
Nesse cenário, universidades e centros de pesquisa assumem papel cada vez mais próximo das cadeias produtivas, com o objetivo de transformar conhecimento científico em atividade econômica e desenvolver soluções criadas dentro do próprio Estado, com potencial de aplicação em diferentes mercados.