domingo, 26 de julho, 2026
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Todos os anos os mesmos rituais, março chega, as vitrines são enfeitadas, as redes sociais repletas de homenagens e frases sobre força, superação e empoderamento. Mas, em meio às celebrações do Mês das Mulheres, uma pergunta precisa ser feita com coragem: há realmente motivos para comemorar? Vamos refletir sobre os últimos anos.
Queridos leitores, desculpem o desabafo, mas precisamos falar sobre o 8 de março e sinceramente eu já estou há alguns anos bastante cansada de contar histórias cruéis e tristes de mulheres que foram mortas em nome de um AMOR que eu nunca vou entender que tipo de amor é esse.
Há menos de 15 dias, uma mulher foi assassinada em Coxim. Mais um nome “NILZA” que entra para uma lista dolorosa que não para de crescer. Mais uma família destruída. Mais um caso que poderia ser apenas estatística, mas que representa uma vida interrompida pela violência, segundo relatos Nilza era uma mulher honesta, trabalhadora, cumpridora de seus deveres e obrigações, mas isso não impediu que ela fosse morta com um golpe fatal de faca no abdômen.
A realidade que incomoda
Em Mato Grosso do Sul, os números de feminicídio continuam alarmantes. Apenas nos primeiros meses de 2026, pelo menos quatro mulheres já foram mortas por razões de gênero no estado. Uma conta assustadora mostra que quase 60 mulheres são agredidas por dia no estado.
No cenário nacional, o quadro também é grave. O Brasil registrou, em 2025, quase 6.900 casos de feminicídios consumados ou tentados o equivalente a quase seis mulheres por dia tendo suas vidas ameaçadas ou tiradas simplesmente por serem mulheres.
Esses números não são frios. Eles têm rosto, nome, história.
Comemorar o quê?
É verdade que houve avanços. A legislação ficou mais rígida, as denúncias aumentaram, o debate ganhou espaço. Mas a cada nova morte, a sensação é de que estamos correndo atrás do prejuízo sempre depois que a tragédia já aconteceu.
Celebrar conquistas é legítimo. Ignorar a realidade, não
Como falar em empoderamento quando mulheres ainda vivem com medo dentro da própria casa?
Como distribuir flores enquanto mães são enterradas?
Como promover eventos festivos quando a violência segue batendo à porta?
O caso recente em Coxim não é isolado. Ele é reflexo de uma cultura que ainda naturaliza o controle, a agressão silenciosa que começa com palavras e termina em crime.
O mês deveria ser de reflexão
Talvez março não devesse ser apenas um mês de celebração, mas principalmente de enfrentamento. De cobrança por políticas públicas mais eficazes. De garantia de que medidas protetivas sejam realmente cumpridas. De fortalecimento das redes de apoio. De educação para que a próxima geração não repita os mesmos ciclos de violência.
Porque enquanto mulheres continuarem morrendo, qualquer comemoração será incompleta.
O Mês das Mulheres precisa deixar de ser apenas simbólico. Precisa ser um grito coletivo por mudança. Um chamado à responsabilidade da sociedade, das autoridades e de cada cidadão. Lembrando que essa matéria não é sobre crítica, é sobre reflexão!!!
Antes das flores, é preciso garantir vidas.
E enquanto houver uma mulher sendo assassinada por ser mulher, a pergunta continuará ecoando: temos mesmo o que celebrar?
Geral
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de...
20 de julho de 2026
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) confirmou, na tarde desta sexta-feira (17), a prorrogação do prazo para o licenciamento anual de veículos com placas de finais 1, 2 e 3 até 29 de julho e anunciou um pacote de medidas emergenciais para reduzir os impactos da indisponibilidade na integração de dados com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), provocada por tentativas de ataques cibernéticos.
Além da ampliação do prazo para o licenciamento, o órgão informou que uma portaria prevista para ser publicada na próxima terça-feira (21) estabelecerá regras temporárias para vistorias, registro de veículos, cobrança de diárias em pátios e regularização do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). As medidas serão formalizadas por meio da Portaria "N" nº 212/2026 e terão validade entre os dias 8 e 29 de julho.
Conforme noticiado mais cedo, o Detran de Mato Grosso do Sul sofreu, pelo menos, duas tentativas de invasão hacker entre o fim de junho e o início deste mês. O ataque comprometeu a comunicação entre os sistemas do órgão e da Sefaz após o acionamento de mecanismos de segurança, o que impediu a consulta detalhada aos débitos de IPVA dos veículos registrados no Estado.
Sem acesso a essas informações, diversos serviços passaram a ficar impedidos de ser concluídos, já que a legislação exige a verificação da regularidade tributária antes da emissão de documentos e da finalização de procedimentos administrativos.
O prazo para o licenciamento dos veículos com placas terminadas em 1, 2 e 3 venceria originalmente em 30 de junho. Após a primeira tentativa de invasão, ele foi prorrogado para 17 de julho. Agora, com a manutenção da instabilidade, os proprietários terão até 29 de julho para regularizar a situação.
Segundo o Detran, a escolha da data buscou evitar coincidência com o vencimento do licenciamento dos veículos de placas finais 4, 5 e 6 previsto para 31 de julho, reduzindo o risco de sobrecarga nos sistemas.
O órgão apontou que a nova portaria também disciplinará situações que passaram a gerar dúvidas desde o início da instabilidade. O texto trará regras específicas sobre a validade dos laudos de vistoria, os prazos para registro de veículos, a cobrança de diárias de veículos recolhidos em pátios e os procedimentos para proprietários com débitos de IPVA.
No caso do IPVA, o Detran orienta que a regularização seja feita diretamente junto à Sefaz enquanto persistirem as dificuldades de integração entre os sistemas. Mesmo assim, a conclusão de qualquer serviço pelo departamento continuará condicionada à confirmação de que não existem pendências tributárias após o processamento das informações pelos sistemas oficiais.
O órgão ressalta que as medidas têm caráter excepcional e temporário e não alteram as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o Detran, o objetivo é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos aos usuários enquanto perdurar a instabilidade provocada pelos mecanismos de proteção contra ataques cibernéticos.
Apesar de antecipar os temas que serão regulamentados, o departamento ainda não detalhou quais serão as novas regras para laudos de vistoria, registros de veículos e diárias de pátio. Essas informações deverão constar na íntegra da Portaria "N" nº 212/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima terça-feira.
AGRO
Boletim da Famasul aponta estabilidade nos abates, exportações em alta e valorização dos animais de reposição, apesar do recuo da arroba em junho.
17 de julho de 2026
A pecuária de Mato Grosso do Sul manteve um ritmo forte de produção no primeiro semestre de 2026. De acordo com a edição de julho do Boletim SIGABOV, elaborado pelo Departamento Técnico (DETEC) do Sistema Famasul, o Estado registrou o abate de 2,08 milhões de bovinos nos seis primeiros meses do ano. O volume ficou apenas 1% abaixo do recorde registrado no mesmo período de 2025 e 10% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o bom desempenho da cadeia produtiva.
Segundo o consultor técnico em pecuária do Senar/MS, Diego Guidolin, apesar de o volume de abates permanecer próximo ao recorde de 2025, a composição dos animais abatidos começou a apresentar mudanças. Em junho, houve maior participação de machos, principalmente entre 13 e 24 meses, enquanto a participação de fêmeas diminuiu em relação ao acumulado do ano.
Para o técnico, esse comportamento reflete uma oferta consistente de animais terminados em um cenário de demanda firme por carne bovina.
"Esse comportamento indica uma oferta consistente de animais terminados, em um cenário de demanda firme por carne bovina. As exportações continuam em ritmo elevado, com junho registrando o maior volume embarcado do ano para Mato Grosso do Sul, o que contribui para manter o bom desempenho da cadeia pecuária no Estado", analisa Guidolin.
O boletim também mostra que o mercado de reposição continua aquecido. Mesmo com acomodação nos preços em relação ao mês anterior, os animais permanecem mais valorizados na comparação com junho de 2025.
O preço do quilo do bezerro acumula alta de 16% em um ano, enquanto o da bezerra avançou 19%. Garrote, boi magro, novilha e vaca magra também registraram valorização no período.
Segundo a análise técnica, a melhora da relação de troca entre boi gordo e bezerro favoreceu a reposição dos rebanhos, sustentando a demanda pelos animais. Ao mesmo tempo, a menor oferta de bezerros no Estado mantém os preços em patamares historicamente elevados, com valorização superior à inflação nos últimos 12 meses.
A arroba do boi gordo registrou queda de 2% em junho na comparação com maio. Apesar disso, o preço médio permaneceu 10% superior ao registrado em junho do ano passado e segue entre os maiores valores nominais da série histórica de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim, fatores ligados ao mercado internacional, como a proximidade do preenchimento da cota tarifária chinesa, contribuíram para pressionar as cotações ao longo do mês.
Outro indicador acompanhado pelo SIGABOV é a escala de abate, que permaneceu relativamente curta durante junho, fator que influencia diretamente a formação dos preços pagos ao produtor.