quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

LEI

A+ A-

Nova lei assegura atendimento humanizado a mães e famílias que sofrem perdas gestacionais

Icone Calendário

29 de julho de 2025

Icone Autor

Glenda Melo / Diário do Estado

Continue Lendo...

Por trás de cada quarto vazio, de cada enxoval que nunca será usado, de cada silêncio em um berçário, há uma dor que por muitos anos foi invisível: o luto de quem perde um filho antes mesmo de carregá-lo nos braços. O Brasil, enfim, reconhece essa dor. Com a sanção da Lei 15.139/2025, nasce oficialmente a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, um marco histórico que transforma o acolhimento ao luto perinatal em compromisso do Estado brasileiro.

A lei, sancionada estabelece diretrizes para garantir respeito, empatia e suporte psicológico a mulheres e famílias que enfrentam perdas gestacionais, óbitos fetais ou neonatais. Uma dor que, embora comum, era tratada com frieza institucional, silêncio social e ausência de políticas públicas. Agora, ganha amparo, nome e espaço.

Mais do que uma nova política pública, a medida representa uma reparação simbólica e prática. É a transformação de um sofrimento individual em pauta coletiva, em responsabilidade compartilhada entre profissionais da saúde, serviços públicos e toda a sociedade.

Perder um filho no ventre ou nos primeiros dias de vida é experimentar uma ausência que se instala antes mesmo de a vida começar. Um luto sem certidão de nascimento, sem fotos, sem festas. E muitas vezes, sem direito ao choro.

O texto da nova lei reconhece essa realidade: o luto parental é real, devastador e merece ser acolhido com cuidado e dignidade. Por isso, institui medidas concretas para transformar o atendimento nesses momentos. Desde o direito à acomodação em alas separadas das demais parturientes, até o encaminhamento para atendimento psicológico domiciliar e o registro de memória do natimorto, com nome, data, local do parto e, se possível, impressão digital ou plantar.

A legislação também define que outubro será oficialmente o Mês do Luto Gestacional, Neonatal e Infantil, criando um espaço de visibilidade e debate sobre a perda precoce da maternidade e da paternidade. O objetivo é romper o tabu, fomentar campanhas de conscientização e combater o isolamento emocional vivido por tantas famílias.

A proposta da lei é clara: humanizar o cuidado é oferecer proteção emocional, social e psicológica. É garantir que nenhuma mulher que passe por um aborto espontâneo ou uma perda gestacional seja colocada na mesma ala de uma mãe que acabou de dar à luz. Que nenhum pai precise sair correndo atrás de documentos enquanto ainda tenta entender por que o coração do filho parou de bater. Que nenhuma família tenha que escolher o silêncio por falta de escuta.

A lei exige que maternidades e unidades de saúde, públicas ou privadas, permitam a presença de um acompanhante durante o parto do natimorto, e garantam tempo e espaço para a despedida da família. Além disso, assegura às mães o direito a investigações clínicas da causa da perda, acompanhamento médico específico em gestações futuras, e apoio psicológico contínuo.

A dor também precisa ser entendida por quem atende. Por isso, a nova legislação prevê a inclusão de conteúdos sobre luto gestacional nos currículos de formação de profissionais de saúde, além da criação de protocolos nacionais voltados à humanização. O conhecimento se torna ferramenta para acolher, e não apenas para tratar.

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS