quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Mês da mulher

A+ A-

Mês das Mulheres: Temos realmente motivos para comemorar? flores não apagam estatísticas de morte

Icone Calendário

3 de março de 2026

Icone Autor

Glenda Melo

Continue Lendo...

 

Todos os anos os mesmos rituais, março chega, as vitrines são enfeitadas, as redes sociais repletas de homenagens e frases sobre força, superação e empoderamento. Mas, em meio às celebrações do Mês das Mulheres, uma pergunta precisa ser feita com coragem: há realmente motivos para comemorar? Vamos refletir sobre os últimos anos.

Queridos leitores, desculpem o desabafo, mas precisamos falar sobre o 8 de março e sinceramente eu já estou há alguns anos bastante cansada de contar histórias cruéis e tristes de mulheres que foram mortas em nome de um AMOR que eu nunca vou entender que tipo de amor é esse.

Há menos de 15 dias, uma mulher foi assassinada em Coxim. Mais um nome “NILZA” que entra para uma lista dolorosa que não para de crescer. Mais uma família destruída. Mais um caso que poderia ser apenas estatística, mas que representa uma vida interrompida pela violência, segundo relatos Nilza era uma mulher honesta, trabalhadora, cumpridora de seus deveres e obrigações, mas isso não impediu que ela fosse morta com um golpe fatal de faca no abdômen.

A realidade que incomoda

Em Mato Grosso do Sul, os números de feminicídio continuam alarmantes. Apenas nos primeiros meses de 2026, pelo menos quatro mulheres já foram mortas por razões de gênero no estado. Uma conta assustadora mostra que quase 60 mulheres são agredidas por dia no estado.

No cenário nacional, o quadro também é grave. O Brasil registrou, em 2025, quase 6.900 casos de feminicídios consumados ou tentados o equivalente a quase seis mulheres por dia tendo suas vidas ameaçadas ou tiradas simplesmente por serem mulheres.

Esses números não são frios. Eles têm rosto, nome, história.

Comemorar o quê?

É verdade que houve avanços. A legislação ficou mais rígida, as denúncias aumentaram, o debate ganhou espaço. Mas a cada nova morte, a sensação é de que estamos correndo atrás do prejuízo sempre depois que a tragédia já aconteceu.

Celebrar conquistas é legítimo. Ignorar a realidade, não

Como falar em empoderamento quando mulheres ainda vivem com medo dentro da própria casa?

Como distribuir flores enquanto mães são enterradas?

Como promover eventos festivos quando a violência segue batendo à porta?

O caso recente em Coxim não é isolado. Ele é reflexo de uma cultura que ainda naturaliza o controle, a agressão silenciosa que começa com palavras e termina em crime.

O mês deveria ser de reflexão

Talvez março não devesse ser apenas um mês de celebração, mas principalmente de enfrentamento. De cobrança por políticas públicas mais eficazes. De garantia de que medidas protetivas sejam realmente cumpridas. De fortalecimento das redes de apoio. De educação para que a próxima geração não repita os mesmos ciclos de violência.

Porque enquanto mulheres continuarem morrendo, qualquer comemoração será incompleta.

O Mês das Mulheres precisa deixar de ser apenas simbólico. Precisa ser um grito coletivo por mudança. Um chamado à responsabilidade da sociedade, das autoridades e de cada cidadão. Lembrando que essa matéria não é sobre crítica, é sobre reflexão!!!

Antes das flores, é preciso garantir vidas.

E enquanto houver uma mulher sendo assassinada por ser mulher, a pergunta continuará ecoando: temos mesmo o que celebrar?

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS